<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714</id><updated>2011-10-11T00:01:56.209+02:00</updated><title type='text'>paris à go-go</title><subtitle type='html'>crônicas sobre Paris e de sua ululante gente francesa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://parisagogo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-5484861222399638378</id><published>2007-09-19T16:04:00.000+02:00</published><updated>2008-12-11T07:55:48.256+01:00</updated><title type='text'>Karl Lagerfeld:  o senhor dos iPods</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Lagerfeld Confidentiel”&lt;/span&gt;, documentário de Rodolphe Marconi sobre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kaiser &lt;/span&gt;da moda, estréia nos cinemas franceses dia 10 de outubro e promete revelar um pouco mais sobre a figura excêntrica e sempre pronta a disparar comentários ácidos. filho de pai escandinavo e mãe alemã, Karl veio pra Paris com 19 anos e nunca perdeu o sotaque germânico! começou como assistente de Pierre Balmain e está a frente da Chanel desde 1983, além de ter as suas próprias marcas, K e Karl Lagerfeld. criador, fotógrafo, autor, editor e apaixonado por música, ele jura que quer ser apenas como uma aparição na vida das pessoas… mas a verdade, atrás dos seus inseparáveis óculos escuros e anéis de metaleiro, ele procura ansiosamente nos livros de sua imensa biblioteca. desconfio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RvE1Z-SvsVI/AAAAAAAAAUk/3i5tyAHwHEQ/s1600-h/lagerfeld_confidentiel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RvE1Z-SvsVI/AAAAAAAAAUk/3i5tyAHwHEQ/s400/lagerfeld_confidentiel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111925772376846674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Por que você aceitou ser o tema do filme?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que eu me pergunto! Por insistência e porque eu achei que o diretor tinha uma visão não muito banal. E o resultado é bastante bonito, um tanto estético mesmo. Ele só me mostra dentro de jatos, na noite… mas quando se trabalha?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Então, na sua vida você nunca pára?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas ao mesmo tempo, não é muito necessário que se veja isso porque é super cansativo pessoas que te atordoam dizendo: “Eu trabalho!” Se vende a estupidez e a felicidade, não se vende as memórias de Kierkegaard!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O que você tem a dizer sobre as tendências de inverno?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já estou no verão. O inverno é uma coisa que eu já esqueci, porque o meu grande truque é esquecer para refazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Você não corre o risco de fazer a mesma coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou cego e meus colaboradores não são mudos, eles me dirão. A gente pode discutir. Um dia, um outro criador me disse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Você sabe, se a gente faz qualquer coisa que os outros têm o costume de fazer, ainda será muito melhor que a média!”. &lt;/span&gt;E assim se é feliz, hein? Claro que estas anedotas seriam mais picantes se eu desse os nomes, mas deixa pra lá…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Você pode dar o nome dos colegas que você aprecia então…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto muito das pessoas da minha geração porque elas são meio gagás e um pouco entediantes; fora Armani, Oscar de La Renta e Valentino. Mas eu gosto muito da nova geração, os que têm 30, 40 anos, eles são divertidos. Tom Ford me faz rir.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RvEzv-SvsUI/AAAAAAAAAUc/OSD_DT6-Kns/s1600-h/karl_lagerfeld.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RvEzv-SvsUI/AAAAAAAAAUc/OSD_DT6-Kns/s400/karl_lagerfeld.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111923951310713154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O que você pensa da moda masculina?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me interessa no que diz respeito ao que eu visto, mas, infelizmente, eu não acredito num criador de camiseta e jeans surrado que faz vestidos de 5000 euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;É por isso que você se veste sempre do mesmo jeito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca são as mesmas coisas, mas é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;look&lt;/span&gt; que faz que, em mim, tudo se pareça igual. Eu fiz de mim uma espécie de Charlie Chaplin do cotidiano. As pessoas acreditam que é super estudado, mas é uma sucessão de acasos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;ocê veste as roupas que você cria, da marca K, por exemplo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu adoro. Quando se faz moda masculina não há melhor maneira de assumir do que vestindo suas próprias roupas. Mas eu não vou desenhar só pensando em mim porque eu não sou um exemplo. Eu sou, de qualquer modo, um pouco à parte, francamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Quem é para você um ícone absoluto em se tratando de moda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu dou um nome todos os outros vão ficar magoados. Além disso, eu começo a ficar um pouco de saco cheio dos ícones do passado. É absurdo pensar que era melhor antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;No entanto, você também é um ícone, não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, eu não acordo dizendo pra mim: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Uau, o ícone se desperta!”&lt;/span&gt;. O ícone fica resfriado e tem dor de barriga como todo o mundo. E no segundo que você pensa que é um ícone, você está perdido! Eu sou um animador de marionetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O que você deseja que se retenha de você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me deixa louco, eu não sei. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Retiens la nuit” &lt;/span&gt;não é o nome de uma música? Eu não sei. Você retém o que você quer. Retenção de água! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;No documentário se vê que você possui 60 iPods. Você sabe o que tem em cada um deles?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tenho mais do que isso agora. É um belo objeto. Hoje, quando se vê um Walkman que se acha genial quando é lançado, se tem a impressão que é uma máquina de lavar! Eu coloquei todos os meus cds em iPods – isso já completou quase uma centena! – e, depois, eu os pego por acaso, o que me permite de redescobrir coisas que eu não iria jamais procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Você possui também mais de 300 mil livros. Como você explica esta bulimia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero saber tudo, conhecer tudo, estar informado de tudo. É uma espécie de oportunismo intelectual e de frenesi frívolo, pode ser artificial, mas no final das contas eu sou mais cultivado ou instruído que a maior parte das pessoas que fazem o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;métier&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Uma palavra de conclusão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é necessário jamais concluir, já que a luta continua. Mesmo se a gente combate os moinhos de vento, como Dom Quichote… A moda é isso. É o barril das Danaides, uma luta onde não há vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Não é um pouco fútil tudo isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar a aparência de futilidade não é a futilidade. A moda sustenta muita gente. É um produto como outro, um produto visível, um produto de desejo e é isto o que faz o seu lado excitante…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* entrevista concedida à Fabien Menguy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-5484861222399638378?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/5484861222399638378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/5484861222399638378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/09/karl-lagerfeld-o-senhor-dos-ipods.html' title='Karl Lagerfeld:  o senhor dos iPods'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RvE1Z-SvsVI/AAAAAAAAAUk/3i5tyAHwHEQ/s72-c/lagerfeld_confidentiel.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-1217842842860571837</id><published>2007-07-15T18:32:00.000+02:00</published><updated>2008-12-11T07:55:50.549+01:00</updated><title type='text'>corrente literária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o cinemaníaco Sergio do &lt;a href="http://www.kinocrazy.blogspot.com/"&gt;kino crazy&lt;/a&gt; me convidou pra continuar a corrente literária que ele entrou por conta de um amigo que ele diz ser idôneo. como não posso pôr a mão no fogo por Sergio (hehe), mas sou amiga da bibliotecária de um acervo de línguas mortas onde ele cataloga filmes orfãos, o rolo se fez e eu também entrei na corrente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5 é um número pequeno para o universo de escritores talentosos e singulares que eu tive oportunidade de ler. é certo que muitos influenciaram a minha vida em algum momento; outros serão eternas fontes de inspiração. os que eu listo abaixo são os que rondam a minha memória aqui em Paris:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RppULvDtoXI/AAAAAAAAANc/SwvVvytak_8/s1600-h/ilha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RppULvDtoXI/AAAAAAAAANc/SwvVvytak_8/s400/ilha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087471289655730546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;eu já havia lido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Admirável Mundo Novo"&lt;/span&gt; quando decidi comprar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A Ilha"&lt;/span&gt;, isso no meio dos anos 80. para uma definição simples, um é o oposto do outro: no primeiro a sociedade é retratada de forma automatizada e desprovida de emoções, no segundo a filosofia paz&amp;amor impera, mas com o olhar crítico e visionário de Aldous Huxley. o fato é que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A Ilha"&lt;/span&gt; ressuscitou na minha vida quando o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dharma&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Lost"&lt;/span&gt; começou a aparecer. a sociedade utópica de Pala, que começa a desmoronar quando o herdeiro do trono Murugan faz um pacto com "os outros", que encarnam a modernização da sociedade e o fim dos ideais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hippies&lt;/span&gt;, assim como entre Ben e Jack, é o sinal de que não há mais futuro para qualquer uma das ilhas... eu creio que, lido hoje, o livro soe como datado, mas houve uma época, não muito distante, em que o mundo acreditava piamente em utopias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RppcfPDtoYI/AAAAAAAAANk/8gm3V2RTnf8/s1600-h/flashbacks.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RppcfPDtoYI/AAAAAAAAANk/8gm3V2RTnf8/s400/flashbacks.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087480420756201858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Flashbacks" &lt;/span&gt;é autobiográfico e pleno de ação, assim como viveu Timothy Leary. eu lembro de ter devorado o livro e acompanhado como uma fanática noveleira as drásticas mudanças psicológicas que o então caretésimo professor das conceituadas universidades de Berkeley e Harvard foi produzindo em si mesmo com as suas experiências psicodélicas. além de ser um documento sobre a sua vida, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Flashbacks"&lt;/span&gt; também apresenta personagens da cultura pop mundial que  atravessaram o caminho do pai da contracultura, como Jack Kerouac, Charles Manson e John Lennon. experiências com drogas, sexo livre, prisões, fugas espetaculares, amores, inimigos e aventuras realmente incríveis compõem o fio que nos seduz em suas 400 páginas. empolgante no último!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RpplSvDtoZI/AAAAAAAAANs/956jDjA_wdE/s1600-h/historias.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RpplSvDtoZI/AAAAAAAAANs/956jDjA_wdE/s400/historias.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087490101612487058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;sou apaixonada por Edgar Allan Poe, gosto de tudo dele, tanto da veia poética quanto da prosa. sua alma atormentada e vítima de terríveis depressões foram o combustível de sua escrita romântica e fantástica. um dos precursores do Simbolismo, fascinado pela morte e por todos os temas de mistério, ele deixou um legado fascinante. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Histórias&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Extraordinárias" &lt;/span&gt;&lt;span&gt;é uma seleção com os seus melhores contos&lt;/span&gt;, estilo em que ele é rei, um rei gótico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bien sûr! "O Gato Preto" &lt;/span&gt;me deixa em suspense todo o tempo e o final renova meu medo toda vez que o releio.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ligéia" &lt;/span&gt;&lt;span&gt;é um conto de fadas às avessas, uma Bela Adormecida fantasmagórica que me encanta e me faz sofrer, Tim Burton conhece bem. e o que falar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Annabel Lee"&lt;/span&gt;? (não consta na coletânea) durante um tempo eu soube decor e salteado o belo poema, o último que ele escreveu em homenagem à sua amada, primeiro prima e aos 13 anos esposa, morta 2 anos antes dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rps_6_DtocI/AAAAAAAAAOE/W-xuk0yzAtA/s1600-h/o+horla+jpeg.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rps_6_DtocI/AAAAAAAAAOE/W-xuk0yzAtA/s400/o+horla+jpeg.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087730486637076930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O Horla"&lt;/span&gt; foi o último livro que li. neste conto, Guy de Maupassant trata do mesmo universo de horror e mistério imortalizado por Edgar Allan Poe, mesmo assim é imperdível! quando Guy escreveu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O Horla"&lt;/span&gt;, a sífilis o consumia com avidez, corpo e mente estavam comprometidos e ele vivenciava sofrimentos e alucinações terríveis. o livro é a visita constante de Guy no túnel de passagem, é o embate diário com o seu fantasma pessoal que o tornava mais demente, encontro após encontro. nesta fase extremamente dolorosa, o escritor tentou a morte sem sucesso, a amante caprichosa veio buscá-lo alguns dias antes de Guy completar 43 anos. ele está enterrado no cemitério de Montparnasse, onde gira o moinho que eu ilustro no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post "Francis, o estripador de Paris"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rpp83_DtobI/AAAAAAAAAN8/lSyEM5zNVhM/s1600-h/0502lispector.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rpp83_DtobI/AAAAAAAAAN8/lSyEM5zNVhM/s400/0502lispector.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087516030330053042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres"&lt;/span&gt; me inspira até hoje. eu o li na metade dos anos 90 e foi muito marcante, uma revelação, algo inexplicável, bem como os feitiços que a escritora gosta de fazer com os seus leitores que permitem esta perigosa aproximação. a história de amor entre os professores Lóri e Ulisses parece comum, nada especial os diferencia de outros casais. no entanto, os questionamentos da personagem sobre o amor que cresce dentro dela são pura filosofia Clariciana. a feiticeira das letras sempre me instiga a crer que viver de verdade, sem armaduras, é penosamente difícil, viver o amor com plenitude então, é uma tarefa ainda mais árdua e espinhosa. estamos sempre correndo riscos, na vida e no amor, apesar de nos defendermos deles com unhas e dentes, mas talvez esta não seja a mágica da vida e este é o grande ensinamento do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora estou curiosa pra conhecer as dicas da minha talentosa cunhada e escritora sensível &lt;a href="http://www.delfuego.zip.net%09/"&gt;delfuego&lt;/a&gt;, do &lt;a href="http://www.impostor.wordpress.com/"&gt;impostor&lt;/a&gt;  Ronaldo Bressane, que mima as letras como eternas namoradas,  da menina-Malagueta &lt;a href="http://blog.literorragia.com/"&gt;literorragia&lt;/a&gt;, do destemido &lt;a href="http://www.mambo.blogspot.com/"&gt;oh me blaargh!&lt;/a&gt;, que já foi homem-lixo, mas é sempre um charme e, para completar a lista, o insistente admirador da &lt;/span&gt;Gena Rowlands, o teimoso &lt;span&gt; &lt;a href="http://www.terceiromolar.blogspot.com/"&gt;terceiro molar.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-1217842842860571837?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/1217842842860571837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/1217842842860571837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/07/corrente-literria.html' title='corrente literária'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RppULvDtoXI/AAAAAAAAANc/SwvVvytak_8/s72-c/ilha.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-7929068874836534936</id><published>2007-07-05T14:43:00.000+02:00</published><updated>2008-12-11T07:55:50.981+01:00</updated><title type='text'>um homem contra a crítica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Roz7gq_MBKI/AAAAAAAAALU/HhqGcNlXRl4/s1600-h/lelouch_portrait.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Roz7gq_MBKI/AAAAAAAAALU/HhqGcNlXRl4/s400/lelouch_portrait.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083714618108150946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ele se acha um diretor injustiçado, maldito, vítima da crítica. pra fazer o seu último filme, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Roman de Gare"&lt;/span&gt;, decidiu adotar um pseudônimo, acreditava que assim ficaria longe do mau-olhado dos críticos e poderia trabalhar em paz. mas durante o Festival de Cannes foi obrigado a revelar que atrás de Hervé Picard se escondia ele, um dos maiores diretores franceses... claro que a crítica aproveitou pra espezinhá-lo e fazer piada do seu estratagema. o triste é que Claude Lelouch realmente se abala com tudo isso, por mais que ele monte o seu discuro de "estou acima de tudo isso", ele se sente perseguido e coloca na crítica a culpa dos seus últimos filmes não terem tido o sucesso que ele esperava. a verdade é que não importa o tamanho da pedra que atirem, a obra de Claude Lelouch é uma muralha forte e bela do cinema francês e mundial. talvez ele devesse abandonar o culto ao número 13 e acreditar no que ele mesmo diz na entrevista que concedeu para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Nous Paris.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o motivou a pegar de novo a câmera para filmar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Roman de Gare” &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não preciso de motivação para fazer um filme. O cinema é a minha forma de existir,  é minha forma de respirar. Então eu tive apenas uma necessidade de respirar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Por que você quis  fazer um filme policial?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Porque é o gênero que mais se aproxima da vida, visto que estamos todos condenados à sermos assassinados de um jeito ou de outro (risos). Eu acho que Deus é o maior &lt;span style="font-style: italic;"&gt;serial-killer&lt;/span&gt; de todos os tempos. Ele inventou o crime perfeito antes de todo o mundo. A vida é um filme policial porque a gente não sabe a data da nossa morte, o filme é construído em cima deste mesmo suspense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Roz7wa_MBLI/AAAAAAAAALc/_Lxs7OQ_g8U/s1600-h/06d554db23f5aa681c597499008c755f.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Roz7wa_MBLI/AAAAAAAAALc/_Lxs7OQ_g8U/s400/06d554db23f5aa681c597499008c755f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083714888691090610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Como veio a idéia de filmar usando um pseudônimo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão foi de proteger a história. E depois, eu queria me proteger também. Quando se faz um filme, existe uma pressão que pode prejudicar a criação. Então eu quis encontrar o frescor de meus primeiros filmes, usando a competência dos meus 50 anos de cinema. Além disso, eu não queria que me fizessem perguntas durante a produção do filme, porque eu vinha de um fracasso. E, quando é assim, todo o mundo vem te dizer o que é preciso fazer! Eu tinha vontade de ir fundo na minha viagem, sem as malas que as pessoas que têm uma reputação carregam…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Como você explica estas “malas” que aparecem cada vez que você lança um filme?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe, depois de 50 anos de cinema, te colocam dentro de uma concha. É como na escola, com os bons e os maus alunos. Se um mau aluno vem um dia com uma boa redação – eu fiz esta experiência trocando minha redação com meu melhor amigo que era o primeiro da classe! – ele recebe uma nota ruim. É o que se chama da boa ou má reputação. A gente não pode mudar a ordem das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Depois do fracasso de “Parisiens”, o que você espera dos críticos que não foram "carinhosos" com você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu não espero nada de ninguém. Eu tive a chance de fazer 41 filmes e eu estaria muito mal situado se esperasse algo de quem quer que seja. Eu sou um homem realizado no cinema e na vida também. Além disso, o fato de terem enfiado no meu cu a vida toda, me permitiu  progredir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Você imagina   se aposentar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a única coisa que poderia me impedir de filmar, é uma doença grave ou uma depressão enorme. Mas enquanto eu puder fazer rodar uma câmera, eu a farei rodar, mesmo que isto seja para mostrar filmes à minha família ou aos meus amigos. Eu comecei como cineasta amador, eu quero terminar como videasta amador. Hoje, cada filme que eu faço a mais, é um bônus, um presente extra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Você revê os seus filmes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não gosto muito. Eu sou mais um homem do futuro que do passado, e eu penso que cada filme é o rascunho do próximo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Roman de Gare”&lt;/span&gt; pôde ser feito graças aos 40 rascunhos que eu fiz antes e se eu fizer o 42º, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Roman de Gare" &lt;/span&gt; se tornará o 41º rascunho. Eu estou, portanto, de volta à  escola 40 vezes. A escrita cinematográfica está apenas no seu começo. O cinema tem um pouco mais de 100 anos. O cinema está, portanto, em andamento, em curso de achar a sua escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Quais são os seus projetos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles dependem de acontecimentos que eu não controlo. Em caso de sucesso, ou em caso de fracasso, existe um plano A e um plano B (risos). Têm filmes que eu posso fazer com dinheiro e filmes que eu posso fazer sem dinheiro. Eu me comporto como um navegador, eu tenho as velas em caso de bom ou de mau tempo. Mas eu venho de um período de mau tempo, então eu queria muito navegar um pouquinho com o vento à favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O que você tem como livros de cabeceira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho muitos. Tem muita gente que escreveu coisas sublimes. Agora eu passei a outra coisa, mas durante vários anos eu considerei que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Os Miseráveis”, &lt;/span&gt;de Victor Hugo, era o filme perfeito… enfim, o livro perfeito! Você vê, o lapso é interessante. Você sabe, eu amo as pessoas, as palavras, as imagens e a música, e com isso, eu fiz minha vida. Foi misturando estas 4 paixões que eu pude fazer filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Então foi com estes ingredientes que você pôde fazer 41 filmes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também me servindo mais do meu instinto que da minha inteligência. A inteligência nos explica que somos mortais, enquanto que o nosso inconsciente diz que somos imortais. Aliás, eu não gosto da palavra “fim” nos filmes, e eu gosto ainda menos na vida. Ainda que, se a morte existe e todos temos direito, é porque ela é, com certeza, a mais bela invenção que existe… mas eu não estou com pressa de conferir esta fórmula! (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Uma palavra de conclusão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve nos cinemas… o 42º filme! (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-7929068874836534936?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/7929068874836534936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/7929068874836534936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/07/um-homem-uma-chama.html' title='um homem contra a crítica'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Roz7gq_MBKI/AAAAAAAAALU/HhqGcNlXRl4/s72-c/lelouch_portrait.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-3472238318507298872</id><published>2007-05-27T18:37:00.000+02:00</published><updated>2008-12-11T07:55:51.166+01:00</updated><title type='text'>das cinzas ao pó de ouro...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RlnA7M8he3I/AAAAAAAAAH0/Q3FwgQZEYp0/s1600-h/185299353_76d109b630.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RlnA7M8he3I/AAAAAAAAAH0/Q3FwgQZEYp0/s400/185299353_76d109b630.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069294978902096754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;dia desses encontraram uma pequena urna funerária no metrô... os franceses são assim, só não esquecem a cabeça porque está bem presa no cachecol, esse povo é por demais distraído! pra se ter uma idéia do desapego, são 500 objetos, em média, todos os dias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o grande campeão desta epidemia crônica é o celular, mas eles também largam pelo caminho patinetes, esquis, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;palms&lt;/span&gt;, casacos e, pasmem, até computadores!!! quando o assunto em pauta é o esquecimento, os franceses não economizam!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;uma amiga ouviu miados tristes perto do assento em que estava. Elena-Myriam levantou e foi procurar o miante: encontrou um gatinho dentro da casinha! levou o orfão pra casa, deu cama, comida e carinho, botou a foto do fofo na internet e 2 meses depois apareceu o dono com uma recompensa de 100 euros! e eu achando que tinham esquecido o gatinho de propósito, tsk, tsk.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mas, voltando à urna funerária, além de cinzas ela estava carregada de pó de ouro e de brilhantes! talvez vocês não saibam, mas este é o último grito entre os endinheirados franceses, misturar às cinzas da pessoa querida pedras preciosas. isso pra provar o valor que o dito tem mesmo morto e enterrado, quer dizer, no caso, cremado. até agora ninguém reclamou a urna, da onde eu tiro a conclusão que a pessoa não era tão querida assim ou devia estar assombrando a casa do morador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o assunto, levado em discussão na minha classe de francês, levantou histórias curiosas, a começar pela professora. Marie-Laure contou que quando estava na faculdade, um amigo a convidou pra passar o final de semana na casa de campo na Provença. Jean-Marie-Baptiste-Louis a instalou na sala, onde havia 2 vasos grandes de porcelana. enquanto ela se preparava pra dormir pediu pro amigo afastar os vasos de perto dela, tinha medo de acordar durante a noite e, desastrada, tropeçar num deles. Jean-Marie-Baptiste-Louis, sorrindo carinhosamente, disse pra que ela não se preocupasse, num dos vasos dormia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;papa&lt;/span&gt; e no outro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mama&lt;/span&gt;!!! assim que o dia se fez,  Marie-Laure arrumou um compromisso de urgência e inadiável para retornar à Paris, hehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já a ucranina Olga tem problemas com o gato mumificado na sala de casa. contou que a mãe era muito apegada ao bichinho e quando ele se foi não assimilou a idéia de ficar sem o corpo de Bóris. então mandou mumificar e botou na sala, num banquinho perto da mesa de jantar, lugar preferido de Bóris. e não era só isso: na mesinha de centro ficavam as cinzas de outro gato! como Ivan havia morrido de doença contagiosa, a mãe de Olga queimou o corpinho e guardou as cinzas num saquinho. Olga tem horror de ficar naquela sala, diz que sente arrepios e que isso irrita a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu também tinha uma história pra contar: o primo de uma amiga vivia grudado na mãe, morou a vida inteira com ela, eram os melhores amigos um do outro, tomavam os mesmos calmantes e laxantes, faziam todas as refeições juntos. mas um dia, como era de se esperar, Marta se cansou dessa vida em comum e deixou o filho pra trás. Duduzinho, como Marta o chamava, não teve dúvida, colocou as cinzas da amada mãe numa insuspeita caixa de madeira com motivos orientais e deixou sobre a mesa, no lugar sagrado de Marta. era assim que eles continuavam à partilhar as refeições, mesmo quando Dudu, como os amigos o chamam, convida outras pessoas pro jantar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então a espanhola falou. Maria, que de gótica não tem nada, pelo menos aparentemente, disse que isso tudo era normal, que nada lhe espantava. guardar as cinzas de alguém querido é uma recordação definitiva, quase como se fosse uma foto e que deve ter um lugar de honra dentro da casa. Maria guarda as cinzas dos avós e do pai na sala do apartamento em que divide com o marido. às vezes ela os leva pra passear: se tem a exposição de algum artista interessante, Maria leva o avô que amava arte; se o dia está ensolarado, Maria pode levar a avó ao parque; quando se sente insegura, Maria bota o pai dentro da bolsa. e assim, cada morto tem o seu dia de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faz 7 meses que Maria senta do meu lado e eu jamais imaginei que ela pudesse sair com mortos dentro da bolsa. depois disso me questionei quantas vezes eu já não teria ficado lado a lado com os seus parentes. daí eu explico aquele cheiro de mofo e os meus ataques de espirro durante a aula, HAHAHAHAHA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-3472238318507298872?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/3472238318507298872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/3472238318507298872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/05/as-jias-que-largaram-no-metr.html' title='das cinzas ao pó de ouro...'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RlnA7M8he3I/AAAAAAAAAH0/Q3FwgQZEYp0/s72-c/185299353_76d109b630.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-3365155208570743760</id><published>2007-05-03T11:54:00.000+02:00</published><updated>2008-12-11T07:55:51.593+01:00</updated><title type='text'>"Dalida, le monde pour destin"</title><content type='html'>Foi num domingo de sol, em  3 de maio de 1987, que Dalida decidiu partir por conta própria, tinha 54 anos. No seu bilhete de adeus poucas palavras, mas que resumiam bem a sua tragédia pessoal:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “A vida me é insuportável, me perdoem”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RjnITE6QfPI/AAAAAAAAADA/BnJTKk8lwvM/s1600-h/dalida.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RjnITE6QfPI/AAAAAAAAADA/BnJTKk8lwvM/s400/dalida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060295886388624626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Dalida viveu seu papel de diva com grande empenho. Sua beleza dourada e a alma angustiada que tanto nos seduziram, viveram momentos de glória e triunfo, mas também mataram todos os seus amores… A alma de Dalida, frágil e ciumenta de si própria, preferia a solidão.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não foi a primeira vez que a estrela decidiu brilhar em outra constelação. Vinte anos antes, também num domingo, Dalida premeditou a sua morte. Tinha então 34 anos e estava no auge da carreira, mas o seu grande amor, o italiano Luigi Tenco, tinha se suicidado há exatamente 30 dias com uma bala na cabeça. Desde esta terrível perda, Dalida nunca mais foi a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 27 de fevereiro de 1967 tudo havia sido pensado e calculado. Dalida colocou suas coisas em ordem e providenciou para que nada pudesse faltar aos seus queridos, especialmente para a sua mãe. Para poder agir com tranquilidade e não ser descoberta no meio do “pulo” – ela tinha certeza do que queria -, Dalida avisa aos amigos que iria viajar. A encenação vai até o aeroporto de Orly, da onde ela retorna de táxi, disfarçada de “mulher comum”, para a sua casa em Montmartre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trancada em seu quarto, refugiada no silêncio, Dalida escolheu uma camisola branca de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dentelle&lt;/span&gt;, se maquiou cuidadosamente e penteou os longos cabelos. Escreveu quatro cartas de despedida e se deitou na cama imensa à espera dos sonhos. Os três tubos de soníferos começaram a fazer efeito, Dalida ia de encontro ao seu amor. Mas no meio do caminho, um imprevisto...  A empregada zelosa se intrigou com o bilhete pendurado na porta desde a véspera: “Não perturbar”. E assim o seu sono foi cortado e a Bela Adormecida foi forçada a voltar para este lado após 72 horas de "passeio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dias mais tarde, bela, como nunca deixou de ser, Dalida dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Foi o cansaço que me matou. Uma manhã ele se instalou junto de mim e não mais me abandonou… Hoje, Luigi Tenco está morto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Ele morreu para provar, talvez,  que era digno de amor. Eu morri porque me amavam demais. Luigi Tenco partiu obrigado, sem verdadeiramente querer; eu o segui querendo muito."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RjnL6E6QfRI/AAAAAAAAADQ/fRyieojk8zw/s1600-h/tenco561.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RjnL6E6QfRI/AAAAAAAAADQ/fRyieojk8zw/s400/tenco561.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060299854938406162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "Eu me afundei em letargia depois da morte de Luigi. Minha vida não representava nada mais que uma  caminhada sem futuro, nada mais existia de fato. Eu quis morrer sem nenhuma raiva de mim. Eu quis morrer como se executa um trabalho necessário, resolvido, decidido, sem me querer mal. Eu morri como alguns que se abandonam, ausentes, à um jantar que lhes aborrece. Eu não farei novamente. Mas eu não ofendi à Deus, eu não acredito. Deus não pode se ofender por àqueles que quiseram tirar a vida por boas razões. Os mortos sentem muito mais falta dos vivos que os vivos dos mortos…”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte anos após a sua partida, ela vive em cada música entoada por sua voz suave, em cada imagem  marcada por seu olhar arredio, em cada fã apaixonado.  Em "Dalida, Paris pour destin", a primeira exposição em homenagem à grande artista, ela vive em plenitude. Imagens, fotos e documentos inéditos serão exibidos pela primeira vez, além de objetos, vestidos, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;souvenirs&lt;/span&gt; pessoais. "Dalida, Paris pour destin", se estende até 8 de setembro no Hôtel de Ville e, segundo o prefeito de Paris, é uma maneira de lhe dizer obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dalida, de fato, nunca morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-3365155208570743760?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/3365155208570743760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/3365155208570743760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/05/dalida-le-monde-pour-destin.html' title='&quot;Dalida, le monde pour destin&quot;'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RjnITE6QfPI/AAAAAAAAADA/BnJTKk8lwvM/s72-c/dalida.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-4287156622007082495</id><published>2007-04-14T18:51:00.000+02:00</published><updated>2008-12-11T07:55:52.320+01:00</updated><title type='text'>grâce à  Marie-Antoinette</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RiEg_4tOK4I/AAAAAAAAACg/aZ-5HqE3rZU/s1600-h/Marie_Antoinette.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RiEg_4tOK4I/AAAAAAAAACg/aZ-5HqE3rZU/s400/Marie_Antoinette.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053356538812312450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sofia Coppola finalmente conseguiu a sua porção francesa. após ter sido amaldiçoada por historiadores fanáticos que não gostaram da sua versão sobre a vida de Maria Antonieta, agora ela se consagra no papel de mãe da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;petite fille&lt;/span&gt; Romy, nascida em solo gaulês. o pai é o francês Thomas Mars, músico e vocalista da banda Phoenix, que ela conheceu durante as filmagens de “As Virgens Suicidas” e que as flechas do cupido uniu em "Maria Antonieta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;verdadeiramente odiada pelo povo sob o seu reinado, foi alvo de várias sátiras violentas, entre elas a pornográfica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Les Amours de Charlot et Toinette",&lt;/span&gt; de 1779. o autor zombava do casal real cantando que o pequeno pênis do rei não satisfazia o belo corpo e os seios palpitantes da jovem rainha; sozinha na cama ela convulsionava seus desejos vulgares. mas isso foi até aparecer um certo capitão sueco que lhe apresentou os arrebatadores campos de batalha de Vênus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Antonieta esvaziou os cofres reais abastecendo o seu belo e invejadíssimo guarda-roupa, comprando jóias, promovendo festas em Versailles (a etiqueta impedia a realeza de frequentar Paris), jogando e apostando, sua grande paixão. na Conciergerie de Paris, podemos ter uma idéia do que lhe restou após a Revolução: além da cama, do toucador e da escrivaninha, a inseparável mesa de jogos com quem ela devia dividir partidas imaginárias para esquecer da vultosa desgraça em que havia afundado. imagino que nestes dias infindáveis e frios ela talvez tenha desejado uma vida menos faustuosa e com menor responsabilidade... com Mozart, por exemplo. ele teria pedido a sua mão quando ela ainda era uma menina, ele já um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;super-star&lt;/span&gt; na corte austríaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada um encena o seu destino e recebe os seus próprios encargos,  Maria Antonieta parece ter pago caro pelos seus. terminou completamente só, separada dos filhos e do marido, vigiada noite e dia pela sombra de um guarda e pela cabeça de sua melhor amiga, fincada do lado de fora de sua pequena janela. se algum dia a rainha sentiu saudades dos amplos jardins de Versailles que vencem o horizonte, na sua "prisão dourada", como os franceses chamam a sua cela na Conciergerie, essa saudade certamente foi mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no lançamento do DVD de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Maria Antonieta” &lt;/span&gt;na França, Sofia Coppola explicou de novo porque se apaixonou por esta personagem tão rica e marcante. afinal o  que seria da Revolução Francesa, dos brioches e das lojinhas de Versailles se não fosse Maria Antonieta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RiJ2sotOK7I/AAAAAAAAAC4/Cm4yydmxFVA/s1600-h/800px-Marie_Antoinette_Execution.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RiJ2sotOK7I/AAAAAAAAAC4/Cm4yydmxFVA/s400/800px-Marie_Antoinette_Execution.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053732241076530098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que um filme sobre Maria Antonieta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eu sempre fui fascinada por aquela época, o século VXIII, Versailles. Após&lt;br /&gt;ter visitado o palácio de Versailles, eu comecei a ler várias coisas sobre Maria Antonieta, principalmente o livro de Antonia Fraser, e descobri uma realidade bem mais complexa do que o mito de uma mulher frívola e estúpida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No filme você mostrou o seu lado humano, o que deu originalidade ao seu projeto, mas também o que lhe valeu a ira de alguns historiadores…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ela tinha defeitos, mas ela também estava numa situação que escapava ao seu controle, ela era muito jovem. imagine, uma menina de 14 anos em que se colocou todas as responsabilidades, se pode imaginar que nesta idade a política interessa menos que vestidos, sapatos, festas. Eu, de qualquer forma, a entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exatamente em qual momento você fala de você através dela? Você também viveu como uma princesa, sob a asa de seu pai, Francis Ford Coppola…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Por ter escolhido a carreira de cineasta existiram certas expectativas, mas nada se compara à pressão que foi submetida Maria Antonieta. Eu me vejo nela  num nível mais básico, dentro desta dificuldade de encontrar um caminho numa sociedade cheia de códigos. É um rito iniciático, alguma coisa que pode falar à toda menina ou a todo menino adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sob o rótulo de um filme de época, “Maria-Antonieta”, é um teenage-movie….&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;Exatamente. Eu amei a idéia de ter esses adolescentes livres por sua própria conta em Versailles. É louco quando pensamos que, pouco antes da Revolução explodir, todos eles eram adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos os seus filmes precedentes ao “Maria-Antonieta” tratam da adolescência…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;A adolescência é um momento em que você ainda tem “tempo de perder tempo”, de escutar música, de fazer todas as coisas que, no geral, você nao tem mais tempo de fazer quando adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O making-of de “Maria Antonieta”, em que vemos o seu pai e seu irmão Roman, que foi o diretor da 2ª equipe de filmagem, foi concebido por sua mãe, Eleanor. Você tem trabalhado em família? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, e tem mais gente também: Jason Schwartzman, que interpreta Luis XVI, é meu primo e Milena Canonero, a figurinista, trabalhou muito com o meu pai e eu a conheço desde sempre. Quando eu era criança eu visitava as filmagens do meu pai e tinha essa atmosfera familiar, agora eu tento perpetuar isso no meu próprio set.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dizem que você queria Alain Delon no papel  de Luis XV…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu lhe propus o papel, mas ele recusou. Ele achou que uma jovem americana não poderia dirigir um filme sobre a história da França. Eu não procurei fazer um documentário, mas um filme impressionista. A intriga me interessa menos que a atmosfera e os sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quais são os seus projetos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acabo de ter um bebê e ainda não voltei a escrever. Mas para mim &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Maria Antonieta”&lt;/span&gt; fecha uma trilogia sobre a adolescência, o meu próximo filme será bem diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(entrevista para a revista Le Nouvel Observateur)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-4287156622007082495?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/4287156622007082495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/4287156622007082495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/04/marie-antoinette.html' title='grâce à  Marie-Antoinette'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RiEg_4tOK4I/AAAAAAAAACg/aZ-5HqE3rZU/s72-c/Marie_Antoinette.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-7022301699543239518</id><published>2007-04-01T22:36:00.000+02:00</published><updated>2008-12-11T07:55:52.648+01:00</updated><title type='text'>le poisson d'avril</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RhPWJ03-vzI/AAAAAAAAACY/pKDu6rFdHqk/s1600-h/1eravril.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RhPWJ03-vzI/AAAAAAAAACY/pKDu6rFdHqk/s400/1eravril.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049615071513067314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;houve uma época em que o Ano Novo na França começava em 1º de abril. mas em 1564, sob o reinado de Charles IX, os franceses viram pela primeira vez a passagem do ano em 31 de dezembro. filho de Catherine di Médicis, irmão da Rainha Margot e sobrinho do Papa Leão X, corre à boca pequena que ele não batia bem e que sua saúde física e mental eram fragéis. vivia às turras com a mãe italiana, a mais importante rainha francesa, que tentou impedir as guerras religiosas, famosas sob o seu reinado. infelizmente a “Noite de São Bartolomeu”, mostrada no filme “Rainha Margot” (baseado na obra de Alexandre Dumas), foi uma decisão sangrenta e que levou a morte quase 100 mil protestantes franceses, então chamados huguenotes. o Sena ficou meses e meses com os corpos dos protestantes aniquilados boiando em suas águas e servindo de comida pra peixe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles IX viveu curtos 24 anos, tendo subido ao trono aos 10 (quem mandava de fato era a mama) e recebido o beijo da morte em seu leito real banhado de sangue, ao lado de sua antiga ama de leite, por ironia do destino uma huguenote praticante. mas antes dessa tragédia toda, bem francesa aliás, em 1º de janeiro de 1565, todos os franceses se felicitaram pelo início do novo ano, trocaram presentes e beberam até o galo cantar "A Marselhesa", tudo como mandava o cerimonial anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas quando a folhinha do calendário distribuído pelo rei finalmente mostrou 1º de abril, um vazio daqueles grandes se fez notar no peito dos franceses. então, esses orfãos do "ano velho" trocaram presentes, já que era assim que durante gerações e gerações todos faziam. mas como o ano já não começava oficialmente naquela data e o povo não tinha dinheiro sobrando sequer para os brioches, resolveram trocar “presentes de mentirinha”, coisas que fizessem rir ou apenas “pregar peças”. a partir deste dia, adultos e crianças pegaram gosto por fazer brincadeiras ou contar mentiras divertidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como abril é o período de reprodução dos peixes e a pesca era proibida na França, alguns espirituosos de plantão resolveram enganar os pescadores jogando harenques dentro dos rios.  os engraçadinhos  chamavam essa brincadeira de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"poisson d'avril" &lt;/span&gt;e o costume permaneceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje não se jogam mais harenques nos rios, mas se prende nas costas de algum desavisado um peixe feito de papel. se for colocado com discrição, a isca pode passar o dia inteiro com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"poisson d'avril"&lt;/span&gt; colado  sem entender porque as pessoas riem tanto... e eles riem, é inacreditável como uma brincadeira tão inocente possa ser tão engraçada para os europeus! nas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boulangeries&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pâtisseries &lt;/span&gt;finas de Paris, o peixe de chocolate é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;incontournable&lt;/span&gt; da estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguns defendem que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"poisson d'avril"&lt;/span&gt; teria vindo do signo de peixes - no início de abril a lua sai deste símbolo zodiacal. eu confio mais no poder de enganação dos harenques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-7022301699543239518?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/7022301699543239518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/7022301699543239518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/04/poisson-davril.html' title='le poisson d&apos;avril'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/RhPWJ03-vzI/AAAAAAAAACY/pKDu6rFdHqk/s72-c/1eravril.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-2763087547699490699</id><published>2007-03-25T15:37:00.000+02:00</published><updated>2008-12-11T07:55:52.843+01:00</updated><title type='text'>efeuiller la marguerite</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a primavera chegou, a temperatura caiu, o horário de verão começou, mas o sereno insiste em virar gelo na aurora parisiense... enfim, a vida segue encasacada por esses lados. para espantar o cinza, desfolhamos "bem-me-quer, mal-me-quer" com as margaridas e crisântemos que já se espalharam pelas ruas e jardins. e o jeito francês é mais divertido e tem mais chances de dar certo também, eu prefiro!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rga01eokUKI/AAAAAAAAACE/gNfPXsiECYA/s1600-h/marguerite.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rga01eokUKI/AAAAAAAAACE/gNfPXsiECYA/s400/marguerite.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045919263364501666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;escolha uma flor que goste da brincadeira e puxe suas pétalas recitando ao vento:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"il (ou elle) m'aime:&lt;br /&gt;un peu...&lt;br /&gt;beaucoup...&lt;br /&gt;passionément...&lt;br /&gt;à la folie...&lt;br /&gt;pas du tout!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e quem vai reparar se você trocar a ordem ou mesmo engolir alguma palavra quando estiver chegando nas últimas e reveladoras pétalas? ser feliz requer certos "ajustes" ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-2763087547699490699?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/2763087547699490699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/2763087547699490699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/03/efeuiller-la-marguerite.html' title='efeuiller la marguerite'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rga01eokUKI/AAAAAAAAACE/gNfPXsiECYA/s72-c/marguerite.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-6249178859909646763</id><published>2007-03-17T14:37:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T07:55:53.402+01:00</updated><title type='text'>un verre de sang, s’il vous plaît!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rfwd4gdoMcI/AAAAAAAAABo/WmhfvAsDi5c/s1600-h/vilab1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rfwd4gdoMcI/AAAAAAAAABo/WmhfvAsDi5c/s400/vilab1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042938539372196290" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;tudo se transforma… pensar que a Cité des Sciences et de l’Industrie tomou o lugar do que um dia foi o grande abatedouro de Paris soa estranho para quem visita La Villette, mas é bem verdade... o complexo, no extremo norte de Paris, abrange um belo e grandioso parque, diversos espaços reservados à espetáculos e exposições, cinema com tela hemisférica, restaurantes e hotéis. também é verdade que  Paris teve uma vida problemática com os seus açougues desde à Idade Média.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;no início do século XII, o grande açougue da cidade servia os seus clientes na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rive droite &lt;/span&gt;do Sena, perto do Châtelet - e era o lugar mais fétido de Paris! e essa situação se estendeu até "antes de ontem", início do século XIX. imaginar que andar por este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt; significava ouvir os animais agonizantes e mesmo sentir os últimos tremores das patas que se debatiam nervosas nas ruas sem esgoto e tingidas diariamente pelo sangue, nos dá uma noção do pesadelo. quem mudou este quadro foi Napoleão Bonaparte, que um dia acordou e se viu sem guerra para vencer. naquele marasmo crônico decidiu botar fim nesta anarquia e ordenou a construção de 5 abatedouros na capital, todos já destruídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era uma época em que a arte de matar progridia lentamente. enquanto que os grandes massacres diários de animais que abasteceriam as mesas parisienses se praticavam ainda com os inquisidores métodos da Idade Média, o vampirismo estava na ordem de casos isolados e patológicos, a  antropofagia se tornava completamente vergonhosa e inconfessável, a arte de matar os homens em massa, sem intenção "alimentar ou terapéutica", se aperfeiçoava rapidamente nos campos de guerra. E Napoleão era profundo conhecedor do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;métier&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em 1847, se autoriza a criação de um abatedouro modesto em La Villette, uma pequena comunidade satélite da capital. após ser anexada à Grande Paris, o estabelecimento cresceu e se tornou um grande mercado de animais, batizado em 1867 com o imponente nome de "Abatedouros Gerais de La Villette". era nada mais que uma aglomeração de pequenos abatedouros individuais aos quais vieram se juntar outros estábulos, pequenos laboratórios, farmacêuticos e outros profissionais do ramo que utilizavam como matéria prima o sangue e as vísceras dos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;concessão ao progresso, a pistola à ar comprimido substituiu o porrete que aniquilava os animais. degolados e sangrando, eles eram arrastados para tanques de água quente para a retirada do couro e lavagem. cada um dos tanques não parecia nem mais nem menos equipado que o abatedouro individual de um açougue do campo. tripas, barrigas abertas  transbordantes, sujeira, tudo isso se acumulava nos pequenos corredores. nos tanques dispostos lado a lado, se sucediam os mesmos soluços, os mesmos rios de sangue, de dejetos, a mesma falta de higiêne. na antiga rotina de La Villette, as carcarças dos animais mal e porcamente envoltas em sacos, repousavam sobre a calçada - não por muito tempo. para o disputado banquete competiam ratos, cachorros, mendigos e toda a sorte de miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no fim do século passado, anémicos e cloróticos (mulheres, em sua grande maioria), faziam fila todos os dias em La Villette, com receitas médicas ou não, a fim de beber um bom copo de sangue retirado dos animais sacrificados. assim elas esperavam recobrar as maçãs rosadas, os lábios flamejantes, a cor sadia, a vontade de viver. mas o sangue desses animais poderia realmente devolver o viço perdido? na Roma pagã, os doentes bebiam o sangue dos gladiadores que sucumbiam ao combate. se considerava como o meio mais eficaz "receber" o sangue ainda quente, fervendo, esguichando das veias ou das feridas do lutador. retomar assim, da fenda dilacerada, o sopro da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas nas filas de La Villette o propósito era outro. adeptos do vampirismo e da antropofagia improvisavam para conter a vontade de vítimas, digamos, sem-couro. o que dizer das cloróticas? a medicina assim nomeava as mulheres que sofriam de irregularidades menstruais, irritabilidade, constipação, debilidade e cansaço crônico. o aspecto esverdeado da pele as batizou de cloróticas. é preciso reconhecer que se jogar sobre a ferida de um gladiador expirando tinha uma outra intenção que beber um copo de sangue de animal estendido por um açougueiro. os franceses viviam em plena decadência…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rfwh-QdoMeI/AAAAAAAAAB4/CYa_gm3SkvY/s1600-h/205.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rfwh-QdoMeI/AAAAAAAAAB4/CYa_gm3SkvY/s400/205.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042943036202955234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o extenso gramado de La Villette já está verde e as flores do outro lado do parque não esperaram a primavera para colorir o campo, apesar da neve que se anuncia para terça. por mais que o céu seja eternamente inconstante e a vida nos pareça ser sempre a mesma ladainha, quem na fila do sangue fresco poderia vislumbrar este novo horizonte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-6249178859909646763?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/6249178859909646763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/6249178859909646763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/03/um-copo-de-sangue-fresco-sil-vous-plat.html' title='un verre de sang, s’il vous plaît!'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rfwd4gdoMcI/AAAAAAAAABo/WmhfvAsDi5c/s72-c/vilab1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-4884363304323072896</id><published>2007-01-24T23:36:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T07:55:53.659+01:00</updated><title type='text'>"A Mensagem"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rbfjqox9yLI/AAAAAAAAAAM/mbiVTFu0NtA/s1600-h/Interior.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rbfjqox9yLI/AAAAAAAAAAM/mbiVTFu0NtA/s320/Interior.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5023734230996076722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;A porta que alguém abriu&lt;br /&gt;A porta que alguém fechou&lt;br /&gt;A cadeira em que alguém se sentou&lt;br /&gt;O gato que alguém acariciou&lt;br /&gt;A fruta que alguém mordeu&lt;br /&gt;A carta que alguém leu&lt;br /&gt;A cadeira que alguém virou&lt;br /&gt;A porta que alguém abriu&lt;br /&gt;O caminho que alguém encurtou mais uma vez&lt;br /&gt;O bosque que alguém atravessou&lt;br /&gt;O riacho onde alguém se jogou&lt;br /&gt;O hospital onde alguém morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacques Prévert&lt;br /&gt;"Paroles" - 1949&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-4884363304323072896?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/4884363304323072896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/4884363304323072896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/01/mensagem.html' title='&quot;A Mensagem&quot;'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ac3Fd3-8ntQ/Rbfjqox9yLI/AAAAAAAAAAM/mbiVTFu0NtA/s72-c/Interior.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-116870317889473551</id><published>2007-01-13T16:26:00.000+01:00</published><updated>2007-01-14T16:11:01.288+01:00</updated><title type='text'>Francis, o estripador de Paris</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4963/275/1600/759485/Montparnasse1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4963/275/320/950190/Montparnasse1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até o século XIX, monges inocentes como pombas bem nutridas, faziam a sesta diária no carinho das sombras de um singelo moinho. Contruído no século XII, pelos frades de St Jean de Dieu, o moinho da Charité pertence desde 1826 ao cemitério de Montparnasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, quando as trevas ameaçavam cair, os monges se recolhiam alvoroçados para o mosteiro. Enquanto faziam suas orações, corpos torturados de condenados à morte eram lançados no “campo de nabos” (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“champ de navets”&lt;/span&gt;, gíria da época para vala coletiva), terreno próximo ao moinho. Estes corpos podiam ser reclamados tanto pelas respectivas famílias ou mesmo por estudantes de medicina que iriam dissecá-los. Mas entre 1847-49, uma outra forma de dissecação tomou conta dos cemitérios de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira violação aconteceu em meados de 1847, em Tours. A mulher do coveiro, que jogava migalhas aos corvos após o jantar, jurou ter visto correndo entre a escuridão o possível criminoso. Na sua visão, o suspeito vestia uniforme militar e era um homem jovem. A mulher do coveiro, que ele não nos leia, passou noites e noites excitada com esta aparição, a farda lhe era um fetiche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semanas depois no Père-Lachaise, o cemitério das estrelas, mais profanações foram cometidas. Lá,  não se encontrou vivalma para acusar ou mesmo para protagonizar sonhos obscenos, para tristeza da mulher do coveiro. Porém, numa noite abafada de lua crescente, o guarda noturno recebeu uma visita de última hora: aconchegado numa vala recém-aberta, um homem jovem trajando uniforme militar ressonava profundamente. A mulher do coveiro bateu palminhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levado preso, o sargento Francis Bertrand, de 25 anos, respondeu tranquilamente ao longo interrogatório a que foi submetido, seu semblante era plácido. Fumando elegantemente, Francis repetia à exaustão que estava no cemitério para um encontro amoroso com uma bela mulher. Por que não um pouco de extravagância para escapar da mesmice dos bordéis de Paris?  Mas surpreendido pelo sono e pelo “cano” da fogosa, Francis escorregou na vala e teve o azar de ter sido encontrado pelo vigia. Sem nenhuma prova para mantê-lo preso, os guardas o levaram de volta à caserna, onde encontrava o seu regimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguma razão, após este ocorrido, as profanações cessaram em Père-Lachaise, mas começaram em Ivry. A mulher do coveiro tinha sonhos inflamados. Então uma terrível perda acometeu a felicidade de um lar: uma enfermidade fulminante levou uma menina de 7 anos e a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;petite &lt;/span&gt;foi colocada num confortável ataúde forrado de veludo rosa. Seus pais a vestiram com o vestido mais gracioso, colocaram fitas de seda em seus cabelos dourados e a seu lado acomodaram as bonecas preferidas. Na noite seguinte, o sepulcro e o diminuto caixão estavam abertos! O lindo vestido, ricamente bordado, se resumia à farrapos e o seu corpinho estava inteiramente mutilado. Mais: a mão sacrílega que não havia conhecido a compaixão, arrancara o coração da criança! As bonecas não foram tocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida foi a vez do cemitério de Montparnasse. Na precisa data de 30/07/1848 e nas semanas seguintes, vários cadáveres de mulheres foram tirados de seus túmulos sagrados e encontrados pelos guardas do cemitério. Os pedaços dos corpos eram abandonados em passagens desertas. Os guardas estavam atônitos e se sentiam impotentes. Foi então que decidiram fazer uma armadilha para capturar o estripador de tumbas: um fuzil foi habilmente colocado sobre uma sepultura e coberto por coroas de flores. A embocadura foi direcionada para o muro de cerca de 3 metros e um fio de ferro, amarrado ao gatilho, acionaria a arma na primeira tentativa de profanação. Montaram guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então confiou-se ao tempo, vários meses foram contados, as esperanças morrendo... A mulher do coveiro fez promessas impossíveis. Finalmente, quando tudo parecia ter sido em vão, em 15/03/1849, perto da meia-noite, a explosão se fez ouvir como um golpe de paixão. Os guardas correram, quase atropelando uns aos outros, e avistaram um homem, ainda dentro do cemitério, mas que tentava vencer o muro. As lanternas são apalpadas com ansiedade, as cruzes do cemitério são tomadas como amuletos, os guardas exploram os arredores toca a toca. Encontram sangue fresco, trapos de roupas militares e marcas de botina. A mulher do coveiro consegue um fiapo da farda. Um relatório acalorado é encaminhado à polícia parisiense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 dias depois, mais condenados à morte são fuzilados. O coveiro, que preparava as valas como uma arrumadeira em hotel de luxo, ouve a seguinte história de 2 soldados do 74ºBatalhão: dias antes, um sargento do regimento deles havia aparecido no meio da madrugada, em Val-de-Grâce, bastante machucado. Ele tinha sido baleado várias vezes, mas dava vagas explicações sobre o terrível acidente que havia sido vítima. Assustado e ao mesmo tempo eufórico pela descoberta, o coveiro larga o batente e corre avisar a polícia. Não diz nada à mulher. Ela alisava o seu fiapo de farda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia segue para Val-de-Grâce à galope e encontra o sargento Francis Bertrand crivado de balas. Uma sindicância é aberta e o devorador de corações dá o serviço completo: conta com orgulho macabro ter profanado, em uma única e boa noite, entre 10 e 15 sepulcros. Apruma o uniforme e confessa com ardor que alcançava enorme prazer em arrancar os corações e mastigar as entranhas daqueles belos cadáveres. Deliciava-se em mutilar as mulheres e espalhar os seus pedaços pela terra, como sementes que um dia vingariam novamente formosas. A mulher do coveiro chorou. Não pelas mulheres dilaceradas, mas pela paixão que Francis possuiu por elas.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4963/275/1600/592863/dessin_tour.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4963/275/320/272466/dessin_tour.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Julgado, o sargento recebeu uma pena de prisão mínima (3 meses a 1 ano), mais uma multa entre 500 e 1800 francos por ter violado as sepulturas. Dizem que ele cumpriu a pena, mas depois disso o seu paradeiro foi para sempre ignorado. A mulher do coveiro tinha mais que um fiapo da sua farda, o coveiro confirmou o fato antes de deixá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moinho da Charité não serviu mais para a sesta dos monges, mas continua a acenar para quem passa no Boulevard Edgar Quinet. Ele sabe da mulher do coveiro e de tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-116870317889473551?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116870317889473551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116870317889473551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2007/01/francis-o-estripador-de-paris.html' title='Francis, o estripador de Paris'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-116534243016156161</id><published>2006-12-05T18:56:00.000+01:00</published><updated>2006-12-06T11:58:45.626+01:00</updated><title type='text'>cidade alerta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mês passado, uma simpática segunda-feira 13, o maior edifício de Paris, a Tour Montparnasse, foi evacuado sob ameaça de bomba. até aqui nenhuma novidade, a não ser que isso não foi noticiado na França… só soube disso porque vejo os jornais brasileiros! quando comentei sobre o ocorrido no dia seguinte, na escola de francês (um estranho cheiro de gás invadia a sala e me fez lembrar da suposta bomba…), todos ficaram aturdidos, ninguém soubera de absolutamente nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ontem os parisienses receberam em suas casas a revista da prefeitura de Paris. a publicação, trimestral, presta contas sobre os trabalhados realizados pela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mairie&lt;/span&gt;, apresenta os eventos culturais, as melhorias da cidade, entrevistas, curiosidades, etc. e eis que sob o título de “prevenção”, temos uma página inteira de conselhos utéis em caso de riscos naturais ou não (diga-se atentados) e que podem ser mais ou menos violentos… às vezes a fleuma francesa pode ser pior que a inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é todo mundo que sabe, mas toda a primeira quarta-feira do mês, ao meio-dia, as sirenes da cidade são acionadas. a primeira vez que se ouve é assustador, mas depois você se conforma. caso isso ocorra em qualquer outra circunstância, é o sinal de que devemos nos trancar à 7 chaves em nossos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;petits&lt;/span&gt; apartamentos. as operadoras de telefonia celular enviarão mensagens (custo a imaginar o texto disso!) e os painéis eletrônicos também nos alertarão sobre o perigo iminente. o fim do mundo anunciado nos luminosos de Paris me conforta, me parece menos terrível, não sei o porquê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4963/275/1600/267584/Paris%20Now%20W050572.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4963/275/320/327906/Paris%20Now%20W050572.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; “ações recomendadas”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;caso não estejamos em casa na hora do pandemônio, o melhor é ficar onde se está. talvez “brincar de estátua” seja uma boa idéia para vencer o cansaço e descontrair o ambiente. quem estiver na rua deve correr para o abrigo mais próximo e dentro das casas pede-se para não abrir as janelas ou portas sob hipótese alguma. se os vidros das janelas explodirem devemos ter o espírito presente para cobri-las com um plástico. não vale tremer com as mãos! quem tiver filhos na escola não precisa sair desembestado para apanhá-los, os educadores se ocuparão deles e com as medidas de segurança. me parece uma boa coisa, eu ficaria louca com uma criança esperneando do meu lado. ah! os telefones não devem ser usados, apenas em emergência, não me pergunte o que isso quer dizer já que estaremos vivenciando uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“lista de compras”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;não devemos nos desgrudar de um rádio, eles frisam. quem não tiver um em casa é necessário providenciar imediatamente e anotar as frequências indicadas na matéria no próprio aparelho, são 3. o rádio deve funcionar à pilha e seria inteligente ter um estoque delas em casa. na lista ainda consta: uma lanterna (não esquecer das pilhas!), velas, uma caixa de fósforos, alimentos não perecíveis e galões de água (eles sugerem um estoque suficiente para 3 dias), fita adesiva, estoque de produtos de higiêne de primeira necessidade (principalmente sabão e água sanitária), uma caixa de máscaras cirúrgicas, gel desinfetante para as mãos, cobertores e edredons (o aquecimento pode ser cortado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“juízo final”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;a matéria termina pedindo para não negligenciarmos os conselhos dados pois eles serão utéis numa situação de crise. "apóiem-se no bom senso e mantenham a calma" são as palavras de ordem. agora pergunto: alguém me prepara uma caipirinha? HAHAHAHAHA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-116534243016156161?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116534243016156161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116534243016156161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/12/cidade-alerta.html' title='cidade alerta'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-116371835309603029</id><published>2006-11-16T23:53:00.000+01:00</published><updated>2006-11-17T11:38:06.230+01:00</updated><title type='text'>top anorexia-nervosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/femme_glamour.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/femme_glamour.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;a França não é do tipo que ignora o Brasil em seus noticiários, sempre faz alguma referência sobre política, índios ou Amazônia, que eles amam por todo o seu exotismo. mas ontem e hoje fiquei impressionada com o espaço que dispensaram à morte da modelo Carolina Reston. a matéria incluía diversas fotos, depoimento da mãe, imagens do enterro. enfim Carolina ganha Paris após a morte! a extensa divulgação do fato vai de encontro às discussões sobre anorexia que têm tomado a imprensa francesa durante este ano. a França conta 40 mil casos registrados da doença, só no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt; onde moro deve viver metade, porque é raro o dia em que não encontro uma descarnada. agora, com o inverno, seus delicados ossos estarão cobertos pelos longos e pesados &lt;span style="font-style:italic;"&gt;manteaus&lt;/span&gt;, mas o verão foi aterrorizante: nas ruas, no supermercado, nos parques, em exposições - jamais vi tantas anoréxicas em toda a minha vida, foi surpreendente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto a França se debate nos porquês da indústria da moda que vê tanta beleza na magreza excessiva, a Itália foi mais prática e apresentou uma lei que pretende proibir modelos que tenham menos que uma massa corporal específica para desfilar em seu território. mas, sabemos, essa insistência por corpos ultra delgados não vêm de hoje. Jane Fonda alimentou sua anorexia durante 30 anos porque achava que ser magra significava ser amada, e essa é apenas uma das centenas de histórias de famosas ou não que sofrem com os dígitos da balança, que calculam o amor em pequenos números. é verdade que a partir dos anos 90 houve um rolo compressor que nivelou a beleza a um padrão quase inatingível, mas que grande parte das mulheres pretende alcançar, custe o que custar, literalmente. nos tempos de Marilyn Monroe as exigências eram outras, os corpos também, ela jamais se tornaria o fabuloso ícone mundial, que sobrevive geração após geração, neste século em que vivemos. não há mais espaço para marilyns! mas Carolina vive o seu momento de estrela: na sua efêmera carreira ela nunca foi tão notável em Paris, uma pena. e não esqueçamos que anorexia é uma doença, não é um capricho!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-116371835309603029?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116371835309603029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116371835309603029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/11/top-anorexia-nervosa.html' title='top anorexia-nervosa'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-116306791406096984</id><published>2006-11-09T10:53:00.000+01:00</published><updated>2006-11-09T16:06:12.790+01:00</updated><title type='text'>torta de alho façon medieval</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para complementar  o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt; sobre comida medieval decidi passar uma receita da época. já fiz, experimentei e aprovei, dou todo o apoio pra vocês se aventurarem nessa deliciosa torta da Idade Média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• 5 dentes de alho grandes&lt;br /&gt;• 200 gramas de bacon cortado em tirinhas&lt;br /&gt;• 300 gramas de queijo fresco&lt;br /&gt;• 3 ovos batidos&lt;br /&gt;• 80 gramas de uvas passas&lt;br /&gt;• uma colher de café de cada uma das especiarias: açafrão, cravo, noz-moscada, gengibre, canela e pimenta&lt;br /&gt;• sal à gosto&lt;br /&gt;• 2 discos de massa podre para a torta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/20060216.vampire.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/20060216.vampire.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; preparação:&lt;br /&gt;descasque e cozinhe os dentes de alho em água fervente durante 15 minutos. depois de cozidos, passe-os na água fria e amasse bem. misture este purê de alho com o queijo espremido (para tirar a água), bacon, especiarias, açafrão, sal, ovos e uvas passas. forre a forma com a massa podre, despeje o recheio e depois cubra pressionando bem a massa nos cantos da forma. leve para assar no forno quente (200 graus) por cerca de 45 minutos. servir com vinho tinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: a torta também é um ótimo preventivo contra vampiros e espíritos malignos, mas em caso de invasão adicione o dobro da quantidade de alho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-116306791406096984?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116306791406096984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116306791406096984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/11/torta-de-alho-faon-medieval.html' title='torta de alho &lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;façon&lt;/span&gt; medieval'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-116231921306919558</id><published>2006-10-31T19:13:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T21:33:06.400+01:00</updated><title type='text'>comes&amp;bebes da Paris medieval</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/foyer.JPEG.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/foyer.JPEG.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;enfim descobri toda a verdade: as pessoas realmente se alimentavam em Paris na Idade Média! nada de pílulas ou energia prana, aquela gente sentava à mesa e comia, nada muito diferente de nós. os pobres também, naturalmente, comiam… pouco, é lá bem verdade, as coisas não mudaram tanto desde os idos de 1200. assim  já seria querer demais! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;c’est la vie!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;nos mercados de Paris, à ceu aberto, podia se achar de tudo, inclusive pratos prontos: era o tão falado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast-food&lt;/span&gt; medieval! na então praça de alimentação da Notre-Dame, saía muitos pedidos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“porées chaudes”&lt;/span&gt;, uma espécie de puré de legumes e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gaufres&lt;/span&gt;, mas o que o povo gostava mesmo eram das massas, tudo servido em potes de cerâmica descartáveis. grande parte dos parisienses tinha apenas um braseiro para esquentar a comida ou cozinhar um ovo, então as massas caíam bem. sem opção, meus antecessores viviam defumados em seus casebres mal ventilados. os fornecedores ambulantes não ajudavam, colocavam seus “fornos portatéis” à disposição apenas dos endinheirados; então quem podia levava um peixe para dourar, uma carne para assar e até comprar molho pronto. aos burgueses nada faltava, o mundo já lhes estendia o tapete de gala!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o peixe chegava fresco graças aos pescadores da Normandia, que entregavam toda a noite na rue des Poissoniers. o gado vinha marchando do campo até o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt; chamado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Grande-Boucherie”&lt;/span&gt;, nas redondezas da lindíssima Torre Saint-Jacques. os animais jovens ficavam para os ricos, os pobres se contentavam com minúsculos pedaços que se podia ver boiar dentro da sopa por uma lente de microscópio ultra-sensível. uma curiosidade: os animais podiam ser abatidos nos cemitérios da cidade e a carne deveria ser vendida em, no máximo, 3 dias, era o regulamento da profissão. se respeitavam? eu duvido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/porc_moyen_age.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/porc_moyen_age.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; nossos abonados parisienses adoravam carne a tal ponto que sofriam de gota e colesterol alto. as contas dos conventos provam que os monges atingiam a incrível marca de 6.000 calorias por dia!!! se um bife à parmegiana de 200 gramas equivale à 700 calorias, imaginem o quanto estes pobres vassalos de Deus não comiam! (alguma dúvida sobre o estereótipo de gordo atarracado que os monges europeus sempre tiveram?). queijo? sim eles comiam. acreditavam piamente que o laticínio ajudava a carne à assentar no estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o parisiense consumia perto de 1 kg de pão por dia. Mas ricos e pobres tinham as suas diferenças: o pão branco ficava com os ricos, o misturado para os burgueses, o preto para os humildes e os porcos. No Castelo de Château-Thierry, cujo único vestígio é a Torre de Jean-sans-Peur (literalmente João-sem-Medo, dizem que ele era o cão!), o padeiro que dividia uma cozinha de 3.000 metros e que empregava 70 pessoas, assava entre 600 a 700 pães albinos por dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a melhor água que havia era a que caía do céu, rotulada de "água-maná". a do Sena e dos poços estavam regularmente poluídas, se desaconselhava a utilização mesmo fervida. se bebia cerveja, vinho e sobretudo água misturada ao vinho para disfarçar o gosto ruim da dita e fazer o milagre da multiplicação. não é à toa que o cólera era uma das doenças que mais assolava os medievais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as receitas medievais exageravam nas especiarias: pimenta, canela, gengibre, açafrão, cravo, etc. eram apreciadas tanto por suas características excitantes quanto pelo colorido que davam aos pratos. mas os parisienses da época tinham outros defeitos: consumiam pouquíssimas frutas. os arqueólogos encontraram indícios de que comiam azeitonas e figos do Mediterrâneo, framboesas, morangos e maçãs - fruta que dava como chuchu na cerca. se comia como petiscos, principalmente antes de banquetes. as crianças medievais também gostavam de roubar maçãs nos pomares dos nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o povo geralmente fazia a sua primeira refeição às 11h00 e a segunda e última às 17h00, eram pratos bastante simples e pouco variados, se comia praticamente a mesma coisa todos os dias: sopa à base de ervilhas quebradas, feijões secos, legumes ou ossos. pra dar um gosto eles misturavam pimenta, alguma especiaria que estivesse à mão ou alho. queijos, ovos e carne apenas em ocasiões &lt;span style="font-style: italic;"&gt;très&lt;/span&gt; especiais, eles mal sentiam o cheiro dessas iguarias. um costume muito apreciado era o de se cozinhar dentro das bacias de água com sabão, onde havia se lavado a roupa... dizem que o sabor que "pegava" na comida não tinha igual!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na mesa do rei, em Vincennes, os arqueólogos encontraram traços de 23 tipos de peixes, sendo que 80% eram de água salgada. nas cozinhas reais se saboreavam banquetes de camarões, carpas, esturjão e salmão. na casa dos poderosos as refeições eram verdadeiros festivais. constituídos de 5 serviços, cada um comportava vários pratos os quais os convidados tinham acesso segundo a sua posição social. entre o prato principal, (invariavelmente um assado) e a sobremesa, os pratos do meio eram uma verdadeira demonstração da imaginação dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chefs&lt;/span&gt;. já imaginou um castelo feito de massa preenchido por aves que voavam no meio do serviço? que tal uma cauda de pavão em folhas de ouro ou almôndegas disfarçadas de maçãs verdes? para os nobres guerreiros eles poderiam apresentar um galo com elmo montado num leitão, idéias fantásticas não faltavam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/repascour.JPEG.3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/repascour.JPEG.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;mas o que os ricos e famosos da Era Medieval gostavam mesmo era de ver os seus brasões esculpidos nas tortas e potes de geléia, era uma gente que gostava de ostentar e aparecer. outra coisa divina que o rei fazia era “tatuar” o próprio rosto nas maçãs, veja que idéia delicada! caso você seja proprietário de uma macieira pode copiar a idéia, eu ensino: quando a maçã ainda estiver verde, você deve encapá-la com um saquinho vazado com o formato do seu rosto ou outra imagem que você queira. assim que a maçã estiver madura e vermelha o seu rosto estará impresso nela, não é maravilhoso? Versailles ainda faz assim, não esqueça de pedir a sua maçã real! eu já tenho a minha, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bien sûr!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-116231921306919558?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116231921306919558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116231921306919558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/10/comesbebes-da-paris-medieval.html' title='comes&amp;bebes da Paris medieval'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-116156099828801151</id><published>2006-10-23T00:28:00.000+02:00</published><updated>2006-11-01T23:12:49.140+01:00</updated><title type='text'>Santos=Dumont, um Gênio Alado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/torre%20neve.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/torre%20neve.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; Se teve algum brasileiro que abalou Paris de verdade, este foi Alberto Santos=Dumont, não há dúvida! Durante o tempo em que viveu aqui, ele fez e aconteceu com as suas diversas experiências aéreas mais que mirabolantes, conquistou todas as classes sociais com a sua “loucura”, simpatia e delicadeza, foi aclamado como herói! Não era pra menos, ele realmente foi o máximo! E assinava com o sinal de igual entre os seus sobrenomes para indicar que as suas ascendências (brasileira + francesa + portuguesa) eram igualmente importantes. Foi um patriota fervoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bebê Alberto aterrissou no mundo em 20 de julho de1873. O seu berço ficava numa pequena fazenda chamada “Cabangu”, em Minas Gerais, e ele foi o sexto filho dos oito que tiveram Henrique Dumont e Francisca Santos. O pai, filho de imigrantes franceses, formou-se em Paris antes de iniciar a carreira profissional no Brasil, como engenheiro de obras públicas. A mãe era neta de portugueses e filha do comendador Francisco de Paula Santos, dono de terras de extração de ouro, na região de Mariana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;petit&lt;/span&gt; Alberto engendrou uma relação íntima com máquinas e motores, ele queria saber tudo, adorava saber como funcionavam. Depois que o seu pai terminou a construção da estrada de ferro, em Minas, a família se mudou para a fazenda do avô, em Valença, norte do Rio de Janeiro. Lá, ele conheceu toda a maquinaria de beneficiamento do café e ruminou suas primeiras idéias. Aos 12 anos, totalmente dono de si, teve autorização do pai para dirigir locomotivas. Era um pré-adolescente prodígio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1888, já adolescente e talvez com algumas espinhas, consumia Júlio Verne com voracidade: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A Volta ao Mundo em 80 Dias”&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Vinte Mil Léguas Submarinas”&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A Ilha de&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hélice”&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A Casa a Vapor”&lt;/span&gt;. Em seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O Que Eu Vi, O Que Nós Veremos”*&lt;/span&gt;, Alberto conta que as suas primeiras lições de aeronáutica foram com Julio Verne, a quem chamou de “vidente da locomoção aérea e submarina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1891, numa exposição de máquinas que visitou com o pai, no Palais de l'Industrie, ficou maravilhado ao ver pela primeira vez um motor à petróleo (este era Santos=Dumont!!!), e achou que poderia tornar reais as fantasias de Julio Verne. Entusiasmado, pediu ao pai que o deixasse estudar em Paris. Naquela mesma noite, durante o jantar com a família francesa, o pai informava que Alberto retornaria para fazer os seus estudos. Então ele correu por Paris e comprou todos os livros que encontrou sobre balões e viagens aéreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, numa típica manhã de garoa, em São Paulo, seu pai o levou até um cartório e, sem dizer nada, o emancipou. Tinha 18 anos. No escritório de casa, mirou fundo nos olhos penetrantes de Alberto e disse seriamente: “Já lhe dei a liberdade, aqui está o capital”, e entregou vários títulos de grande valor. Tossiu um pouco, tinha a garganta arranhada, e completou: “Estude com os especialistas de Física, Química, Mecânica, Eletricidade e não esqueça que o futuro do mundo está na Mecânica. Você não precisa pensar em ganhar a vida; eu lhe deixarei o necessário para viver…”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que Alberto partiu do Brasil. Em Paris, estudou e viajou durante alguns anos. Trabalhava com afinco, mas em segredo, não tinha coragem de colocar em prática as suas idéias, elas deveriam ser estranhas demais até para ele, hehe. Estava no Rio de Janeiro e contemplava o infinito quando chegou em suas mãos um livro do construtor Lachambre. Ele descrevia o balão utilizado numa expedição para o Pólo Norte, em 1897. Com o coração aos sobressaltos Alberto decidiu: era o momento de retornar à Paris!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/bbras.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/bbras.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A primeira coisa que fez foi procurar por alguém que fizesse um passeio de balão com ele. Lá em cima, ficou em êxtase com a cidade coberta pela neve e diz que compreendeu perfeitamente todas as manobras do piloto, era como se ele realmente tivesse nascido para a aeronáutica - enfim, Santos=Dumont se descobria! Conversando com o piloto, demonstrou sua vontade de construir um pequeno balão; teve como resposta que poderia ter seda japonesa de peso insignificante. Assim nasceu o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Brasil”&lt;/span&gt;, um balão de apenas 100 metros cúbicos, quando o normal era de 250! Alberto já começava arrasando! Vaidoso, ele conta que o “Brasil” era lindo na sua extrema transparência e que os parisienses ficaram encantados com a grande bola de sabão que flutuava sobre a cidade. Alguém duvida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, acordou mais animado do que de costume e saiu para comprar um triciclo à petróleo. Foi até o Bois de Boulogne, pendurou-o por 3 cordas num galho e o suspendou do chão. Pulou feito criança quando se deu conta que o triciclo suspenso vibrava suavemente, o que não acontecia em terra firme. Correu para o Automovel Club, ainda não existia o Aero Club, e falou ofegante que pretendia subir ao céu levando um motor sob um balão. Disseram que se ele quisesse se matar, o melhor seria sentar num barril de pólvora, HAHAHAHAHA! Era uma gente pequena e sem visão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas experiências aéreas começaram no final de 1898. Conta que, para ele, foram muito interessantes, principalmente pelo fato de ver um motor trepidando e roncando nos ares. Alberto acreditava que foram estas suas experiências que impulsionaram a fundação do Aero Club da França, o primeiro do mundo, no que ele tem toda a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/ymca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/ymca.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Então construiu um balão ovóide e sofreu uma queda terrível, de centenas de metros, achou que havia chegado a sua hora. Mas não desistiu e com este balão, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nº3&lt;/span&gt;, atravessou novamente Paris. Com isto iniciou-se uma discussão de como seria possível ir, com um balão, de um ponto a outro e voltar ao de partida. Corria o ano de 1901 e o Prêmio Deutsch, oferecido por um senhor milionário, tímido e simpático, Deutsch de La Meurthe, foi lançado: 100 mil francos seriam entregues ao primeiro aeronauta que nos próximos 5 anos partisse de St. Cloud, circum-navegasse a Torre Eiffel e voltasse ao ponto de partida em menos de 30 minutos. Alberto não disse nada, mas sabia que o prêmio era dele, tanto que no dia seguinte iniciou a construção do balão &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Nº4&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;e também de um hangar, o primeiro do mundo, em St. Cloud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez optava por um balão fusiforme e comprava o motor de maior potência e o mais leve da época: 9 cavalos e 100 quilos… Sim, a vida era áspera para um inventor naqueles anos, mas, o golpe de sorte, era que o único concorrente de Santos=Dumont nunca conseguia fazer o seu balão subir. E assim nosso gênio embolsava os juros do Prêmio Deutsch!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na calada da noite de 12 de julho de 1901, quando todos os parisienses dormiam e sonhavam que a França era o centro do universo, Alberto levava o seu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nº5&lt;/span&gt; para o hipódromo de Longchamps. No alto, começou a fazer pequenos círculos com o dirigível sobre o bairro de Puteaux. Voava leve e solto quando todas as usinas acionaram seus apitos e sirenes, foi um pandemónio! Pousa em Longchamps e, movido pela emoção, diz aos amigos e mecânicos que o acompanhavam na aventura, que queria porque queria ir até a Torre Eiffel. A princípio não gostaram muito da idéia, mas são convencidos pelo espírito desbravador de Santos=Dumont - era incrível, ninguém mais conseguia segurar aquele homem, HAHAHAHA! O problema foi que ele perdeu o controle do dirigível perto de Trocadero, mas conseguiu aterrissar no jardim. Resolvido o contratempo, parte de novo, dá a volta na Torre e retorna à Longchamps. Naquele mesmo dia a imprensa anunciava ao mundo que estava resolvido o problema da dirigibilidade dos balões. Santos=Dumont triunfava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também neste dia, provavelmente alguma conjunção bastante favorável em seu mapa astral, começava a sua grande popularidade em Paris, ele se tornava um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;super-star&lt;/span&gt;, a celebridade dos balões! Alberto conta em seu livro, que os constantes aplausos que recebia davam força a ele e seus companheiros a continuar a luta contra tantos insucessos e perigos. Nesta saraivada de felicitações, conta que o cartão que mais o emocionou foi o que recebeu de Thomas Edison, para ele o maior inventor daqueles “tempos modernos”. Na mensagem Edison o chamava de “Bandeirante dos Ares”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/demoiselle01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/demoiselle01.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Naquela noite Alberto comemorou, se esbaldou, brindou e tomou várias taças de champagne, comeu caviar&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;, beliscou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;macarons&lt;/span&gt;, e algumas horas depois, exatamente às 6h41, ele voava novamente ao lado da Torre. Era o dia 13 de julho. Toda a Comissão Científica do Aero Club estava presente e desenhava cada movimento em seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;moleskines.&lt;/span&gt; O vento, enciumado da fama de Santos=Dumont, o joga em cima das árvores do verdejante parque do Barão de Rotschild. A decepção é geral! O pior é que o balão deveria ser desmontado com o máximo de cuidado, porque era com ele que Alberto pretendia ganhar os 100 mil francos. Persistente, apesar do cansaço, firme, apesar da fome atroz que o abatia, Alberto seguiu em frente entoando o seu ditado preferido: “quem quer vai, quem não quer manda!”. Lá pelas tantas, teve uma agradável surpresa: Princesa Isabel, vizinha do Barão de Rotschild, mandava entregar uma deliciosa cesta de lanche. Junto, um bilhete em que dizia saber que ele estava trabalhando por horas a fio, e que imaginava as angústias que a sua mãe deveria sofrer ao seguir de tão longe as peripécias do filho. A Princesa o presenteva com uma pequena medalha e esperava que, assim, sua mãe ficasse reconfortada, sabendo que ele a traria consigo sempre que subisse aos céus. Alberto nunca mais abandonou a medalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando este balão é colocado novamente no ar, outro acidente! Após circum-navegar a Torre, a máquina sofre uma pane e toca o telhado de uma casa. Alberto ficou desconsolado, o balão estava totalmente destruído e não sobrara um pedaço maior que de um guardanapo! Pra piorar tudo, ele ficou dependurado por algumas cordas em posição perigosa e se salva por milagre com a ajuda dos bombeiros (quiça da medalha da Princesa, hehe). Neste dia é desencorajado a continuar por amigos e jornalistas, mas ele diz que jamais conseguiria contrariar o seu temperamento de, nas palavras dele, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“sportsman”&lt;/span&gt;. Felizmente, para a humanidade, Santos=Dumont era um osso duro de roer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa a construção de um outro balão, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nº6&lt;/span&gt;. Em 3 semanas ele teria que estar pronto! Como o nome de Alberto era “trabalho intenso-duro-incansável”, isso foi possível. Então ele sobrevôou novamente a Torre, a uma altura de 250 metros, acima de uma enorme multidão que gritava, aplaudia histérica e acenava com lenços e chapéus jogados para o alto. Depois de apenas 2 anos da criação do Prêmio Deutsch, Santos=Dumont finalmente o arrebatava! E distribuiu os francos assim: 50 mil para os mecânicos e operários das usinas que o ajudavam e o restante, aproximadamente 80 mil francos, para cerca de 4 mil parisienses pobres, distribuídos, a seu pedido, em donativos de 20 francos. Era uma alma caridosa além de tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta ocasião, o então Presidente da República, Campos Salles, lhe enviou uma medalha de ouro e um grande prêmio em dinheiro, oferecido pelo Congresso Nacional. O Aero Club e o Instituto da França também lhe condecoraram. Alberto continuava na luta, ainda não tinha chegado ao seu objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do Nº6 construiu vários balões que não lhe deram o resultado esperado. Com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nº9&lt;/span&gt; fez inúmeros passeios sobre Paris, inclusive descendo na porta do prédio onde ficava o seu apartamento, na Champs-Elysées - Santos=Dumont também foi um homem muito chique e refinado. Com este balão, quase todas as tardes voava até o Bois de Boulogne e conta que foi o seu “filho” mais popular, só ultrapassado pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Demoiselle”&lt;/span&gt;. Mas após todos estes feitos, Santos=Dumont estava virando motivo de piada, ou como ele diz, chalaça. Falavam os maliciosos: “O senhor não faz nada? Está sempre fechado em seu quarto, dormindo?”. É aquilo: ou você mata uma hidra de lerna por dia ou jamais será deixado em paz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/dir9b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/dir9b.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Resolveu tirar umas férias no Brasil. Nada melhor que o calor dos trópicos para desanuviar a mente. Visitou o Rio, São Paulo, Minas e alguns estados do norte. Seria tudo sol e felicidade, se não houvesse uma tristeza: a ausência do pai. Sim, aquele que tanto lhe ajudara e proporcionara todos os meios para que ele, seu amado filho, realizasse o seu sonho, não estava mais para assistir ao seu sucesso de camarote. Aquilo lhe apunhalava! Conta, humilde, que tudo que a vida lhe havia dado devia tão e unicamente ao seu querido pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então “dormiu” mais 3 anos e, em julho de 1906, nosso melancólico adormecido despertou numa fantástica manhã de verão parisiense. Estava pleno de energia, queria voar e mostrar a todos do que ainda era capaz! Apresentou-se no campo de Bagatelle com o seu aparelho grande e biplano, onde dependurou o seu último balão, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nº14&lt;/span&gt;, por isso batizado de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14-Bis&lt;/span&gt;. Com essa máquina híbrida, fez várias experiências, habituando-se com as manobras e a pilotagem do aeroplano, foi quando se desfez do balão. Era o toque do gênio! Ensaiou vários vôos, corrigiu os problemas técnicos que observou e em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;23 de outubro de 1906&lt;/span&gt;, perante a Comissão Científica do Aero Club e de imensa multidão, fez o célebre vôo que confirmou totalmente a possibilidade do homem voar! Paris ficou em festa, todos foram dispensados do trabalho para comemorar na Champs-Elysées! Tudo bem, tudo bem, não rolou dispensa…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto conta que esta experiência, e a de 12 de julho de 1901, foram as que mais felicidade lhe proporcionaram na vida. Orgulhoso, ele conta que importantes revistas e jornais de todo o mundo consideraram o seu vôo com o 14-Bis um acontecimento histórico. Como fariam diferente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se 2 anos e então vieram os "Irmãos Wright Cara-de-Pau" contando vantagem, dizendo que tinham voado e atingido os céus muito antes, mas que preferiram fazer tudo às escondidas… Com revolta contida, Santos=Dumont disse que jamais tiraria o mérito dos "Irmãos", a quem ele devotava grande admiração, entretanto, o que Edison diria se depois de apresentar a lâmpada elétrica outro inventor aparecesse com uma melhor dizendo que a tinha inventado antes? Alberto enche os pequenos pulmões de ar, ele tinha apenas 1m60, e desabafa: &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A quem a humanidade deve a navegação aérea pelo mais pesado que o ar? Às experiências escondidas dos irmãos Wright ou a mim que fiz todas as demonstrações diante de comissões científicas e em plena luz do sol e que todos qualificaram como o "Minuto Memorável na História da Aviação?”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, nós, os franceses e algumas pessoas sérias espalhadas pelo mundo sabemos, mas a “história” que se conta, invariavelmente, é parcial…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Alberto Santos=Dumont foi bem maior que isso e ele merece todo o nosso respeito por todas as escolhas que fez. Fico feliz em imaginar que 100 anos atrás ele estava aqui, fazendo Paris explodir de tanta euforia por ser a primeira cidade do mundo a ver um homem voar de verdade. Que o seu espírito perseverante, desbravador, visionário e aventureiro permaneça sempre entre nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/velos.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/velos.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;*Escrito no Brasil, em 1918, o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O Que Eu Vi, O Que Nós Veremos”&lt;/span&gt;, é um relato de todos os seus feitos, pensamentos, desabafos, visões sobre o futuro (que se confirmaram), reprodução de matérias de jornais e revistas francesas, fotos de seus dirigíveis, da medalha da Princesa. Está disponível no site: &lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;http://www.cabangu.com.br/pai_da_aviacao&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-116156099828801151?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116156099828801151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116156099828801151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/10/santosdumont-um-gnio-alado.html' title='Santos=Dumont, um Gênio Alado'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-116058657392581905</id><published>2006-10-11T18:16:00.000+02:00</published><updated>2007-03-26T14:16:53.454+02:00</updated><title type='text'>o estilo Paris de se vestir</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/glamour.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/glamour.2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; é claro que vocês não pensam que os parisienses se vestem como nas revistas de moda, isso é o mais puro e bem feito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marketing&lt;/span&gt;, coisa pra inglês ver e morrer de inveja, como eles costumam mesmo morrer, hehe. mas no mundo fora das revistas, a realidade sempre nos trai impiedosamente, até mesmo numa cidade tão sensível como é Paris. fiz uma lista dos estilos que imperam nas ruas, coisas do bem e do mal usadas despretensiosamente e que, por isso mesmo,  refletem a alma deste guarda-roupa tão especulado. tirem as suas próprias conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;• sapatilhas&lt;/span&gt; – não vou mentir, se anda muito em Paris. as estações de metrô praticamente não têm escadas rolantes e as correspondências entre as linhas são longas. se gasta muita sola de sapato no dia-a-dia parisiense, em um ano e meio já tive que refazer duas botas… não é à toa que um dos principais males do povo se relaciona ao joelho. então, as sapatilhas se espalham pela cidade como formigas endiabradas. elas são multi-coloridas, bordadas de paêtes ou miçangas, douradas, prateadas, invariavelmente chamativas; as francesas não têm medo de abusar no vestuário, lembrem-se sempre disso. foi se o tempo em que haviam existencialistas em profusão pelos cafés, felizmente sobrou uma ou outra pra revivermos a história. não hesitem em tirar fotos, poderão ser vendidas como raridade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;• dourado&lt;/span&gt; – Paris é uma cidade banhada pelo ouro, todos os seus monumentos carregam o metal. eu que não gostava, agora até acho bonito. como dizem, a capacidade do homem em se adaptar é um dos grandes mistérios da natureza, hahahaha! e as francesas simplesmente amam o dourado, usam nas roupas, bolsas, sapatos, écharpes, brincos, anéis, colares. muito, muito ouro, sem medo de ser feliz! se o seu caso são olhos sensíveis, não esqueça de bons óculos escuros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;• botas por cima da calça&lt;/span&gt; – julgo desnecessário para quem não vai sair cavalgando pelo Tuileries, mas elas adoram! e eu me pergunto como conseguem fazer canos estreitos engolir tecidos tão grossos, mas essa é a alquimia da mulher francesa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;• &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;saia por cima da calça&lt;/span&gt; - usar a saia por cima da calça comprida é outro estilo que não sai de moda. aliás, o estilo de saia preferido pelas francesas é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hippie&lt;/span&gt;: longa, rodada, de tecido fino, com muita renda, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;patchwork&lt;/span&gt; e preferencialmente padrão indiano. tudo - junto - ao - mesmo - tempo - agora - na - mesma - peça! não vou me estender porque tenho verdadeiro horror por este modelo de saia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;• saia com bota&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;s &lt;/span&gt; – para muitos brasileiros é um sinal de peruíce, mas aqui toda mulher usa, independentemente de sua idade. todos os saltos são permitidos e todos os modelos de botas idem, é totalmente democrático. as mais idosas não têm o hábito de usar calça comprida, então a bota é a única solução para combater o frio. e eu acho o máximo as velhinhas usando bota com vestido ou saia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;• casaco militar&lt;/span&gt; – todo mundo tem um, legítimo, diga-se de passagem. pertenceram realmente aos soldados que lutaram e/ou morreram acreditando ou não na causa de seu país. o motivo desta “moda” é simples: eles custam barato, a partir de 5 euros, e a maior oferta é de casacos do exército alemão. se vê aos montes marchando pelas ruas e eu me pergunto se algum dia Paris deixará para trás os tempos da ocupação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;• cintos&lt;/span&gt; – a palavra correta seria cinturão! olhando de longe, Paris parece um desfile de gladiadoras romanas no tempo de Julio César. são hordas e mais hordas de mulheres que carregam largos cintos de 20 centímetros, na cintura ou sobre os quadris, bombardeados de tachas, geralmente naquele tom envelhecido de dourado. dos males, o menor, se usassem o mesmo dourado do Ópera estaríamos todos cegos, hahahaha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/Glamour%20Gals%20Pink.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/Glamour%20Gals%20Pink.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;• harmonia de cores&lt;/span&gt; – ou, mais precisamente, desarmonia. a conclusão que cheguei foi que a falta de luz, por séculos e séculos durante boa parte do ano, afetou a percepção da cor desse povo a tal ponto que eles desconhecem a intensidade dos tons. então, absolutamente sem nenhuma noção combinatória, usam o verde bandeira com o roxo profundo e o amarelo canário, ou aplicam um laranja gritante, junto do azul cobalto e um rosa forte, como se harmonizassem uma cartela de tonalidades pastéis. dói, é tudo o que eu posso dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;• branco&lt;/span&gt; – do mesmo jeito que eles exageram nas combinações das cores, os parisienses também, oxalá!, amam o branco. chega a primavera e as vitrines ficam parecendo lojas de umbanda ou de uniformes médicos, hahahaha! como as baianas, que vão lavar a escadaria do Nosso Senhor do Bonfim numa cerimônia de purificação, os franceses também participam de seu ritual de limpeza na primavera, mesmo que agora seja inconscientemente. para quem não sabe, num passado não tão longínquo, os casamentos na Europa eram celebrados durante a primavera, por ser a época propícia para se tomar banho! ou vocês não conhecem o tradicional mês de maio como sendo o tal mês das noivas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;• peles &lt;/span&gt;– são um verdadeiro escândalo, no pior sentido da palavra, e se espalham pelas ruas assim que outubro começa. todos os dias vejo várias mulheres com pele e as lojas entupidas de casacos, botas e estolas de vários animais, um verdadeiro horror! felizmente resolveram fazer uma campanha de conscientização mostrando aos franceses como se confecciona um casaco de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fourrure &lt;/span&gt;e eu gostaria que isso fosse suficiente para conter o consumo, mas não é... as peles de gato e cachorro estão cada vez mais comuns e são baratas. pra vocês terem uma idéia, um casaco de tecido para o inverno ultrapassa facilmente os 100 euros, já um feito com pele de cachorro não custa mais que 100. naquele brechó que eu comentei, no Marais, tinha peles de gato na semana passada, e eram peles de gatinhos de meses ainda, com o rabinho e as patinhas traseiras, uma tristeza de se ver! pisam na cabecinha deles para que morram e possam tirar a pele. a França é um país com 40 milhões de bichos de estimação, sendo que a população conta pouco mais de 60 milhões! não dá pra entender como alguém que ama os bichos possa comprar pele sem se dar conta do sofrimento que aquilo causou. pra mim, definitivamente, isto é o pior, mais selvagem e deselegante do estilo francês!&lt;br /&gt;(quem puder ajudar os gatos do Brasil se informe aqui: &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;http://resgatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-116058657392581905?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116058657392581905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/116058657392581905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/10/o-estilo-paris-de-se-vestir.html' title='o estilo Paris de se vestir'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115989841343693418</id><published>2006-10-03T19:00:00.000+02:00</published><updated>2006-10-10T12:34:30.910+02:00</updated><title type='text'>Os Apuros de Balenciaga</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/Ben-Zuckerman-at-Neiman-Marcus-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/Ben-Zuckerman-at-Neiman-Marcus-2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem passar por Paris até o final de janeiro não pode deixar de visitar Cristóbal Balenciaga, no Musée de la Mode et du Textile, parte do complexo do Louvre. A exposição está linda e impecável, com vestidos marcantes do estilista expostos à meia-luz. E o melhor: em vários tamanhos! Porque as mulheres têm corpos diferentes e um estilista primoroso precisa saber como deixar uma forma menos delicada elegante. Cristóbal sabia a mágica e a prova está nas vitrines que exibem cerca de 160 peças onde estruturas delgadas acompanham outras decididamente robustas. E são vestidos de condessas, atrizes famosas, mulheres da alta-sociedade, princesas e rainhas. Cristóbal vestiu todo o tipo de corpo com o mesmo esmero!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um pequeno porto pesqueiro, na cidade basca de Guetaria, foi onde Cristóbal nasceu e passou a sua empobrecida infância. Filho de um pescador e de uma costureira, ele se encantou com o trabalho da mãe, sua primeira professora e incentivadora. E o seu talento era tão especial que, aos 12 anos, desenhou um elegante vestido para a marquesa que morava na mesma cidade de pescadores, mas num palácio que mal cabia em seus olhos de criança. A Marquesa de Torres, apaixonada pelo vestido, se tornou sua grande aliada na carreira como estilista. Cristóbal, então, começou a frequentar o ateliê&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;de um alfaiate de Madri, onde aprendeu os fundamentos da profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência adquirida na alfaiataria permitiu que o purista e classicista Cristóbal, não só desenhasse os seus modelos, mas também os cortasse, armasse e costurasse, o que não é comum entre os estilistas, em geral eles apenas desenham as suas criações. Já repararam como estilistas costumam se irritar quando alguém pergunta se eles costuram? Ofendidos como cães expulsos de igreja eles gritam: EU NÃO SOU COSTUREIRO!!!  Balenciaga o era, além de ser ambidestro com tesouras e agulhas. Madame Coco Chanel dizia: “só Balenciaga é um costureiro de verdade, só ele é capaz de cortar bem um tecido, montá-lo e costurá-lo à mão”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/balenciaga31.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/balenciaga31.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em 1915 abre a sua primeira &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maison&lt;/span&gt;, em San Sebastian, cidade vizinha à Guetaria. Visita Paris regularmente e compra modelos de Elsa Schiaparelli e Madeleine Vionnet, dos quais estuda a construção. O sucesso não demora e, em pouco tempo, muda-se para Madri. Nesta época ele possuía duas butiques na capital espanhola e uma outra em Barcelona. Vestia, entre outros, membros da família real, da aristocracia espanhola e de Francisco Franco, o ditador cuja amizade deve tê-lo salvo de maus momentos em sua terra natal. Cristóbal era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gay&lt;/span&gt; e partiu da Espanha antes da Guerra Civil começar. Hitler apoiava Franco, o fascismo não aprovava homossexuais, a Espanha fingia ser neutra mas estreitava os laços com o Führer, enfim o mundo começava a se transformar no inferno que desencadearia a 2ª Guerra Mundial. Cristóbal se refugiou em Londres, mas não por muito tempo, o seu destino era Paris, onde permaneceu até 1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/photo_cristobal_balenciaga.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/photo_cristobal_balenciaga.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Com dinheiro oferecido por alguns amigos, ele consegue abrir a sua famosa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maison&lt;/span&gt; na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;avenue George V&lt;/span&gt;.  Contava 42 anos e era um homem discreto, exigente, de charme irreparável e elegância refinada. Em 1937 apresenta a sua primeira coleção e uma década antes do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“New Look”&lt;/span&gt;, de Christian Dior, que também revolucionaria a moda, as suas criações ganhariam a clientela de ricos e famosos ao redor do mundo. Balenciaga vestiu, entre tantas outras notáveis, a Rainha da Bélgica, a Duquesa de Windsor, a Princesa Grace de Mônaco, Jacqueline Kennedy e Audrey Hepburn, que viria a se tornar a musa incontestável de Hubert de Givenchy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde as suas primeiras coleções, este autodidata impôs o seu estilo pela perfeição de seu corte, que se tornou lendário. A base de suas criações repousava em linhas clássicas. Criou várias silhuetas para a mulher, experimentou proporções e cores sempre com resultados surpreendentes, até dramáticos. Influenciado pela cultura de seu país, Cristóbal se inspirou e impregnou seus modelos de Espanha: capas de toureiro, vestidos de “infanta” (as jovens princesas espanholas), a audácia na cartela de cores que  abraçava do negro profundo às tonalidades levemente ácidas. Por sua arte singular ganhou o título de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Rei da Couture Parisiense”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi patrão e mestre de André Courrèges e Emanuel Ungaro, amigo de Hubert de Givenchy. Celebrado por todos os seus colegas como símbolo de perfeição, empregou toda a sua vida para explorar as técnicas de costura que ele possuiu no mais alto grau. Christian Dior, seu concorrente famoso, o chamou de “mestre de todos nós”. Balenciaga, severo, gostava de dizer: “um bom costureiro deve ser arquiteto para os projetos, escultor para a forma, pintor para a cor, músico para a harmonia e filósofo para as medidas”. Ele jamais concedeu uma única entrevista, jamais permitiu que a imprensa fotografasse os seus desfiles, era um homem espartano que nem relógio usava. Parece que se entusiasmava com os belos alemães que cercavam Paris. Como culpá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/im00014.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/im00014.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em fevereiro de 1968, após ter apresentado a sua última coleção, Cristóbal fecha com discrição a sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maison&lt;/span&gt; em Paris e parte rumo à aposentadoria, na  Espanha. Dizem que a estilosa e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;très chic&lt;/span&gt; Condessa Mona Von Bismarck, chorou lágrimas de sangue durante 3 dias e 3 noites com gana de se matar, só em pensar que o seu invejável e faustuoso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;closet&lt;/span&gt; estaria desamparado sem Balenciaga. Na exposição vários são os vestidos de seu acervo pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristóbal Balenciaga morre aos 77 anos, em 1972, na costa espanhola do Mediterrâneo, logo após entregar a sua última criação: o vestido de casamento da Duquesa de Cádiz, neta de Francisco Franco. Uma antiga e saudosa cliente oferece como epitáfio: “as mulheres não precisavam ser perfeitas ou belas para vestir as suas roupas, suas roupas as tornavam perfeitas e belas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guetaria, a cidade que o acolheu no primeiro respiro, também abrigará o seu museu, no Palácio Aldamar, a partir do ano que vem. O palácio, antiga residência dos Marqueses de Casa Torre (pais da Rainha Fabiola da Bélgica), foi onde Cristóbal Balenciaga arrematou o seu primeiro passo no mundo da alta-costura e para onde retorna como único e eterno soberano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115989841343693418?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115989841343693418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115989841343693418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/10/os-apuros-de-balenciaga.html' title='Os Apuros de Balenciaga'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115927581736851007</id><published>2006-09-26T15:03:00.000+02:00</published><updated>2006-10-01T20:55:01.810+02:00</updated><title type='text'>Le Marais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/232-9.1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/232-9.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;o Marais é um dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartiers&lt;/span&gt; mais interessantes e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;branchés, &lt;/span&gt;como se diz em francês, eu adoro. a sua história, cheia de altos e baixos, o torna ainda mais instigante: nasceu como um pântano (como o próprio nome diz), serviu para reis e nobres que ali moraram suntuosamente, dividiu sua riqueza com os miseráveis que chegaram apos o declínio do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt; - aquela cantiga de roda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“eu sou pobre-pobre-pobre de marré-marré-marré”, &lt;/span&gt;vem deste Marais, que obedecendo à Roda da Fortuna voltou a ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;très chic&lt;/span&gt;. é um centro de butiques legais e modernas, restaurantes e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bistrots&lt;/span&gt; deliciosos, com população &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gay&lt;/span&gt; crescente. na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rue Sainte Croix de la Bretonnerie, &lt;/span&gt;o Marais tem uma livraria especializada em literatura e arte GLS com títulos imperdíveis! ao lado da livraria fica um brechó com coisas ótimas, não muito baratas, mas vale a pena fuçar naquela toca minúscula com roupas de todos os estilos. na esquina, do outro lado da rua, fica a sorveteria italiana com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parfums&lt;/span&gt; divinos e que mudam a cada estação. o meu roteiro da alegria é sempre o mesmo: brechó-livraria-sorveteria! se bem que, na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rue Pavée&lt;/span&gt;, também tem uma super livraria, na verdade um galpão de dois andares com um acervo gigante de livros novos e usados com os menores preços de Paris, é um terror pisar por lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;às margens do Sena, no século XII, os donos desta região pantanosa eram monges e templários. dois séculos mais tarde, Carlos V (1338-1380), construiu uma fortificação que desafogou o norte do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt;, seguindo os atuais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boulevards Beaumarchais&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Filles du Calvaire&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;du&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Temple&lt;/span&gt;. a fortificação era, ao mesmo tempo, muralha e dique contra o Sena e as terras que emergiram se tornaram espaços livres para se construir: primeiro a mansão &lt;font&gt;Saint-Pol&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;e depois a mansão &lt;font&gt;des Tournelles, ao norte da atual &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rue Saint-Antoine&lt;/span&gt;. lá, residiriam vários reis até a posse de Henri III. foi a primeira fase áurea do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/55-6.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/55-6.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; mas a admiração pelo Marais não foi constante. o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt;, julgado como pequeno e muito escuro para os sensíveis olhos onipotentes de Luis XIV, seria esquecido pela esnobe realeza. a arquitetura da época adotava as vastas perspectivas, a luminosidade e a simetria. Versailles se torna, então, o centro de atração da realeza em detrimento da antiga Paris. sob o domínio de Luis XIV, a nobreza abandona definitivamente o Marais e se muda para os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;faubourgs Saint-Honoré&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saint-Germain&lt;/span&gt;, luxuosos até os nossos dias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Marais volta a ser importante  no início do século XVII, ao mesmo tempo um centro de elegância, cultura e de festividades. isso favoreceu a construção de numerosas mansões particulares, um dos atrativos permanentes do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt;. os principais entre eles são, atualmente, o museu Carnavalet (que abriga o acervo sobre a Revolução Francesa), o Hotel de Sens e o Hotel de Rohan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de um refinamento marcante, a decoração interior destas mansões retraça a evolução dos estilos através dos séculos: do renascentista ao estilo Luis XVI, putres e traves pintadas  sob Henri IV, as falsas perspectivas de Luis III, lambris decorados ao estilo Luis XIV, a arte rococó de Luis XV. preservadas por milagre depois de 4 séculos, estes tesouros arquitetônicos nos dão uma idéia clara sobre o estilo de vida levado pela altíssima sociedade parisiense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/02.3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/02.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o abandono do Marais pela corte, que se mudou para os espaçosos e luminosos castelos do Vale de La Loire e posteriormente Versailles, foram paulatinamente devolvendo-o ao povo, aos artesãos e especialmente aos imigrantes judeus da Alsácia e Lorena, que se reagruparam a partir do século XVIII em função dos baixos aluguéis e da proximidade do mercado do Templo.  Em 1808, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt; assumia 82% da população judia de Paris: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ateliers&lt;/span&gt; de artesãos, lojas e armazéns tomam as mansões particulares já degradadas, onde também se aglomera uma população cada vez mais empobrecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;entre 1880 e 1939, cerca de 110 mil judeus, que só falavam em ídiche, desembarcaram na Gare du Nord. originários &lt;font&gt;&lt;font&gt;da Polônia, Lituânia, Ucrânia, Rússia e Bielo-Rússia, principalmente, &lt;font&gt;&lt;font&gt;muitos deles se dirigiram para o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pletzl&lt;/span&gt;. &lt;font&gt;&lt;font&gt;a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rue des Rosiers&lt;/span&gt;, uma das mais famosas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt; e símbolo da comunidade judia, se encontra no coração do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pletzl&lt;/span&gt; (“pequeno lugar” em ídiche). o nome da rua, surgida no século XIII, vem das delicadas rosas que pendiam dos muros da fortaleza erigida por Felipe Augusto. por esta época havia uma sinagoga, construída sob a jurisdição dos Templários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Marais foi refúgio para os judeus desde a Idade Média. uma lenda macabra nos relata: corria o ano de 1290, o dia era de Páscoa. conta-se que um vendedor de roupas judeu, tomado por fúria incontrolável por não ter recebido o seu pagamento, desfere com golpe de faca a hóstia deixada como caução por uma fervorosa devota. dizem que a frágil hóstia começou a sangrar como um pedaço de carne fresca para desespero de toda a comunidade cristã do Marais. os sórdidos cristãos, totalmente destemperados, carregam o imprudente judeu que teria apunhalado o "coração de Jesus" e o queimam vivo em frente ao Hôtel de Ville (prédio da prefeitura de Paris colado ao Marais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/PAR00689.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/PAR00689.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; descrita em numerosas obras literárias e carregada de eventos trágicos, em particular os anos negros da ocupação alemã, durante a 2ª Guerra Mundial, que praticamente dizimou os judeus locais, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rue des Rosiers&lt;/span&gt;  atualmente se dedica ao comércio onde restaurantes, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boulangeries&lt;/span&gt;, livrarias e butiques de luxo dividem os caros quarteirões. aliás, bem caros: estes muros já foram cobertos por flores e riquezas, mas também por muito sangue.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115927581736851007?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115927581736851007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115927581736851007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/09/le-marais_26.html' title='Le Marais'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115860666591917403</id><published>2006-09-18T20:37:00.000+02:00</published><updated>2006-09-20T11:37:01.456+02:00</updated><title type='text'>La Goutte d'Or</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ao norte de Paris, no quadrilátero que compreende a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rue Stephenson&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Boulevard Barbès&lt;/span&gt;, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rue Ordener&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Boulevard de La Chapelle&lt;/span&gt;, se entranha a r&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ue de La Goutte d’Or &lt;/span&gt;- tradicional território da população árabe parisiense. O nome da rua veio do vinho,  o tal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goutte d’Or&lt;/span&gt;, produzido nesta região, que foi agrícola, até o século XIX. A partir de 1840, as terras da então periferia parisiense começaram a ser loteadas e foi o fim da vinícola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/image5.20.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/image5.12.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; por esta época, o desenvolvimento industrial jogou em Paris uma importante e densa população de trabalhadores, provenientes dos quatro cantos da França, que se instalaram por ali. em função disto, os imóveis eram compostos por pequenos alojamentos e apartamentos mobiliados, que poderiam acolher prontamente a estes imigrantes (se atualmente a média parisiense é de viver entre 31 mts, vocês imaginam o que quer dizer pequenos alojamentos na língua francesa, hehe). depois deles vieram operários da Bélgica, Itália, Espanha e Polônia, mas foi a partir dos anos 50 que a comunidade árabe se instalou e dominou o lugar. Nos anos 80 também chegaram os africanos,  portugueses, iugoslavos e chineses, colorindo ainda mais o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa tradição, de acolher os diferentes tipos de imigração, deram ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier &lt;/span&gt;&lt;font&gt;o&lt;font&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status&lt;/span&gt; de pluri-cultural, os franceses adoram e repetem sem parar que é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"très vivant!",&lt;/span&gt; mas francês que é francês não mora lá... é reduto de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"sans-papiers"&lt;/span&gt; (imigrantes em situação irregular), está sempre infestado de gente, e é famoso por seu intenso comércio popular: bazares de quinquilharias e coisas usadas, lojas de tecidos africanos e de música magrebina. além dos inúmeros restaurantes "jesus me chama", "maomé me chama" ou "buda me chama", ao gosto de cada crença, hehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/gervaisecoupeau.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/gervaisecoupeau.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; pelos livros de Émile Zola, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier &lt;/span&gt;já foi porão do inferno, atualmente há condições apropriadas de higiêne e ninguém morre de frio como alguns de seus personagens. foi neste &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quartier&lt;/span&gt; que se situou a sofrida ação de "A Taberna” &lt;span style="font-style: italic;"&gt;("L'Assommoir")&lt;/span&gt;, que Émile Zola publicou em 1877. se algum dia você passar diante do número 20, da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rue de La Goutte d’Or&lt;/span&gt;, saiba que foi este o endereço de Gervaise, a miserável heroína de Zola, que lavava roupas um pouco mais adiante, nos números 11 e 15 da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rue de Islettes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se você passar em frente aos vários salões de beleza afro que se multiplicam por ali, vai reparar que os cabeleireiros não varrem os salões como se faz no Brasil, aqueles chumaços nojentos de cabelo se acumulam no meio da calçada, um horror! e se o vento bater melhor tapar a boca pra não sufocar com o material cabeludo, credo! saindo deste pesadelo, talvez você também repare no peculiar aviso afixado em quase todas as fachadas dos salões: “VENDE-SE CABELO VIRGEM BRASILEIRO”!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115860666591917403?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115860666591917403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115860666591917403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/09/la-goutte-dor.html' title='La Goutte d&apos;Or'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115807176430522978</id><published>2006-09-12T16:12:00.000+02:00</published><updated>2006-09-12T19:40:20.123+02:00</updated><title type='text'>sim, eles nos vêem!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/Paris%20Holiday%20B0603257.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/Paris%20Holiday%20B0603257.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; não sei como foi no Brasil, mas ontem a já chata programação da tevê estava mais insuportável que o habitual, tudo se referia aos 5 anos do ataque das torres! 500 mesas redondas e debates sobre como a França pode e deve combater o mal do terror, 500 documentários enfocando o tema, 500 reportagens sobre as homenagens do dia, mais filmes, curtas, bombeiros, gaitas de fole, choro, velas, etc e tal. foi um pouco demais... e num dos debates, com membros da polícia anti-terror francesa, disseram que nenhum atentado ocorre de surpresa, quer dizer, só a gente é pego de surpresa! a polícia sempre está informada que "tal coisa" vai acontecer em "tal lugar" e fica em estado de alerta. que eles tinham a informação sobre um atentado que afetaria Londres de forma generalizada, por exemplo, e que a polícia inglesa foi avisada, que eles trabalharam em parceria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;soube que, tal como em Londres, somos vigiados o tempo inteiro em Paris. todo mundo que passa pela Champs-Elysées tem as suas ações devidamente registradas, não esqueça de fazer "tchau" quando estiver passando por lá que é batata: alguém vai estar te vendo em algum monitor! mas este é só um dos pontos do mapa, as câmeras estão espalhadas por toda a região metropolitana e são tão potentes que em alguns lugares chegam a gravar até o que acontece dentro dos apartamentos, ou seja, é melhor eu comprar logo uma cortina, hahahaha! já desvendaram até assassinato usando as gravações como prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na França, uma célula anti-terror é desmantelada por ano, 4 bombas são desarmadas todo mês, por isso a histeria de evacuarem museus, estações de metrô, escolas e locais públicos quando alguma mala, bolsa ou mochila é largada ao acaso. eu, que moro aqui há pouco mais de 1 ano, já passei por várias dessas. todo mês acontece de ter que trocar de linha de metrô porque alguma teve que ser fechada repentinamente. mas, melhor assim, não gosto nem de imaginar estar numa situação dessas. felizmente nenhuma linha em Paris é como as de Londres, lá não há espaço para uma fuga decente, o túnel é apenas poucos centímetros maior que o trem, conseguir sair de um vagão é uma verdadeira façanha! aqui todas as linhas são duplas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nossas ligações também são vigiadas, já vi até ofertas de emprego que pediam tradutores de qualquer língua. o tal serviço era para transcrever conversas telefônicas. a polícia pode controlar o nosso “passeio” por Paris usando a carte orange ou o navigo, os passes mensais de metrô-trem-ônibus que quase todo parisiense usa. enfim, vamos guardar segredo pra quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isso tudo me fez lembrar do avião que caiu na minha casa, também em 2001, hehe. aliás quantos aviões não caíram naquele ano? DEUSDOCÉU!!! qualquer dia preciso contar a história, agora me deu preguiça…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115807176430522978?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115807176430522978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115807176430522978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/09/sim-eles-nos-vem.html' title='sim, eles nos vêem!'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115799471342275246</id><published>2006-09-11T19:09:00.000+02:00</published><updated>2006-09-12T18:57:06.986+02:00</updated><title type='text'>jouer, n’est pas tromper!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/0000-1776-4%7ECarvival-at-Marmorhaus-Posters.0.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/0000-1776-4%7ECarvival-at-Marmorhaus-Posters.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dizem que a sedução é um jogo de manipulação constante… sendo assim, estreou um programa fantástico de podre na França! e em breve eu tenho certeza que aterrissa no Brasil, é bem do tipo que o povo gosta! imaginem um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reality show&lt;/span&gt; em que uma garota de 21 anos é xavecada 24 horas, durante 4 dias e 3 noites, por 4 caras loucos pra botar a mão na "botija" em todos os sentidos, HAHAHAHA! mas apenas um deles é solteiro e para ganhar os 10 mil euros a fofa tem que descobrir quem é este menino avulso. enquanto isso, as namoradas dos outros 3 ficam dando dicas de como eles devem cair matando na botija pra que ela pense que eles são solteiros, não é uma loucura? isso tudo porque se a fofa se enganar e escolher um dos comprometidos quem leva a grana é o casal... ou seja, a fofa libera a botija pro cara errado e ainda perde a grana, hahahaha! depois eu conto que fim levou!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115799471342275246?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115799471342275246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115799471342275246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/09/jouer-nest-pas-tromper.html' title='jouer, n’est pas tromper!'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115782726923600422</id><published>2006-09-09T20:31:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:13:48.546+02:00</updated><title type='text'>noites de Rex sem Scala</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Rex reabriu esta semana com Laurent Garnier pulando enlouquecido na cabine a noite inteira. Ele, que teve a sua primeira residência neste clube, em 91, e só a deixou em julho de 2005, veio abrir a nova temporada. Aliás, a despedida do Laurent foi super engraçada, tinha gente bem mais velha que o habitual, provavelmente os frequentadores na época dele. Foi divertido ver aquela turma quadradinha se soltar depois de vários jack daniels (os franceses não costumam beber cerveja nos clubes), era um povo do tipo que tirava a gravata e a camisa social e ficava girando na pista. Mas a descontração não durou… Na Rex é proibido ficar sem camisa, logo veio um dos seguranças e obrigou os fofos a se vestirem.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/1817walz.1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/1817walz.0.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mas na quinta parece que todo o mundo resolveu sair de casa. Chegamos, Mario e eu, na porta da Rex a uma da manhã e a fila estava pra lá da esquina, nunca vimos nada igual! No ano passado, quando o  Dave Clarke tocou, pegamos a fila no meio do quarteirão, um frio do cão, congelamos por mais de uma hora, foi triste! Mas dessa vez tínhamos o nome na lista, foi só entrar. A Rex é o melhor clube de Paris porque os top djs sempre tocam lá, só por isso. Renato Cohen, Murphy e Eli Iwasa tocaram lá ano passado. Como pista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"friendly”&lt;/span&gt; a nota é zero e como lugar pra se ver gente interessante também não rola, ou você vai lá pela música e bem acompanhado pra poder abstrair o lado negro da força ou é melhor procurar outro lugar. Tem noite que o ar condicionado funciona, tem noite que não, comprar algo no bar é aquela luta livre, a “xavecagem” é do tipo insuportável e chata, a frequência gay é praticamente nula, e quando o clube está cheio não tem lugar no guarda-volumes pra todo o mundo. O problema é que quando está frio não tem a menor condição de você segurar casaco pesado e dançar ao mesmo tempo, hehe. Mas tirando isso o lugar é ótimo, hahahaha!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Por falar em coisa chata, tenho que citar o Scala, a pior roubada que fomos até o momento. O lugar é ótimo, na Rivoli em frente ao Tuilleries, mas...eu explico: era a noite &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“F*** Me I’m&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Famous”&lt;/span&gt; do David Guetta (sim, a história já começa mal…), mas com a promessa de que o Casey Spooner, do Fischerspooner, iria fazer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;live&lt;/span&gt;. Fizemos o sinal da cruz e entramos naquele antro de gente vestindo blazer com calça jeans e sapato bico fino. Falando assim parece que o povo era mais velho, mas não, a média de idade era 20. No palquinho, David Guetta tocava seus hits de FM com uma gostosa de cada lado. Elas pareciam um tanto de saco cheio e vestiam biquíni, botas, jaqueta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Louis Vuitton&lt;/span&gt;, uma loucura! Até aí eu estava super de bom humor, mas duas horas depois, sem gostosas no palco e com o dj ora repetindo as músicas de maior sucesso, ora baixando o volume pro povo cantar junto, a chaleira começou a apitar, hahahaha! No bar a consumação mínima era de 10 euros, ou seja, uma garrafinha de água custava “simbólicos” 10 euros! (não, não era uma noite cujo o dinheiro seria revertido para a caridade). E eu tive um ataque de riso, provavelmente de nervoso, quando o barman me falou o preço! Hoje eu acho a história divertida, mas naquela noite eu estava me transformando numa mulher das cavernas de tão agressiva, hahahaha! Eu tinha jurado a mim mesma que eu aguentaria esperar o Casey, custasse o que custasse, afinal se você está no inferno, relaxa e abraça o capeta. Mas a certa altura não deu mais, evitando o pior partimos para nunca mais voltar!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/waltzers.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/waltzers.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mas vamos retomar o lado bom da Rex: a pista foi novamente ampliada e a acústica finalmente melhorou. Laurent estava inspirado e o povo foi às alturas quando ele tocou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Crispy Bacon”&lt;/span&gt;. Fomos embora às 4 da manhã durante a sessão de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;drum’n’bass&lt;/span&gt;, coisa que eu detesto e que pra mim é o grande defeito de Laurent, enfim ninguém é perfeito! Na saída ganhamos uma sacolinha com flyers das próximas noites de Paris, e a minha surpresa foi quando abri o poster e vi a ilustração de um menino empinando pipa com a camisa do Corinthians, ao fundo um carrinho de frutas com a já clássica inscrição “compro passe” - peça do também grafiteiro Speto.&lt;br /&gt;E sexta que vem enfrentamos a Rex de novo, vai ter &lt;span style="font-style: italic;"&gt;live&lt;/span&gt; do David Carreta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115782726923600422?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115782726923600422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115782726923600422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/09/noites-de-rex-sem-scala.html' title='noites de Rex sem Scala'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115754176693888318</id><published>2006-09-06T13:19:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:51:05.460+02:00</updated><title type='text'>programa pra francês ver...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/menage.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/menage.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Vocês podem imaginar um programa que passe no horário nobre num dos canais mais assistidos do país cujo o tema seja a limpeza? No Brasil obviamente que não, isso seria impossível por razões óbvias, afinal somos um povo limpo! Vez ou outra a pauta dos programas femininos cumpre este papel passando dicas sobre técnicas pra tirar aquela mancha impossível, mas na França, bem, eu vou lhes contar, aqui a sujeira é um assunto que diz respeito à segurança nacional, HAHAHAHAHA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes era apenas um quadro num programa de auditório, mas o sucesso foi tanto que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“C’est tout propre!”&lt;/span&gt; (“Está tudo limpo!”), ganhou o horário das 22h00 para mostrar as façanhas que duas senhoras simpaticíssimas e com estômago de avestruz engendram por esta vasta França que deus esqueceu de passar o pano! É  um programa de horror que poucos brasileiros conseguiriam assistir, eu diria que é uma espécie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Faces da Morte”&lt;/span&gt; na versão sujeira, eu ainda sinto náuseas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrela do programa foi um ser que se diz humano, cerca de 40 anos, que mora há 10 anos num bom apartamento de 80 metros em Marseille (cidade litorânea do sul), e que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;JAMAIS&lt;/span&gt;, eu disse &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;JAMAIS&lt;/span&gt;, limpou aquele pobre imóvel!!! Tudo aquilo era um depósito de lixo, ele simplesmente não se importava com a bagunça e a sujeira. O pior é que olhando pra ele seria impossível de identificar tal caos. É um ser pacato, tranquilo e sereno que ganha a vida como guarda de trânsito. Aparentemente limpo! Mas o seu apartamento era tipo a sala de espera do inferno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lajotas de cerâmica vermelha da sala estavam simplesmente um nojo, crostas talhadas por anos se descolavam do piso e uma água negra teimava em não clarear! Ao lado da cadeira de praia vestida com uma toalha dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alligators&lt;/span&gt;, uma bela chaleira chinesa e uma xícara de chá que um dia havia sido transparente. O fundo e as laterais do recipiente eram marrons com um certo relevo que uma delas tirou com o dedo fazendo cara de asco. Detalhe: ele tomava chá ou café nessa mesma xícara todas as noites enquanto assistia tevê…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/roquenerolle.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/roquenerolle.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A cozinha tinha pratos ainda com comida empilhados na mesa, larvas em vários deles, a geladeira que era nova estava podre por dentro, suja e com restos de comida se desfazendo, segundo as apresentadoras exalando um cheiro pútrido. Elas ainda frisaram: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“isto faz mal para a saúde!”&lt;/span&gt; (hahahahaha! Precisa avisar?). A pia da cozinha, de mármore claro, estava escura, revestida de material graxo e escuro. Elas perguntaram pro porco de plantão como a pia havia ficado naquele estado e ele responde com a cara mais lavada do mundo:&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; “eu nunca limpei…”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto se confundia entre uma pilha sem fim de dejetos de informática (caixas de disquetes, fios, extensões, papel usado e pacotes vazios de tinta para impressora) com roupas sujas espalhadas por todos os cantos. Um lindo móvel de cabeceira feito de madeira estava sendo comido por cupins. A camada de pó debaixo da cama era absurda, se aquilo fosse lã daria pra tricotar pra todo o exército de Marseille!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou falar sobre o banheiro porque seria demais pra todos nós, mas imaginem se a pia da cozinha estava naquele estado o que seria do vaso sanitário? Nem no pior banheiro de rodoviária que eu já tive que usar vi tal pestilência! Eu sairia desse apartamento contaminada de tudo que é doença, mas os franceses são fortes, eles podem sobreviver às piores intempéries! Invejemo-os por isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no final tudo se ajeitou. Como num passe de mágica promovido por uma equipe de limpeza ultra-treinada, aquele chiqueiro foi transformado num perfeito lar. Durante todo o feito as fofas vão ensinando receitas de limpeza (totalmente básicas) e passando “pito” nas centenas de prováveis telespectadores que estão no mesmo estágio de putrefação que o enfocado do programa. Quando tudo estava &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“propre”&lt;/span&gt; aquele arremedo de homem entrou e quase foi às lágrimas, nem ele acreditava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês depois a dupla foi fazer a inspeção no apartamento, ver se o nosso porquinho havia mantido a limpeza. E não é que tudo estava ainda melhor? Colocou flores, comprou coisas novas, parecia outro, feliz e corado. Eu suspirei alivida, pelo menos este francês havia sido salvo! Glória ao deus dos produtos de limpeza, e que seja eterno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: não estranhem quando pegarem ônibus em Paris e assistirem no telão que distrai os passageiros durante o trajeto, dicas sobre como deixar a casa limpa, hehe. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh, la vie en France!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115754176693888318?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115754176693888318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115754176693888318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/09/programa-pra-francs-ver.html' title='programa pra francês ver...'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115738467747161313</id><published>2006-09-04T17:43:00.000+02:00</published><updated>2006-09-12T19:39:15.683+02:00</updated><title type='text'>Feliz Ano Novo!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/Flappers%20Red.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/Flappers%20Red.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o ano novo na Europa começou hoje. Quer dizer, começar começou mesmo na sexta-feira, dia 1º, mas quem voltou pra trabalhar? Ou vocês pensam que é só brasileiro que emenda? Nadica de nada, nunca vi um povo de vida tão mansa quanto os franceses, manda um pro Brasil que ele morre de estafa na primeira semana, esse povo não está acostumado com trabalho pesado e vida estressante! Ou vai me dizer que em Salvador, que seja, o horário do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rush &lt;/span&gt;termina às 7 da noite? Esse tipo de coisa não existe nas grandes cidades brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é isso mesmo, em setembro recomeça o ano letivo, o ano fiscal, os novos programas da tevê, é quase como se fosse março no Brasil. No ano passado eu achei tudo isso estranhíssimo, mas agora já estou devidamente adaptada e com as esperanças renovadas, afinal viver em Paris é chique, o que mata é ter que aguentar a choradeira francesa de que a vida é dura! Ah, isso já é demais, me poupem!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115738467747161313?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115738467747161313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115738467747161313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/09/feliz-ano-novo_04.html' title='Feliz Ano Novo!'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115679525652446030</id><published>2006-08-28T21:12:00.000+02:00</published><updated>2006-09-12T19:01:36.420+02:00</updated><title type='text'>o muro de Kathrina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/muro.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/muro.2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ontem, domingo chuvoso, passou um especial sobre os acontecimentos que marcaram os anos 80 e lá estava a queda do muro de Berlim. todos felizes, chorando, se abraçando, arrancando pedaços do paredão, enquanto que o chanceler alemão, Helmut Kohl, tentava se livrar dos tentáculos de Mikhail Gorbachev. O líder soviético, do outro lado da linha vermelha, dizia-se preocupado, porque segundo a KGB a situação na Alemanha estava fora de controle, e lhe pedia que autorizasse a invasão do território pelas tropas russas, para botar ordem no barraco do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kaiser&lt;/span&gt;. Kohl respirou fundo, afinal era a palavra dele contra a do tenebroso serviço secreto russo, e disse que estava tudo em ordem, tudo sob o austero controle germânico. Mikha, felizmente, aceitou as considerações do alemão e foi beber uma vodka enquanto mandava a KGB passear em volta do Kremlin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isso tudo me lembrou de Kathrina, minha colega de classe que tinha 17 anos em 1989, ano em que o muro caiu. ela, que morava do lado oriental, em Leipzig, me disse que ao mesmo tempo em que todos estavam eufóricos, tirando a roupa de felicidade (diz que fazia um frio infernal!), também estavam apreensivos, porque achavam que o pior poderia acontecer, que o muro não poderia cair simplesmente e tudo ficar bem, afinal a vida tinha sido bem rancorosa naqueles tempos de Guerra Fria. segundo ela, nada lhes faltava, mas ao mesmo tempo eles não tinham autorização para trocar de carro quando bem entendessem (isso significava ficar com o mesmo por quase 20 anos), e nem de viajar ao exterior, a não ser que o destino fosse um dos países da cultuada cortina de ferro. mesmo assim, pessoas acima dos 40 anos dificilmente conseguiam permissão para deixar o país. Kathrina me disse que eles desconfiavam de tudo e de todos, que essa era a doença. que eles conheciam os vizinhos de vista, que jamais a conversa ia além do "bom dia" e do "boa noite" porque qualquer palavra diferente poderia ser motivo para uma denúncia. quando as minhas aulas terminaram, em 31 de julho, a menina naturalista até o último fio de cabelo alvo e que levava cenouras para roer no lanche, já estava quase parindo seus gêmeos que se incomodavam com Edith Piaf. era só a professora botar a voz da francesa pra tocar que eles se exaltavam e faziam da barriga da mãe um ringue de boxe. Kathrina iria os ter em casa, aqui mesmo em Paris, onde se casou com um francês que conheceu na Colômbia, e só depois iriam todos para o hospital. agora ela já deve ser uma canguru.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115679525652446030?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115679525652446030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115679525652446030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/08/o-muro-de-kathrina.html' title='o muro de Kathrina'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115643848768939962</id><published>2006-08-24T18:48:00.000+02:00</published><updated>2006-09-12T19:04:12.186+02:00</updated><title type='text'>o cão-de-ló de cada dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/charrin-dessin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/charrin-dessin.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; hoje vi uma coisa que me pareceu absurda, me digam se eu estiver equivocada. eu voltava tranquilamente da lavanderia, quer dizer, não tão tranquilamente porque logo logo o céu iria despencar como tem acontecido todos os dias há uma semana, quando uma dama trajando negro e um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;schnauzer&lt;/span&gt; combinando cruzaram o meu caminho. apesar de serelepe, o petit shinauzer quase esbarrava a barriga no chão de tão estufada e tinha algo na boca, dava pra ver bem... foi só chegar mais perto pra não haver dúvida: era uma chupeta!!! sim, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;schnauzer&lt;/span&gt; preto se entretia com uma chupeta branca! adivinhando o óbvio espanto, a madame sorriu pra mim e continuou o galope arrastando o bichinho como brinquedo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115643848768939962?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115643848768939962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115643848768939962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/08/o-co-de-l-de-cada-dia.html' title='o cão-de-ló de cada dia'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115616708175967205</id><published>2006-08-21T14:09:00.000+02:00</published><updated>2006-10-08T19:57:38.366+02:00</updated><title type='text'>"Ne me quitte pas"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/frans7.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/frans7.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; jacques brel soube cantar como ninguém o amor desesperado. nesses momentos de coração partido, em que cada batimento sangra insensatez, se esquece de tudo e qualquer promessa que jamais será cumprida é lançada sem pudor. e, talvez, por isso mesmo, as promessas sejam tão absurdas… mas cuidado, esta música tem o dom de arruinar em lágrimas almas quebradiças, principalmente em sua estrofe final - eu tapo os ouvidos sempre!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Não me deixe”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;É preciso tudo perdoar&lt;br /&gt;Tudo pode se perdoar&lt;br /&gt;O que já passou&lt;br /&gt;Esquecer o tempo&lt;br /&gt;De mal-entendidos&lt;br /&gt;E o tempo perdido&lt;br /&gt;Saber como&lt;br /&gt;Esquecer essas horas&lt;br /&gt;Que matavam por vezes&lt;br /&gt;A golpes de por quê&lt;br /&gt;O coração da felicidade&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/bisou.0.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/bisou.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu te darei&lt;br /&gt;Pérolas de chuva&lt;br /&gt;Vindas de um país&lt;br /&gt;Onde não chove&lt;br /&gt;Eu cavarei a terra&lt;br /&gt;Até após a minha morte&lt;br /&gt;Para cobrir o teu corpo&lt;br /&gt;De ouro e de luz&lt;br /&gt;Eu farei um domínio&lt;br /&gt;Onde o amor será rei&lt;br /&gt;Onde o amor será lei&lt;br /&gt;Onde você será rainha&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/serpentes_klint.0.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/serpentes_klint.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu inventarei&lt;br /&gt;Palavras sem sentido&lt;br /&gt;Que você compreenderá&lt;br /&gt;Eu te falarei&lt;br /&gt;Destes amantes&lt;br /&gt;Que viram duas vezes&lt;br /&gt;Seus corações se incendiarem&lt;br /&gt;Eu te contarei&lt;br /&gt;A história deste rei&lt;br /&gt;Morto por não ter&lt;br /&gt;Conseguido te encontrar&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/danae_klint.0.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/danae_klint.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se viu várias vezes&lt;br /&gt;Jorrar o fogo&lt;br /&gt;De um antigo vulcão&lt;br /&gt;Que se supunha velho demais&lt;br /&gt;Dizem que&lt;br /&gt;Terras ardentes&lt;br /&gt;Dão mais trigo&lt;br /&gt;Que a melhor primavera&lt;br /&gt;E quando vem a noite&lt;br /&gt;Para o céu brilhar intensamente&lt;br /&gt;O escarlate e o negro&lt;br /&gt;Não se casam?&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/beijo_klint.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/beijo_klint.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Eu não vou mais chorar&lt;br /&gt;Eu não vou mais falar&lt;br /&gt;Eu me esconderei ali&lt;br /&gt;A te olhar&lt;br /&gt;Dançar e sorrir&lt;br /&gt;E a te escutar&lt;br /&gt;Cantar e depois rir&lt;br /&gt;Deixe eu me tornar&lt;br /&gt;A sombra da tua sombra&lt;br /&gt;A sombra da tua mão&lt;br /&gt;A sombra do teu cão&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe&lt;br /&gt;Não me deixe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115616708175967205?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115616708175967205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115616708175967205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/08/ne-me-quitte-pas.html' title='&quot;Ne me quitte pas&quot;'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115533323419332870</id><published>2006-08-11T23:51:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:52:31.906+02:00</updated><title type='text'>a marmelada da Melissa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/reclame%20Phosphatine.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/reclame%20Phosphatine.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; eu poderia ter pedido maria-mole, eu poderia ter pedido um pacote de pipocas cor-de-rosa, mas que nada, eu tive a péssima idéia de pedir uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melissa&lt;/span&gt;. então a Dani veio pra Paris e me deu de aniversário a bota assinada pelo Alexandre Herchcovitch comprada na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Galeria Melissa&lt;/span&gt;. tudo muito bom, tudo muito bem, mas assim que eu experimentei a bota, o velcro que serve de fecho simplesmente descolou por inteiro do pé esquerdo. aliás, nem sinal de cola tinha no plástico! de repente é um novo experimento da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grendene&lt;/span&gt;: colar o velcro usando a força do pensamento para não sujar o produto, hahahaha! enfim, a Dani mandou e-mail reclamando, mas a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grendene&lt;/span&gt; só trocaria a bota se eu a enviasse pro Brasil porque a empresa não manda porte pago pro exterior. então azar meu, ou da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melissa&lt;/span&gt;, que vai pro lixo mesmo! e eu fiquei sem presente, c’est la vie… agora aprendi: da próxima vez peço pé-de-moleque, da marmelada da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melissa&lt;/span&gt; eu fiquei cheia!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115533323419332870?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115533323419332870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115533323419332870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/08/marmelada-da-melissa.html' title='a marmelada da Melissa'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115486342161282463</id><published>2006-08-06T13:15:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:54:46.993+02:00</updated><title type='text'>Oh! Grand Palais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem lia a coluna na MTV já conhece este texto. Resolvi ressuscitá-lo porque fui no Grand Palais a semana passada e ele sempre me comove. A exposição atual, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Drôles de Machines"&lt;/span&gt; (sobre peças de teatro de rua), é mambembe e tosca, mas qualquer coisa ganha ares de importância ali dentro! A  história do Grand Palais é curiosa e os globos que ele exibiu em sua reabertura são lindíssimos, por isso repito tudo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/grand_palais.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/grand_palais.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das jóias da arquitetura parisiense do final do século XIX, o majestoso salão de aço e vidro conhecido como Grand Palais, abriu para o público pela primeira vez no ano passado, após 12 anos de intensa e monumental reforma. Fechado por razões de segurança desde 1993, o prédio foi restaurado e agora retorna à sua vocação como um dos espaços mais atraentes para exposições e eventos culturais de Paris com a elegância de seus primeiros dias. O apuro da restauração envolveu os mínimos detalhes: a cor da estrutura,  por exemplo, um tom de verde característico das obras em metal da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Belle Époque&lt;/span&gt;, não existia mais. Precisou-se pesquisar em laboratório para determinar a composição exata da nuance agora batizada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Verde Grand Palais”&lt;/span&gt;, seguindo o modelo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Marrom Torre-Eiffel”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construído com o único objetivo de sediar a “Exposição Universal de Paris” em 1900, o belo palácio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Art Nouveau &lt;/span&gt;mede 200 metros de comprimento e 60 de altura em seu ponto mais alto do domo. Ocupa uma área de 35 mil metros quadrados e ajudou a desenvolver a área próxima à Champs-Elysées, juntamente com o seu vizinho Petit Palais e a magnífica Ponte Alexandre III, os três erigidos simultaneamente. Pasmem, mas originalmente este colosso seria demolido após o evento que apresentava as novas conquistas tecnológicas, como a eletricidade, e reafirmava a gloriosa condição de Paris como a capital das artes e da civilização. Também celebrava a “ação civilizadora” da França em colônias como a Tunísia, Argélia, Indochina, Sudão, Marrocos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grand Palais também serviu na 1ª Guerra Mundial como hospital e na 2ª, durante a ocupação da França pelas tropas de Hitler, como estacionamento de caminhões alemães. Nas décadas seguintes hospedou uma variedade de exposições internacionais, feiras de balonismo e até serviu como pista de corrida de cavalos! Recentemente alguns dos desfiles de prêt-à-porter foram transferidos pra lá. Marcas como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Christian Dior, Chanel, Yves Saint-Laurent&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hermès&lt;/span&gt; ocuparam o super espaço que agora é fixo no calendário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fashion&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/vista_geral.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/vista_geral.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A grande atração da reabertura foram os globos do século XVII suspensos no meio do salão por guindastes. Pelas fotos não é possível visualizar a sua grandiosidade porque o próprio salão é imenso! Placas de espelhos estrategicamente colocadas embaixo das esferas permitiram visualizar a riqueza dos detalhes pintados pelo artista. Encomendados por Luis XIV os globos têm quase 4 metros de diâmetro e pesam a exorbitância de 1.500 quilos cada um! Confeccionados em 1680 pelo italiano Vincenzo Coronelli, um monge franciscano que também era exímio cartógrafo, os globos de madeira e gesso são peças raras de beleza e refinamento artístico (eu decidi que quando for rica e famosa vou comprar um globo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coronelli&lt;/span&gt;, é essencial!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/globo_ceu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/globo_ceu.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O globo celestial, decorado de pinturas sobre um fundo azul, mostra as constelações representadas por animais ou personagens mitológicos e destaca os planetas e cometas observados por astrônomos como Tycho Brahé, Johannes Kepler e Giovanni Cassini. O globo também retrata o céu no momento em que Luis XIV nasceu, em 5 de setembro de 1638. Aliás, o nascimento do Rei Sol foi dado como um milagre, afinal ele veio ao mundo após 23 anos de um casamento sem filhos!!! A mãe, Ana d’Áustria, contava 36 anos e lhe deu o nome de Luis &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Dado por Deus”&lt;/span&gt; (Louis Dieudonné). Luis XIII era misógino e, consequentemente, tinha fama de homossexual. Ele era o contrário do seu pai, Luis XIV, que adorava as mulheres e teve várias amantes e filhos, além dos oficiais obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/globo_terra.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/globo_terra.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O globo terrestre, que mapeia o mundo que era conhecido no final do século XVII, tem ilustracões dos diferentes tipos humanos, objetos científicos e símbolos de conquistas. Uma parte curiosa do mapa, em que está localizada a América do Norte, apresenta a Califórnia como sendo uma ilha e a foz do rio Mississippi fora do lugar. Se isso foi um erro do cartógrafo ou uma manobra de Luis XIV para confundir aqueles que desejassem invadir sua colônia através do Atlântico não se sabe… Esta ex-colônia é a Louisiana (o nome foi uma homenagem ao rei), que foi vendida para os americanos em 1803.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez que o público pôde apreciar estes globos foi há 25 anos no Centro Pompidou e antes disso só há 100 anos! Agora eles estão sendo restaurados para a próxima exibição na Biblioteca Nacional da França. Vale a pena vê-los!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115486342161282463?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115486342161282463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115486342161282463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/08/oh-grand-palais.html' title='Oh! Grand Palais'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115452004459771694</id><published>2006-08-02T13:56:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:55:35.036+02:00</updated><title type='text'>"um coelho incomoda muita gente, dois coelhos incomodam, incomodam muito mais..."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/lapin_metro_paris.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/lapin_metro_paris.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; coisas estranhas acontecem em paris, fico com a sensação de uma câmera ligada 24 horas por dia pronta pra registrar reações estapafúrdias! imaginem que ontem, dentro do mormaço da linha 4 do metrô, um casal lindo e negro discutia. coisa comum, bien sûr, em qualquer lugar do mundo - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MAS PELO CELULAR?!&lt;/span&gt; pois foi isso. a fofa furiosa, sentada sozinha num dos bancos duplos, vomitava palavras requentadíssimas e o fofo desconsolado as engolia à seco, 4 fileiras na frente, num vagão das 8 da noite praticamente às moscas. as poucas pessoas presentes se entreolhavam desconfiadíssimas… e eu lá, assistindo de strapotin, leque em punho, me refrescando com a minha inseparável garrafinha de água, só faltou a pipoca, hehe. infelizmente desci antes do término da novela, mas se eu fosse ele ajuntava todas as letras do chão e esfregava na cara brilhosa dela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: pensando bem o metrô de paris não pode ser levado à sério: quem escolhe um coelho rosa de macacão amarelo pra avisar que não se deve colocar a mão na porta só pode estar fazendo graça! (mas o coelho não é fofo? HAHAHAHAHA!) e alguém lembra do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jackass&lt;/span&gt; no metrô de paris fantasiado igual? pelo menos nessa vez os franceses riram…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115452004459771694?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115452004459771694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115452004459771694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/08/um-coelho-incomoda-muita-gente-dois.html' title='&quot;um coelho incomoda muita gente, dois coelhos incomodam, incomodam muito mais...&quot;'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115425901229036308</id><published>2006-07-30T13:19:00.000+02:00</published><updated>2006-10-08T19:52:23.600+02:00</updated><title type='text'>"L'Homme à la Moto"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/delon_top.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/delon_top.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;seriam os cafajestes anjos malditos enviados para atormentar e desgraçar a vida de infelizes meninas virgens? edith piaf canta que sim. alain delon faria bem o papel deste demônio, afinal quem não se renderia a um porco imundo com a cara dele? hahahahaha! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;volontiers!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Homem com a Moto”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele usava as calças, as botas de moto,&lt;br /&gt;Uma jaqueta de couro preta, com uma águia nas costas,&lt;br /&gt;Sua moto, que disparava como uma bala de canhão,&lt;br /&gt;Semeava o terror em toda a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nunca se penteava, ele nunca se lavava,&lt;br /&gt;As unhas cheias de graxa, mas tinha no bíceps&lt;br /&gt;Uma tatuagem azul de coração, na pele cadavérica,&lt;br /&gt;Dentro a gente lia: “mamãe, eu te amo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha uma namoradinha, de nome Marilou,&lt;br /&gt;A gente tinha pena dela, uma “criança” da sua idade,&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/PIAF2blkongold.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/PIAF2blkongold.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Pois todo o mundo bem sabia, que entre tudo o que ele amava,&lt;br /&gt;A maldita da moto levava vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marilou, a pobre menina, lhe implora, lhe suplica:&lt;br /&gt;“Não vá embora essa noite, eu vou chorar se você for”.&lt;br /&gt;Mas suas palavras foram em vão, suas lágrimas igualmente,&lt;br /&gt;No estouro da máquina, pelo cano do escapamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele saltou como um demônio, com labaredas dentro dos olhos,&lt;br /&gt;Na passagem de nível, foi como uma flecha de fogo,&lt;br /&gt;Contra a locomotiva que arrancava, por volta do meio-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando se removem os destroços,&lt;br /&gt;Se encontra a sua calça, as suas botas de moto,&lt;br /&gt;A sua jaqueta de couro preta, com uma águia nas costas,&lt;br /&gt;Mas nada da sua moto,&lt;br /&gt;E nada desse demônio,&lt;br /&gt;Que semeava o terror em toda a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lieber Stoller – Jean Dréjac&lt;br /&gt;(1956)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/blouson_noir.0.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/blouson_noir.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115425901229036308?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115425901229036308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115425901229036308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/lhomme-la-moto.html' title='&quot;L&apos;Homme à la Moto&quot;'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115386343967207881</id><published>2006-07-25T23:28:00.000+02:00</published><updated>2006-10-08T20:01:20.453+02:00</updated><title type='text'>a diaba da "Marinette"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/diaba.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/diaba.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Marinette deve ter sido uma dessas mulheres que pirava com a cabeça dos homens. Sempre à frente, ela fazia deles gato e sapato e só dava ponto com nó bem apertado, a fila andava rápido. Georges Brassens deve ter enlouquecido com ela…como não?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"MARINETTE”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu corri cantar minha pequena canção pra Marinette,&lt;br /&gt;A bela, a traidora, tinha ido à ópera,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a minha pequena canção eu fiquei com cara de idiota, minha mãe!&lt;br /&gt;Com a minha pequena canção eu fiquei com cara de idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu corri levar meu pote de mostarda pra Marinette,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A bela, a traidora, já tinha terminado de jantar,&lt;br /&gt;Com o meu pequeno pote eu fiquei com cara de idiota, minha mãe!&lt;br /&gt;Com o meu pequeno pote eu fiquei com cara de idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu dei de Ano Novo (1) uma bicicleta pra Marinette,&lt;br /&gt;A bela, a traidora, tinha comprado um carro,&lt;br /&gt;Com a minha pequena bicicleta eu fiquei com cara de idiota, minha mãe!&lt;br /&gt;Com a minha pequena bicicleta eu fiquei com cara de idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu corri ansioso para o encontro com Marinette,&lt;br /&gt;A bela, a traidora, dizia:“Eu te adoro!” à um cafajeste que lhe abraçava,&lt;br /&gt;Com o meu buquê de flores eu fiquei com cara de idiota, minha mãe!&lt;br /&gt;Com o meu buquê de flores eu fiquei com cara de idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu corri explodir os pequenos miolos de Marinette,&lt;br /&gt;A bela já estava morta, de um "resfriado em mau lugar" (2),&lt;br /&gt;Com o meu revólver eu fiquei com cara de idiota, minha mãe!&lt;br /&gt;Com o meu revólver eu fiquei com cara de idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu corri taciturno para o sepultamento de Marinette,&lt;br /&gt;A bela, a traidora, já tinha ressuscitado,&lt;br /&gt;Com a minha pequena coroa eu fiquei com cara de idiota, minha mãe!&lt;br /&gt;Com a minha pequena coroa, eu fiquei com cara de idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Georges Brassens&lt;br /&gt;(1955)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) na França havia o costume de se dar presentes no 1º dia do ano (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;étrennes&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;(2) alusão à doença venérea&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115386343967207881?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115386343967207881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115386343967207881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/diaba-da-marinette.html' title='a diaba da &quot;Marinette&quot;'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115377917102910333</id><published>2006-07-25T00:08:00.000+02:00</published><updated>2006-10-08T19:55:41.626+02:00</updated><title type='text'>“J’aime les Filles”</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/JacquesDutronc.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/JacquesDutronc.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;jacques dutronc teve várias musas, mas cantou todas numa música só. aliás a letra é de outro jacques (lanzmann), que morreu em junho e assinou vários dos sucessos do galã. mas o que seria de uma composição sem um intérprete da nobreza estética de dutronc?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N-A-D-A!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu amo as garotas (1)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu amo as garotas da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Castel&lt;/span&gt; (2)&lt;br /&gt;Amo as garotas da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Régine&lt;/span&gt; (3)&lt;br /&gt;Amo as garotas que se vê na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Elle&lt;/span&gt; (4)&lt;br /&gt;Amo as garotas das revistas&lt;br /&gt;Amo as garotas da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Renault&lt;/span&gt; (5)&lt;br /&gt;Amo as garotas da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Citroën&lt;/span&gt; (6)&lt;br /&gt;Amo as garotas dos altos fornos (7)&lt;br /&gt;Amo as garotas que trabalham na linha de montagem (8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é assim&lt;br /&gt;Liga pra mim&lt;br /&gt;Se você é assim&lt;br /&gt;Me liga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/filles.1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/filles.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo as garotas que têm dote&lt;br /&gt;Amo as garotas “filhinhas de papai”&lt;br /&gt;Amo as garotas de Lot (9)&lt;br /&gt;Amo as garotas que não têm pai&lt;br /&gt;Amo as garotas de Megève (10)&lt;br /&gt;Amo as garotas de Saint-Tropez (11)&lt;br /&gt;Amo as garotas que fazem greve&lt;br /&gt;Amo as garotas que vão acampar&lt;br /&gt;Amo as garotas de La Rochelle (12)&lt;br /&gt;Amo as garotas de Camaret (13)&lt;br /&gt;Amo as garotas intelectuais&lt;br /&gt;Amo as garotas que me fazem rir&lt;br /&gt;Amo as garotas que fazem a “velha França” (14)&lt;br /&gt;Amo as garotas do cinema&lt;br /&gt;Amo as garotas da assistência (15)&lt;br /&gt;Amo as garotas em dificuldades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é assim&lt;br /&gt;Liga pra mim&lt;br /&gt;Se você é assim&lt;br /&gt;Me liga"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacques Lanzmann&lt;br /&gt;(1967)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1)-  em francês o termo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“fille”&lt;/span&gt; designa várias “versões” do sexo feminino: filha, menina, moça, garota de programa, mulher solteira ou uma mulher que nunca tenha se casado, mesmo que ela seja uma senhora idosa. naqueles anos, a sociedade era muito preconceituosa com as mulheres que não tinham marido, assim jacques homenageava todas as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"filles"&lt;/span&gt; francesas;&lt;br /&gt;(2) – boate que existe em Paris desde os anos 60 e que mistura celebridades+políticos+personalidades esportivas+alta-sociedade local+garotas de programa (o que é de uma festa sem elas?);&lt;br /&gt;(3) – outra boate, essa do final dos anos 50 e que foi muiiiiiiiito famosa principalmente nos anos 70, onde dizem ter sido inventada a disco. foi fundada por Regine Zylberberg e teve filiais em várias cidades do mundo, inclusive Rio e São Paulo;&lt;br /&gt;(4) – a revista;&lt;br /&gt;(5) e (6) – marcas de automóvel francesas;&lt;br /&gt;(7) – as metalúrgicas;&lt;br /&gt;(8) – as operárias&lt;br /&gt;(9) - personagem bíblico cujas filhas engravidaram dele após a mãe ter virado estátua de sal (Genêsis 19:30-38);&lt;br /&gt;(10) – estação de inverno &lt;span style="font-style: italic;"&gt;très chic &lt;/span&gt;nos anos 60, localizada nos alpes franceses;&lt;br /&gt;(11) – cidade litorânea da Riviera Francesa (Côte d’Azur) famosa em todo o mundo;&lt;br /&gt;(12) – cidade litorânea do Atlântico;&lt;br /&gt;(13) – cidade da Bretagne que era famosa nos anos 60 por sua indústria pornográfica;&lt;br /&gt;(14) – as mulheres que se vestem com excessiva sobriedade;&lt;br /&gt;(15) – as assistentes sociais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115377917102910333?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115377917102910333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115377917102910333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/jaime-les-filles.html' title='“J’aime les Filles”'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115338672758091751</id><published>2006-07-20T11:05:00.000+02:00</published><updated>2006-09-12T19:22:24.843+02:00</updated><title type='text'>bigdogwalk</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/flamingo.0.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/flamingo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ontem fez 37 graus… é como dizem, “a gente vai vivendo como deus quer”, hahahaha! (eu adoro essa frase!). e as pessoas começam a cair feito patos abatidos no ar, os mendigos se atolam aos montes sob o sol de fornalha, as meninas brincam de imitar pás de helicóptero com leques floridos e nas salas de aula o mundo vira uma sauna coletiva sem piscina na saída. no deserto de asfalto, um homem redondo de quase 7 décadas sua como uma chaleira de água fervente e arrasta um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;basset hound &lt;/span&gt;ofegante, tão gordo quanto ele. no corpo geométrico, a jaqueta bege com capuz cobre metade dos quadris e por inteiro a cabeça de bola. meias 3/4 combinando com os sapatos marrons não permitem as pernas nuas. e ele está sem calça, sem bermuda, sem shorts... quase sem nada, só de cueca. e ele atravessa a rua tranquilo, sem pensar no pior: o calor queima o bom senso antes de avermelhar a pele. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o basset hound&lt;/span&gt; continua ofegante, de febre ou de vergonha, jamais descobriremos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115338672758091751?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115338672758091751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115338672758091751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/bigdogwalk.html' title='bigdogwalk'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115326303777240578</id><published>2006-07-19T00:44:00.000+02:00</published><updated>2006-09-12T19:26:12.830+02:00</updated><title type='text'>paris em chamas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/diva_azul.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/diva_azul.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; dizem que é paris, mas pra mim tá parecendo o senegal, hahahaha! dá pra aguentar mais de 30 graus todos os dias numa cidade que quase não tem ar condicionado? e a paris-plage só começa na semana que vem, é a desgraça generalizada, melhor o povo ir pra tosa! eu vejo aqueles vidros de nutella derretendo nas barraquinhas de crepe e temo pela saúde dos turistas - afinal francês que é francês não vai passar mal com isso... é quase como buchada de bode, só quem não é nordestino que passa mal e muito mal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas dizem também que há um certo temor deste verão ser como o de 2003 quando morreram pilhas de velhinhos. agora eu pergunto: é possível sair encasacado com um calor nigeriano como este? mas os velhinhos parisienses são assim, eles só saem na rua de capote! e se você chama a atenção e explica que o excesso de roupa desidrata o corpo, eles começam a gritar golpeando o ar com bengaladas furiosas dizendo que a gente quer que eles morram de pneumonia, porque eles não podem pegar friagem! agora vocês já sabem que eles morrem LITERALMENTE de calor e por vontade própria...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115326303777240578?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115326303777240578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115326303777240578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/paris-em-chamas.html' title='paris em chamas'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115300489384004452</id><published>2006-07-16T00:59:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:59:04.536+02:00</updated><title type='text'>o saldo da mudança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem leu “O caso do chiclete” conheceu as agruras que eu passei limpando o apartamento em Montparnasse e soube detalhadamente o que eu tive que tirar detrás da máquina de lavar roupas não vai se espantar com o que eu vou contar agora… Mudei de apartamento faz 3 semanas e apesar deste imóvel estar “limpo” para os padrões franceses, acabei de contabilizar o saldo do que foi retirado. Ai, ai, viver em Paris é fazer coleta de lixo, quiça, de séculos, hehe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/Picture-2.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/Picture-2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Atrás do armário que fica embaixo da pia da cozinha tem um vão e vãos são lugares estrategicamente problemáticos para os franceses, conforme aprendi na prática. Enfim, neste limbo de 20cm de largura e 1m de altura que deus esqueceu de colocar a luz, encontrei uma toalha de banho daquelas tamanho família completamente embolorada, uma flanela em bom estado (sabe se lá como), 3 tampas de panela de aço inox, uma vasilha de cerâmica cor de laranja e o achado que pra mim já é um clássico parisiense: xícaras de café usadas!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não termina por aí: no quarto, dentro da majestosa mas puramente decorativa lareira de mármore cinza, havia lenha, lenha esturricada, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bien sûr&lt;/span&gt;! Detalhe: é proibido usar lareiras em Paris por motivos de segurança há décadas (na periferia parisiense pode, tanto que eles vivem queimando tudo por lá, é uma gente muito festeira, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;très vivant&lt;/span&gt;, que adora botar fogo em carros!). Fora a lenha, havia uma pá, pesadíssima por sinal, dessas que também servem pra cobrir cova. E além da pá havia um fole e este sim era fantástico, fiquei até emocionada por descobri-lo! Ele estava enterrado sob o carvão e já grudado no mármore, eu tive um certo trabalho para arrancá-lo de lá. Um certo sentimento de pena me abateu por colocá-lo no lixo, afinal tinha um cabo bonito com a madeira trabalhada, mas após refletir um pouco olhando para o grande espelho centenário que pende sobre a lareira o fiz sem dó nem piedade, afinal este prédio é de 1900 e tem até fantasma no hall de entrada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente não sei o que acontece com esse povo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana nossa conterrânea Luci, de João Pessoa, levou uvas para a aula e ofereceu para quem estava por perto. Então a vietnamita que atende pelo pitoresco nome de Thran, perguntou delicadamente se Luci havia lavado as uvas. E a paraíbana, indignada, esbravejou: “Você acha que brasileiro é que nem francês que não lava o que come?” HAHAHAHAHA! Thran, casada com um nativo, concordou plenamente quanto ao lado francês. Depois quando perguntam qual é a fama que eles têm e a gente responde que é de ser sujinho, eles fazem bico… Agora me digam se existe outro lugar na Terra onde se compra um fogão e nas instruções se lê em letras ituanas: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"NÃO COZINHAR COM A PANELA SUJA!" &lt;/span&gt;Esta frase diz tudo e encerra o caso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115300489384004452?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115300489384004452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115300489384004452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/o-saldo-da-mudana.html' title='o saldo da mudança'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115287461708284137</id><published>2006-07-14T12:52:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:15:49.756+02:00</updated><title type='text'>“Café da Manhã”</title><content type='html'>Ele colocou o café&lt;br /&gt;Na xícara&lt;br /&gt;Ele colocou o leite&lt;br /&gt;Na xícara de café&lt;br /&gt;Ele colocou o açucar&lt;br /&gt;No café com leite&lt;br /&gt;Com a colherzinha&lt;br /&gt;Ele mexeu&lt;br /&gt;Ele tomou o café com leite&lt;br /&gt;E repousou a xícara&lt;br /&gt;Sem falar comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/faces.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/faces.2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acendeu um cigarro&lt;br /&gt;Ele fez círculos&lt;br /&gt;Com a fumaça&lt;br /&gt;Ele colocou as cinzas&lt;br /&gt;No cinzeiro&lt;br /&gt;Sem falar comigo&lt;br /&gt;Sem olhar pra mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se levantou&lt;br /&gt;Ele colocou&lt;br /&gt;Seu chapéu sobre a sua cabeça&lt;br /&gt;Ele colocou o seu casaco de chuva&lt;br /&gt;Porque chovia&lt;br /&gt;E ele partiu&lt;br /&gt;Sob a chuva&lt;br /&gt;Sem uma palavra&lt;br /&gt;Sem olhar pra mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu&lt;br /&gt;Segurei a minha cabeça&lt;br /&gt;Com a minha mão&lt;br /&gt;E chorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacques Prévert&lt;br /&gt;(1946)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115287461708284137?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115287461708284137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115287461708284137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/caf-da-manh.html' title='“Café da Manhã”'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115261137431478572</id><published>2006-07-11T11:42:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T19:00:06.750+02:00</updated><title type='text'>a vida sem mtv</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a vida é triste, a vida é amarga, ela até pode ter um final feliz, mas antes temos que passar pela madrasta, hahahaha! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"cinderela"&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"branca de neve"&lt;/span&gt; comprovam este fato muito bem! e para quem não teve tempo de ler a minha última coluna no site da mtv que ficou algumas horas disponível aí vai minha despedida:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/Heart%20to%20Heart.3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/Heart%20to%20Heart.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Salut mes chéris!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venho por meio desta informar que por motivos alheios à Deus, eu não mais escreverei para este adorável site que tão bem me acolheu.&lt;br /&gt;Sim foi apenas um ano, mas foi intenso! Recebi pilhas de e-mails meigos, mensagens carinhosas, comentários calorosos. Confesso ainda que fiz amigos, conheci gente influente do Brasil e do mundo, me tornei uma jet-setter. Mas enfim, acabou, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;c’est la vie…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para deixar o endereço da minha barraquinha aqui em Paris, embaixo do pé leste da Torre Eiffel, onde vendo quitutes bem brasileiros: cocada, rapadura, goiabada, bijú e biscoitos globo que têm tido muita saída nos domingos de sol. Qualquer dúvida falem com o Ed Fukuda que já me visitou por aqui, ou então é só perguntar nas redondezas da torre sobre a ruiva brasileira que todo mundo conhece. Mas precisa especificar que é brasileira porque têm várias ruivas do leste europeu também. Outra coisa: tem que falar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Marra Lissa”&lt;/span&gt; porque o povo daqui é meio chucro pra pronunciar nomes que não sejam franceses. Então é isso, espero vocês para tomarmos um bom vinhozinho nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Au Revoir…"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115261137431478572?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115261137431478572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115261137431478572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/vida-sem-mtv.html' title='a vida sem mtv'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115248388985251657</id><published>2006-07-10T00:20:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:18:13.660+02:00</updated><title type='text'>que silêncio!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/Eiffel%20White.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/Eiffel%20White.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;depois que o zidane despirocou em campo o "allez les bleus" foi mesmo é pro brejo... agora parece que Paris tomou sonífero e foi dormir cedo pra esquecer o pesadelo... chiiiiiiiiiiiiiiiiii&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115248388985251657?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115248388985251657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115248388985251657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/que-silncio.html' title='que silêncio!'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115247109185396248</id><published>2006-07-09T20:43:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T19:01:45.523+02:00</updated><title type='text'>A Pré-História do Videoclipe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/scopitoneSepia.0.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/scopitoneSepia.0.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Que o videoclipe nasceu com o Queen todo o mundo já sabe, mas e o ancestral do videoclipe? A semente que deu origem a essa “cereja” da música que não pára de nos surpreender? Anos e anos trabalhando sob o teto da MTV, templo maximo do videoclipe, e eu não sabia… Precisava mudar para Paris, conhecer um californiano apaixonado pela música francesa dos anos 60 e conhecedor como poucos da sua história para saber que o antepassado do videoclipe é pura criação local! Vou me chicotear um pouco e já volto, hehe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voilà! Tudo começou com uma mulher, a empresária e produtora independente de espetáculos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Daidy Davis-Boyer&lt;/span&gt;. Ela que sempre apoiou e alavancou a carreira de inúmeros artistas desde os anos 40, atravessou vários estilos da música francesa e foi responsável por turnês de Edith Piaf e Charles Aznavour, por exemplo. Farejadora incansável de talentos, a produtora tinha verdadeira paixão pelo universo musical e pensava obstinadamente num meio mais criativo para promover os artistas que empresariava. E a mansão de Daidy, batizada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Villa Relâche”&lt;/span&gt; (algo como “Casa de Folga”), teve importância crucial nesta história: os artistas tinham trânsito livre na casa e geralmente ficavam por lá algum tempo aproveitando as mordomias e mimos de Daidy. É num destes momentos que a empresária tem a idéia de filmá-los despretensiosamente, numa atitude natural, no jardim da casa, na piscina, na garagem ou dentro da mansão, dublando as próprias músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/clip_robot.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/clip_robot.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso aparecia nos cafés franceses o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scopitone&lt;/span&gt;, uma máquina parecida com uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;juke-box&lt;/span&gt; que acompanhava um projetor de cinema no formato de 16mm. Os primeiros modelos foram feitos na França no início dos anos 60 e logo depois o Scopitone tomou a Europa, particularmente a Alemanha e a Inglaterra. Pelo preço de uma entrada de cinema os clientes dos cafés podiam assistir na pequena tela do que se parecia com uma televisão em cores (só havia aparelhos em preto&amp;branco) os “filminhos” com as estrelas da época. Pétula Clark (a Shirley Temple da Inglaterra), o inigualável Jacques Brel, Sylvie Vartan (mãe do ator Michael Vartan, o Vaughn do seriado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Alias”&lt;/span&gt;) Johnny Hallyday (uma espécie de Erasmo Carlos francês e sucesso até hoje) e mesmo Brigite Bardot, que também se aventurou na carreira de cantora, são alguns dos artistas que foram vistos à exaustão nas telinhas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scopitone&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/brel_bardot203.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/brel_bardot203.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daidy, então apelidada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Mamy Scopitone”&lt;/span&gt;, decide explorar este tipo de mídia e convence as gravadoras da importância de produzir os filmetes para divulgar suas estrelas. Sinal verde conseguido, Daidy inunda o mercado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scopitone&lt;/span&gt; com os seus “clipes”. Até 1979, data em que a máquina foi retirada do circuito para virar objeto de coleção e de museu, essa pioneira do mundo musical que revolucionou o jeito do público ver o artista, tirando-o do palco e colocando-o em outras situações, lançou cerca de 2 mil “clipes”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/clip_gramo.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/clip_gramo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se Daidy dirigiu a maior parte dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“clipes-Scopitone”&lt;/span&gt; existentes, alguns diretores de cinema em início de carreira também entraram nessa brincadeira. Um dos grandes talentos que começou assim foi Claude Lelouch, que entre outros fez o antológico “Um Homem, Uma Mulher” (1966). Ele dirigiu cerca de 80 “clipes”, ora contando uma história a partir da letra da música, ora fazendo um roteiro surreal (os meus preferidos), reaproveitando cenários de filmes ou usando as ruas de Paris; Lelouch fez de tudo e com todos os astros a baixíssimo custo e sempre em poucas horas! Aliás a praxe daquele tempo, ninguém tinha dinheiro ou podia gastar com isso, conceito que só mudaria, obviamente, nos Estados Unidos. Quando o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scopitone&lt;/span&gt; atravessou o Atlântico, na metade de 64, seu fim estava próximo. Perdeu a “inocência”, ganhou recursos e qualidade técnica, mas não sobreviveu aos anos 70. Morria tranquilo assistindo ao nascimento de “Bohemian Rapsody” (1975) certo de que sua missão havia sido cumprida. Os dias de ouro do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scopitone&lt;/span&gt; foram de 1962 a 1965 apenas, mas deixaram um tesouro de 1800 títulos registrados em catálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/hallyday.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/hallyday.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O videoclipe tem um belo passado e uma longa vida pela frente. Saudações à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mamy Scopitone&lt;/span&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115247109185396248?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115247109185396248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115247109185396248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/pr-histria-do-videoclipe.html' title='A Pré-História do Videoclipe'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115244394898295002</id><published>2006-07-09T12:29:00.003+02:00</published><updated>2006-09-13T19:17:38.550+02:00</updated><title type='text'>O Zé Perry e o Pequeno Príncipe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/passaros.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/passaros.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Há muitos anos, em 1900, nascia o terceiro herdeiro de uma aristocrática família francesa. Sim, é bem verdade, a família estava à beira da falência, mas isso não faz muita diferença quando se é aristocrata de sangue. Foi neste berço meio decadente, mas ainda rico, que Antoine Jean Baptiste Marie Roger de Saint-Exupéry chorou pela primeira vez e posso jurar que ninguém, absolutamente ninguém, desconfiava que aquele bebê rosado como um leitãozinho um dia seria um dos escritores mais consagrados da literatura universal e um piloto pioneiro que desbravaria importantes rotas de navegação aérea. Também não desconfiavam que ele atravessaria o oceano Atlântico e quando aterrissasse nas areias claras da ilha de Florianopólis ele seria simplesmente o “Zé Perry”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infinitamente famoso após a sua morte, o autor do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O Pequeno Príncipe”&lt;/span&gt; (que comemora 60 anos de seu lançamento na França), foi um escritor de grande sensibilidade, mas acima de tudo um humanista destemido que viveu experiências espetaculares, praticamente um Barão de Munchausen. No seu caso ele bem que poderia ser chamado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Visconde de Saint-Exupéry&lt;/span&gt;, já que o pai ostentava o título. Mas para falar de suas aventuras é preciso saber que só o fato de pilotar um avião até a metade do século passado era coisa para bons, poucos, e muito loucos! Naquelas insensatas décadas de 20 e 30 os aviões permaneciam por muito tempo rentes ao solo e os vôos eram alçados na dependência exclusiva da habilidade dos pilotos - voar era extremamente perigoso e instintivo! Não existiam radares nem os sofisticados aparelhos que poderiam guiar os pilotos com segurança, como é atualmente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apaixonado ao extremo por aviões desde criancinha quando se hospedou no castelo da tia, o seu sonho dourado era fazer parte da Armada Francesa. Ao lado do château “Saint-Maurice-de-Remens” havia um pequeno campo de aviação que Saint-Exupéry visitava todos os dias para observar as aeronaves e conversar com pilotos e mecânicos. Foi lá que fez o seu primeiro vôo, aos 12 anos, e a vontade de seguir a carreira se acentuou intensamente - ou ele seria um piloto ou não seria nada! Mas aos 19 anos foi reprovado do teste da Escola Militar e a decepção fulminante quase o derrubou - passou 2 anos sem eira nem beira tendo a mãe como único consolo. E por falar na mãe de Saint-Exupéry, Marie de Fonscolombe ocupou um lugar fundamental em sua vida. A grande sensibilidade do filho para a arte foi inspirada por ela, uma mulher cultivada, amante das artes. Acostumou os filhos desde o primeiro dente de leite a apreciarem e a compreenderem a beleza de toda manifestação artística. Para Saint-Exupéry a mãe sempre representou uma imagem de paz, de serenidade, de apoio incondicional durante os piores momentos por que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/serpente.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/serpente.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eis que enquanto ele escrevia mais uma das dezenas de cartas endereçadas a mãe, recebe o chamado para cumprir o serviço militar. Apesar do dia parcialmente nublado Saint-Exupéry corre alistar-se feliz da vida no Regimento de Aviação de Caças, mas para a sua surpresa é designado para trabalhos em terra… outra desilusão! Pensou em morrer, pensou em se matar, mas conversando com a mãe, a sábia mãe, teve a idéia de contratar um professor particular. Após 9 meses de aulas dia e noite nosso obstinado herói consegue o brevê de piloto civil. Finalmente aquele que se tornaria um piloto audacioso e amante incondicional do perigo conseguia do exército o diploma de piloto de guerra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo eram clematites na vida de Saint-Exupéry: servindo a este mesmo exército que ele tanto batalhou para entrar sofre um grave acidente e é dispensado. Entristecido vai tentar a carreira de piloto civil numa empresa de correios. Logo ganha o apelido de “Saint-Ex” e nosso ousado piloto realiza um importantíssimo feito para a aviação mundial mapeando a rota Toulouse-Dakar-Buenos Aires. E se não bastasse isto, Saint-Ex também estabelece as primeiras rotas aéreas entre o norte do Brasil, Buenos Aires e sul do Chile. Foi nesta fase criativa que ele conheceu a praia de Campeche, o primeiro aeroporto de Santa Catarina onde aterrissou e decolou entre 1926-31, onde ele virou o Zé Perry. Os pescadores achavam muito complicado falar Saint Exupéry, então resolveram com o bom e famoso Zé. Nessas paradas ele e outros pilotos descansavam por dias na praia catarinense enquanto os aviões eram revisados e reabastecidos. Zé Perry tinha um alojamento em Campeche e ficou amigo dos pescadores com quem dividia cigarros trazidos da Europa, aprendeu a pescar e a preparar os peixes da ilha. Não há notícia de que frequentava os bailes para paquerar as catarinenses, mas sabe-se que tinha loucura por biju.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/lebre.3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/lebre.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas quando Zé Perry não estava comendo biju o que ele gostava mesmo era de correr perigo: resgatava aviões e pilotos nos lugares mais improváveis (deserto do Saara e Cordilheira dos Andes), tentava quebrar recordes de tempo de vôo, ele fazia e acontecia. Passar dias sem comida e água, sofrer alucinações no deserto, viver como os  beduínos, sair de um coma profundo, ele passou por tudo isso. Só se sentia vivo e bem consigo mesmo enquanto voava e se houvesse risco era o paraíso na Terra! Voar era um momento de meditação em que Saint-Ex filosofava sobre a solidão, a amizade, a liberdade, o significado da vida, os valores humanos… Reflexões que posteriormente ganhariam as páginas de jornais, revistas e de seus vários livros: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O Aviador”&lt;/span&gt; (1926), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Correio do Sul”&lt;/span&gt; (1929), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Vôo Noturno”&lt;/span&gt; (1931), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Terra de Homens”&lt;/span&gt; (1938) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Piloto de Guerra”&lt;/span&gt; (1942).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a 2ª Guerra Mundial o biju escasseou e Saint-Exupéry se colocou novamente à disposição da querida Força Aérea Francesa. Sob a patente de capitão ele foi enviado para Toulouse, mas logo a França assinou a rendição para a Alemanha e ele parte desconsolado para o exílio nos Estados Unidos, onde escreveria e ilustraria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O Pequeno Príncipe” &lt;/span&gt;(1943) - best-seller que se tornou leitura obrigatória para qualquer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Miss&lt;/span&gt; Universo que se prezasse. A inspiração para o cultuado livro surgiu depois de ele sofrer um acidente no deserto da Líbia e passar por uma experiência muito particular. Este “acidente” se converteu no livro francês mais vendido no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/saint_ex.1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/saint_ex.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Enfim, quando os Estados Unidos decidem entrar na guerra, Saint-Exupéry se alista mais que depressa sob o comando dos americanos, mas os seus 40 anos mais alguns problemas físicos lhe dão o inaceitável cartão vermelho. O fato era que Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger de Saint-Exupéry era teimoso feito um jumento de pedigree e queria porque queria pilotar um dos lendários aviões de guerra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lightning P-38&lt;/span&gt;! Não houve cristo que tirasse isso da sua cabeça dura! Fez uso de todas as suas influências aristocráticas até conseguir levantar vôo em sua primeira missão. Deu no que deu... o seu corpo e o tão falado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lightning P-38&lt;/span&gt; nunca foram encontrados. O que se sabe é que o nosso Saint-Ex simplesmente desapareceu por completo numa ensolarada manhã do dia 31 de julho de 1944. Era a sua oitava missão e ele sobrevoava a Baía dos Anjos no sul da França, estava em casa novamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115244394898295002?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115244394898295002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115244394898295002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/o-z-perry-e-o-pequeno-prnc_115244394898295002.html' title='O Zé Perry e o Pequeno Príncipe'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115239791519864737</id><published>2006-07-09T00:28:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:28:55.850+02:00</updated><title type='text'>O caso do chiclete</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, os franceses, que gente estranha! Uns amores, gente boníssima, glamourosa e refinada, mas que hábitos cultivam e que são herdados de geração a geração tal como um gene defeituoso! Muitas vezes, confesso, fico horrorizada, hahahaha!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/skulls.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/skulls.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses, num programa de auditório, aconteceu algo que exemplifica bem o tipo de relação que os franceses têm com a sujeira, ou seja, eles convivem bem e sem medo. Obviamente a temperatura baixa durante quase metade do ano alivia as terríveis consequências dessa, digamos, “excentricidade” francesa. Fosse essa peculiaridade também cultivada no Brasil e estaríamos todos mortos, atacados exaustivamente por diabólicos vírus, fungos e bactérias que proliferariam descontrolados sob a proteção da temperatura tropical e não sobraria ninguém confiável para escrever o nosso melancólico juízo final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono do programa em questão é Sebastian Cauet, um apresentador com quase 40 anos, baixinho-gordinho-careca, que faz muito bem várias imitações e além disso é um bom entrevistador, do tipo que contorna qualquer saia-justa e consegue descontrair até o mais mal-humorado dos convidados. Na França é comum aparecer nos programas personalidades ranzinzas ao extremo e gente caindo de bêbada e quando eu digo “caindo” não é força de expressão! E uma pessoa nessas condições não é nada fácil de se entrevistar, mas ele se sai bem. Um aparte: vi uma entrevista dos anos 70 inacreditável com um dos reis da geração Beat, Charles Bukowski. Ele estava tão bêbado que não conseguia ficar sentado nem de olhos abertos, ele escorria pela poltrona. Detalhe: ele estava com uma garrafa de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;whisky&lt;/span&gt; na mão, hehe. Era uma conversa com intelectuais franceses que a uma certa altura cansaram de disfarçar que estava tudo bem porque não tinha possibilidade do Bukowski falar e até jogaram água na cara dele! Mas nada… o poeta estava “pra lá de oeste” como os franceses costumam dizer. Rindo, os intelectuais encerraram a entrevista enquanto Bukowski ressonava na poltrona. E outra coisa que é comum de acontecer aqui é do entrevistado cuspir no chão, seja ele quem for. Imagine a cena do Edgard entrevistando alguém no estúdio da MTV e no meio da falação o cara vira pro lado, cospe e continua da onde parou sem pedir desculpas nem nada! Não tem a menor condição!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa do Cauet é divertido e tem até momentos “Hermes&amp;Renato”, com quadros que não medem o ridículo e que fazem piada de absolutamente qualquer personalidade, seja ela do meio que for e o melhor: na frente dela! (eles só ficaram com medo de apanhar do faixa-preta Steven Segall, mas fora isso sempre detonaram na cara-de-pau com todo o mundo!).  Estrelas de Hollywood e do mundo todo passam por lá: Angelina Jolie, Colin Farrell, Penelope Cruz, Pink  e Robin Willians são alguns dos que estiveram recentemente. No dia em que a ex-Sporty Spice foi divulgar o trabalho solo eles fizeram uma cover das Spice Girls de chorar de rir. E a pobre Melanie C ali, tendo que achar graça, hahahaha! E ela não estava achando nenhuma, hehe. O pior é que eu nunca tinha percebido que a voz dela é I-D-Ê-N-T-I-C-A a da Karen, a super-perua do “Will &amp;amp; Grace”!!! Não sei como ela consegue disfarçar aqueles agudos cantando, deve ser mais um capítulo da surpreendente série “O Mundo Maravilhoso e Fantástico da Tecnologia”, hehe. Os “irmãos” franceses de Hermes&amp;Renato já ficaram completamente sem roupa no palco e não cansam de beijar os convidados na boca. Aliás, beijo na boca entre homens neste programa é a coisa mais comum, rola sempre. A dupla simplesmente não têm limites e eu adoro, afinal fiquei orfã de “Hermes&amp;amp;Renato”, snif, snif.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como todo brasileiro que se preze, pobre e subdesenvolvido mas acima de tudo limpinho, fiquei chocada com o que aconteceu num dos programas. Cauet, no meio de uma entrevista com 2 comediantes, repara que tem um chiclete no chão. Ele pára a entrevista e reclama brincando, claro, porque francês que é francês nunca reclama de sujeira, eles simplesmente dizem “c’est normal!” mesmo que você aponte para um relevo de 5 centímentros de sujeira incrustada no chão, obra do tempo e da falta de preocupação com a limpeza… Eu preciso desabafar e contar do dia em que a torneira de água quente da pia da cozinha queimou e o eletricista teve que afastar a máquina de lavar que é embutida na parede… Tinha de tudo lá atrás, não sei como faltavam ratos, eles simplesmente não devem ter sobrevivido! Pilhas de canudos usados, 3 xícaras de porcelana com café seco, guardanapos engordurados, pratos de papel com restos de comida, talheres sujos!!! Eu horrorizada com tudo aquilo e o eletricista com cara de tédio: “c’est normal, c’est normal”!!! Deus do céu, eu é que não encosto nessa gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, antes que eu perca o fio da meada que a essas alturas já ficou encardida, Cauet diz rindo que a limpeza do estúdio está cada dia pior e pega do chão algo duro e descolorido, o bagaço daquilo que já foi um chiclete. Repentinamente o apresentador louco de pedra coloca o chiclete na boca e começa a mascá-lo sob os aplausos desmedidos do auditório. Então tira a goma reavivada da boca e oferece para um dos comediantes que gentilmente recusa porque está com uma afta. A platéia vaia e o humorista arremessa o chiclete em direção a ela. Um dos espectadores se levanta e consegue pegar o chiclete, bota na boca sem hesitar e é ovacionado. Então, para espanto de todos, o chiclete vai sendo passado de boca em boca, cada um masca aquele pálido naco de goma com um sorriso de orelha a orelha e passa ao próximo como se fosse algo sagrado e aquele um momento de comunhão.  O público em volta delira enquanto eu me contorço no sofá boquiaberta! Quando a fileira da promiscuidade chicletícia termina, o outro comediante que não está com afta pede para a última pessoa jogar o chiclete para o palco. Então ele agarra o chiclete-super-star responsável por essa catarse, masca com vigor por alguns segundos e… ENGOLE! Abre a boca, levanta a língua para provar o feito, diz que ama a todos e que agora aquela “grande saliva coletiva” vive dentro dele! Todos aplaudem de pé e gritam emocionados! Cauet engasgando de tanto rir abraça efusivamente o dono da “grande saliva coletiva” e entram os comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/candies.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/candies.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esse momento digno de um espetáculo teatral do Zé Celso eu tento me recompor, mas me faltam séculos de cultura pra isso… Enfim, os franceses são assim, gente desprendida, gente imprevisível… Cuidado com eles e depois lave sempre muito bem as mãos, HAHAHAHAHA!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115239791519864737?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115239791519864737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115239791519864737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/o-caso-do-chiclete_09.html' title='O caso do chiclete'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115239703419492675</id><published>2006-07-09T00:05:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:32:12.293+02:00</updated><title type='text'>"Les Fleurs de Dior"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/Dior.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/Dior.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Christian Dior era da Normandia, região balneária do Canal da Mancha. E mesmo com o infinito do mar a sua frente durante toda a infância e adolescência, foi um homem reservado e tímido, extremamente sensível, cuja personalidade é bem menos conhecida do que o nome da marca que construiu.  Quando nasceu, há 100 anos, o pai certamente torceria o nariz se soubesse que aquele bebê se recusaria a administrar os negócios da família para revolucionar a moda do meio do século XX com o chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“New Look”&lt;/span&gt;. E Christian demorou muito tempo para descobrir a sua verdadeira vocação,  só sabia o que não queria fazer. A visita às usinas da família foi para ele um calvário. Ele diria mais tarde: “Ali surgiu meu verdadeiro horror às máquinas!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas muito antes de Christian entrar para a história da moda, a família Dior era formada basicamente por lavradores normandos, cuja árvore genealógica remonta à 1541. A ascenção social do clã começou com o seu avô e continuou com o sucesso do seu pai, Maurice.  No início as fábricas Dior produziam ácido sulfúrico para fertilizantes, produto que a França era líder mundial no início do século passado. Nos anos 20 desenvolveram o sabão em pó e a água sanitária Dior que dominou o mercado de produtos de limpeza. E da rústica água sanitária para os refinados perfumes foi só um pulo de geração…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/famille-dior.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/famille-dior.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A casa que viu Christian nascer e crescer está suspensa no alto de uma montanha em Granville. Em estilo belle-époque e chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Les Rhumbs”&lt;/span&gt;, foi lá que mãe e filho compartilharam a afeição pelo jardim de campo inglês - fato que marcou e inspirou profundamente o futuro estilista. Amante da elegância, das boas maneiras e da vida burguesa, Madeleine exerceu grande influência em Christian. Dizem as lendas que no quarto do estilista, na cabeceira ao lado da cama, ele guardava um álbum com fotos da sua infância. Eram registros do jardim que ele e sua mãe criaram, em torno de um espelho d´água, e onde começou a sua paixão incondicional pelas flores. Para quem  cansou de ouvir dos locais de Granville “isso cheira à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dior&lt;/span&gt;…” (referindo-se ao mau cheiro que as fábricas lançavam ao ar), ele vingou-se com coleções que exalavam flores e com fragrâncias como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Miss Dior”&lt;/span&gt; (em homenagem à irmã Catherine) ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Diorissimo”&lt;/span&gt; (baseado na muguet, sua flor fetiche).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte prematura de Madeleine, em 1931, foi um choque para Christian. Aliás foi um ano infeliz para toda a família cujas empresas começaram a falir uma atrás da outra. A venda dos imóveis para saldar as dívidas culminou tristemente com a casa de Granville. Posteriormente Christian tentaria readquiri-la por diversas vezes, mas o proprietário recusou-se terminantemente a vendê-la.  Furiosamente contrariado jurou nunca mais pisar em Granville para o resto de sua vida!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/eiffel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/eiffel.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua paixão pela arquitetura ele exprimiu na construção de vestidos que ele chamava de “arquiteturas efêmeras destinadas a embelezar o corpo da mulher”. Em sua curta carreira Christian apresentou 22 coleções, todas um sucesso, tanto de crítica quanto comercialmente. A primeira, em 1947, trouxe fama imediata com um desfile de 90 &lt;span style="font-style: italic;"&gt;looks&lt;/span&gt; e apenas 6 modelos… Naquela Paris de pós-guerra, decidiu que as mulheres deveriam se libertar da humilhação de vestir roupas de tecidos baratos com jeito de uniforme (ombros quadrados e saias curtas). Ele propunha roupas femininas e delicadas, com corte acinturado, ombros estreitos, saias abaixo do joelho. Tudo com muito tecido fino para desespero da França ainda em período de restrições (algumas saias chegavam a consumir 40 metros!). O governo britânico chegou a pedir que as mulheres boicotassem o estilista, mas o pedido foi pro limbo quando a Princesa Margaret apareceu em público vestindo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dior &lt;/span&gt;com a seguinte declaração: “Nós não podemos ditar às mulheres a altura de suas saias!”. Aliás a polêmica coleção tinha o “dedo” de Madeleine - Christian atribuía a inspiração às roupas que a tão amada mãe vestia…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/saia.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/saia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No número 30 da Avenue Montaigne, o mesmo luxuoso endereço que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maison Dior &lt;/span&gt;está instalada até hoje, reuniu pessoas de grande talento para trabalhar com ele: Pierre Cardin e  Yves Saint Laurent foram os assistentes que mais tarde tiveram suas próprias &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maisons&lt;/span&gt;. Pierre confessa: “Com ele aprendi o que era a verdadeira elegância, sem Christian Dior eu não poderia ser Pierre Cardin”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas 10 anos depois de inflamar o mundo da moda, Christian morria de ataque cardíaco na Itália, tinha 52 anos. Os últimos meses foram martirizados com injeções de todos os tipos: para acordar de manhã, para ter apetite, para conseguir dormir… A casa onde ele passou os melhores anos de sua vida, ao lado da mãe e em torno do jardim, finalmente é sua para sempre. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Les Rhumbs”&lt;/span&gt; foi transformada em museu em 1997,  o único da França dedicado a um estilista. Lá a maresia se mistura ao perfume natural do jardim e uma tela de árvores protege as flores que tanto o inspiraram. Christian dorme feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/dior.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/400/dior.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115239703419492675?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115239703419492675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115239703419492675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/les-fleurs-de-dior.html' title='&quot;Les Fleurs de Dior&quot;'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115239619898611870</id><published>2006-07-08T23:45:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:43:55.646+02:00</updated><title type='text'>Dalida, a Musa de Montmartre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem passa pela esquina das ruas Girardon e Abreuvoir não fica alheio ao imponente busto de Dalida, uma das musas francesas que desde 1997 tem praça quase ao lado do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;château&lt;/span&gt; onde morou em Montmartre (além de Dalida, apenas as mulheres Joana D’Arc e Sarah Bernhardt possuem estátuas em Paris!). Dalida foi a primeira artista a receber um disco de ouro e de diamante, fez quase 40 anos de sucesso ininterrupto cantando em francês e italiano, principalmente. Gravou mais de 500 músicas francesas e italianas, 200 em outras línguas. Vendeu mais de 80 milhões de discos pelo mundo e ganhou inúmeros prêmios, incluindo 55 discos de ouro. Dalida não era francesa, nasceu Yolanda e no Egito, filha de italianos. Viveu um destino escabroso, desses que se o Ed Fukuda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(bpolar.blogspot.com)&lt;/span&gt; escrevesse iria deletar praguejando: “ah não, isso é muito forçado!!!” Mas tenho aprendido que a vida real é muito mais absurda que a ficção e Dalida é só mais um exemplo disso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/23.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/23.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda bebê, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;petite&lt;/span&gt; Yolanda contraiu uma terrível infecção nos olhos. Por causa disso sofreu algumas cirurgias e foi obrigada a usar óculos desde cedo. Na infância frequentou aulas de canto incentivada pelo pai, o primeiro violinista da Ópera do Cairo, e se descobriu a sua bela voz. Apesar disso cresceu complexada acreditando que os óculos a deixavam horrível. Aos 13 anos decidiu dar um basta à maldição dos 4 olhos: arremessou-os contra a janela preferindo enxergar o mundo como um borrão do que danificar a própria aparência! Fascinada pelas estrelas de Hollywood sonhava um dia ter uma vida de glamour e abandonou a idéia de ser secretária, como a família gostaria, para trabalhar como modelo no Cairo. Nesta época decidiu participar do concurso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Miss &lt;/span&gt;Egito 1954 do qual saiu vencedora. Então as portas do cinema se abriram: foi convidada pelo diretor francês Marc de Gastyne para se tornar a morena vamp Dalida. A família relutou, chorou e esperneou para que Yolanda Christina Gigliotti não deixasse o Egito, mas ignorando os apelos chorosos a voluntariosa Miss parte para começar uma nova vida em Paris. E para desespero da mãe fervorosa, justo no dia de natal…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início a vida não foi tão repleta de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;glamour&lt;/span&gt; assim… Sozinha, numa cidade muito diferente do Cairo, Dalida sobreviveu com parcos recursos. Mas a pré-estrela estava determinada a mudar as coisas e alguns meses depois estava cantando num cabaret da Champs Elysées e, fora o fato de que enrolava o “r” de forma exagerada, Dalida já era um sucesso. Mas a notável ainda não tinha um contrato…foi quando apareceu Lucien Morisse oferecendo a música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Madonna”&lt;/span&gt; e logo depois &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Bambino”&lt;/span&gt; – que trouxe fama e fortuna instantâneas à Dalida. Tudo isso ainda em 55, apenas alguns meses depois da sua partida do Egito. 56 foi o ano do triunfo: abriu o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;show&lt;/span&gt; de Charles Aznavour e colocou o Olympia abaixo com o sucesso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Bambino”&lt;/span&gt;. Foi capa de várias revistas francesas e embarcou para uma tour extensa. Sua fama se espalhou para o resto da Europa e de volta å Paris gravou outro single sob a supervisão de Lucien Morisse. O casal alimentava um romance em intermináveis horas de trabalho, mas Morisse ainda não havia se divorciado da esposa e Dalida estava cansada de esperar por um anel de noivado. Após longos anos de hesitação o casal finalmente se casa, mas algumas semanas após as bodas Dalida aterrissa em Cannes para um concerto e se apaixona por Jean Sobieski. O cantor, obviamente, joga o casamento de Dalida para cima do telhado… E apesar de ela reconhecer que devia muito à Morisse, pondera que o mais importante da sua vida é a independência. Morisse se recusa a aceitar, mas é forçado a aceitar os fatos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No verão de 62 Dalida está no topo das paradas com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;single “Petit Gonzalez”&lt;/span&gt; (clássico absoluto da cantora). Nessa época compra seu famoso château em Montmartre, perto da Sacré Cœur, da onde se tem a melhor vista de Paris. A mansão, na época chamada de Castelo da Bela Adormecida, poderia ter sido um refúgio tranquilo para Dalida viver pelo resto de sua vida com o seu príncipe encantado, mas, entretanto, contudo, assim que se mudou para a nova casa Dalida rompe com Sobieski e sofre uma mudança radical de imagem, metamorfoseando-se de morena para uma loura estonteante. Esse novo visual coincide com uma fase musical mais sofisticada; mas enquanto sua carreira é só sucesso, a vida sentimental continua triste - a princesa volta ao seu castelo de fadas sozinha todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/img0096.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/img0096.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eis que em 66 uma gravadora italiana apresenta um talentoso e jovem compositor para a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bombshell&lt;/span&gt;, Luigi Tenco. Eles se apaixonam à primeira vista e começam a passar bastante tempo juntos trabalhando numa música para o Festival de San Remo. Completamente apaixonados causam comoção ao anunciar o casamento relâmpago e decidem que se apresentarão juntos no festival cantando a versão que fizeram para a música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ciao Amore”&lt;/span&gt;. Infelizmente San Remo é uma catástrofe porque nenhum dos dois imaginava não ganhar o prêmio e Luigi fica histérico. Bêbado insulta os membros do júri acusando-os de corruptos. Assim que volta para o hotel se suicida… Dalida, devastada pela morte de seu amor tenta se matar engolindo pilhas de barbitúricos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o funesto episódio a viúva começa a procurar explicações para as tragédias da sua vida: devora livros de filosofia e se torna devota de Freud. Começa a praticar ioga e meditação, viaja para o Nepal, estuda a religião Hindu, vai para a Índia seguir os ensinamentos de um guru, faz análise com um psiquiatra junguiano em Paris – é uma fase intensa de auto-conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 70 lança o enorme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hit “Darladiladada”&lt;/span&gt; e grava o clássico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Avec le Temps”&lt;/span&gt;. Em setembro um novo drama sobrevém: seu ex-marido e empresário, Lucien Morisse, se mata com um tiro na cabeça… Em 72 ela aparenta ter adquirido um novo grau de serenidade e grava com o amigo Alain Delon &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Parole Parole”&lt;/span&gt; (adaptação francesa para uma conhecida música italiana). O renascimento da cantora impulsiona sua vida pessoal - um novo admirador cai a seus pés, Richard Chanfray, que preferia ser chamado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conde de Saint Germain&lt;/span&gt;. Aparentemente um impostor, longe do título que ostentava, Chanfray era totalmente devotado pela deusa platinada e dava a Dalida um novo sentido para a vida. O romance põe fim às viagens para a Índia e sua intensa busca de espiritualidade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como dizem, “sorte no jogo, azar no amor”, enquanto sua carreira continuava estelar, a vida pessoal era um buraco negro. A separação de Richard Chanfray foi extremamente dolorosa e Dalida se afundou no trabalho para tentar esquecê-lo, afinal era o primeiro homem que a deixava. Passados 2 anos a carreira da cantora é dominada por rumores de um affair com o então presidente da França, François Miterrand. Ela decide que é hora de se afastar do país e parte para uma longa turnê mundial que a deixa longe de Paris por 12 meses. Quando retorna à França vai direto para o estúdio gravar um novo álbum, as fofocas em torno dela e Miterrand haviam se dissipado, mas a sua popularidade na França já não era a mesma... E quando se recuperava desse episódio recebe outro duro golpe: seu último amor, Richard Chanfray, havia se suicidado em Saint-Tropez. Arrasada pela morte do Conde, a formosa parece perder o entusiasmo de viver e se entrega a uma letargia profunda. Dalida começa a ter surtos de desconfiança e a sofrer de perda de memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 84 parte para uma série de apresentações na Árabia Saudita, mas é obrigada a interrompê-la para se submeter a duas cirurgias oculares. Agora parecia que nada mais mudaria em sua vida pessoal. Seus relacionamentos frustrados continuavam e ela aparentava não ter forças para superar a depressão. Em 3 de maio de 87 a diva decide pôr um fim à sua vida tomando uma overdose de pílulas para dormir, a Bela Adormecida finalmente cai em sono eterno. Dalida, que encontrou consolo de seus dramas pessoais apenas nos braços dos fãs deixa um bilhete: “Perdoem-me, mas a vida é insuportável para mim.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/Dalida.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/Dalida.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que a sua alma perturbada vaga por Montmartre e eu tenho pena de Dalida!!!&lt;br /&gt;Rezem por ela!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115239619898611870?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115239619898611870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115239619898611870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/dalida-musa-de-montmartre_08.html' title='Dalida, a Musa de Montmartre'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115239421333904358</id><published>2006-07-08T23:26:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:36:20.076+02:00</updated><title type='text'>Idiote à Paris</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/Pony%20Rides%20White.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/200/Pony%20Rides%20White.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paris continua linda e iluminada, mas tem dias que dá vontade de virar estátua! Assim sendo,  eu me sinto idiota quando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Vou à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boulangerie&lt;/span&gt; e o atendente é a mesma pessoa que faz tudo: entrega a baguete, pega o dinheiro, dá o troco, limpa o balcão e sabe se lá o que mais precisar sem lavar às mãos entre uma ação e outra. Eu sempre penso que se estivéssemos nos trópicos viveríamos doentes com tanta falta de higiêne. Os norte-americanos são os mais horrorizados, chega a ser engraçado vê-los discutindo porque os franceses simplesmente não entendem o motivo! Ou melhor, não querem, porque são séculos de cultura, cultura da sujeira, bien sûr!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Tenho que usar um computador com o teclado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AZERTY&lt;/span&gt; e não &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;QWERTY&lt;/span&gt; que é o que você usa. Essa sequência de letras fazem o inferno na minha cabeça, no início pensei que não iria sobreviver, me sentia uma galinha ciscando milhos que não existiam, foi difícil. Ainda acho que fiz mal em comprar um computador com o teclado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;QWERTY&lt;/span&gt;, já que na França eles usam o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AZERTY&lt;/span&gt;, ou seja, vou me sentir uma idiota sempre que tiver que trabalhar numa máquina que não seja a minha, tsk, tsk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Fui ao banco retirar o meu cartão e talão de cheques e levei um susto! Impresso neles estava o nome do meu marido. Sem entender comentei com o gerente que devia ter ocorrido algum engano porque eles haviam colocado Madame seguido do nome e sobrenome do meu marido. E o gerente: “Erraram o nome do seu marido?” Atônita descobri que na França a praxe é a esposa “carregar” o nome do marido… Eu nem havia nascido quando sutiãs foram queimados em praça pública nesta mesma terra pra quê? Pra no final eu receber um cartão eletrônico em que sou a Madame FULANO de Tal. Incroyable!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Só posso entrar na escola em que tenho aula de francês e-x-a-t-a-m-e-n-t-e no horário do meu curso. A primeira vez estranhei que eu era a única em todo o pátio onde cabem mais de 100 pessoas. Logo a seguir apareceu uma senhora, provavelmente a bedel, perguntando o que eu fazia ali. Expliquei que esperava minha aula. Ela pediu minha carteirinha, conferiu o horário e disse para eu voltar apenas às 14h00. Fui dar uma volta e retornei às 13h56 conforme verifiquei no relógio. A mesma senhora veio de novo e disse que eu não podia ficar ali, que era para eu voltar apenas na hora da aula. Sem entender nada disse que eu tinha aula dali a 4 minutos, como era para eu ir embora? Discussão vai, discussão vem, dá 14h00 e a fofa diz que eu posso entrar junto com uma manada que vem a passos largos atrás de mim praticamente me atropelando! Dá para acreditar numa coisa dessas? Quando estiver nevando vou ser obrigada a pegar uma pneumonia porque não posso esperar no recinto! Estou passada até agora, aliás ultra-passada!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Minha garganta fica impregnada de fumaça de tanto que os franceses fumam, é uma&lt;br /&gt;loucura! Os fumantes são maioria e não param nunca, é o tempo todo, em todos os lugares. Soube que na Espanha é pior (difícil de imaginar), mas que a ventilação em espaços fechados é eficiente. Em Paris é impossível permanecer por muito tempo numa casa noturna, num restaurante ou mesmo na casa de alguém sem que eu não comece a tossir e tenha que ir embora para poder respirar. E olha que não sou do tipo chata e nem patrulhadora, é que aqui a fumaça é extraordinária, está além de humildes pulmões condescendentes. Sei que é o início da minha escalada que terminará, na melhor das hipóteses, numa salinha de inalação para tentar desobstruir os brônquios entupidos por cinzas. Com sorte algum fumante estará ao meu lado agonizando de câncer, mas eu sinceramente não acredito nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A espera pela entrega de móveis é de até 2 meses! E é óbvio que o “até 2 meses” significa categoricamente 60 dias e 60 noites para o desespero de quem não sentava num sofá na própria casa em quase 6 meses!!! Tantas colunas escritas sobre um tapetinho surrado no chão frio do que eu chamo de sala, os dedos prejudicados pelo clima seco a desafiar as teclas do laptop, a maçã do computador a me iluminar e os miados do gato lamentando a falta de ração a me enlouquecer… (perdoem o incômodo pelas tristes memórias, prometo me controlar!). Enfim, o entregador foi embora, eu mesma tirei os móveis das embalagens e descobri que havia mais do que mesa, armário, cadeiras e sofá: uma temível aranha de uns 12 centímetros, furiosamente armada, 8 olhos pestilentos vidrados em mim e pronta a desferir a picada fatal ao menor descuido. Foi demoníaco, estou tensa até hoje com o caso, não posso nem lembrar que fico histérica! Tudo o que eu tenho a dizer é que foi Deus e só Deus quem me ajudou nessa má hora, muita fé e oração até a fiandeira se desmilinguir. Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por hoje chega de histórias de terror, durmam com os anjos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115239421333904358?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115239421333904358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115239421333904358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/idiote-paris.html' title='Idiote à Paris'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30807714.post-115239394180550791</id><published>2006-07-08T23:22:00.000+02:00</published><updated>2006-09-13T18:34:06.006+02:00</updated><title type='text'>Un Portrait</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/1600/paris%20la%20nuit.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4963/275/320/paris%20la%20nuit.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito se fala do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;glamour&lt;/span&gt; da vida parisiense e de como seus nativos são pessoas antipáticas, intratáveis e esnobes. Mas poucos sabem de fato como os parisienses, que além do mais são raros (apenas 1 em cada 3),  vivem seu cotidiano nesta cidade que incontestavelmente é uma das mais belas do mundo. A seguir a realidade nua e crua em números e estatísticas, que muitas vezes irão te surpreender, afinal o francês é ou não é bonzinho?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Paris-miúda - a cidade tem apenas 105 km quadrados de extensão (área que abrange o Bois de Boulogne ao de Vincennes) que representam apenas 0,022% do território francês que é praticamente do tamanho das Minas Gerais. Em comparação, Roma e Londres são 15 vezes mais extensas; e Paris é ainda menor que Niterói que ganha por 24 km (129 km quadrados de área no total).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-densa - a cidade é uma das mais populosas do mundo e a densidade&lt;br /&gt;demográfica continua para o alto e avante: são mais de 20 mil habitantes por quilômetro quadrado! A média francesa se situa nos parcos 111 habitantes. Em São Paulo são raros os bairros que superam a marca dos 20 mil habitantes por quilômetro quadrado, entre eles Cidade Ademar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-afável – é uma cidade hospitaleira: 15% dos parisienses são estrangeiros, 3 vezes mais que a média francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-estrangeira - atualmente os parisienses não representam 19% da população da Île de France – nos anos 60 eles eram 33%. Apenas 1 parisiense entre 3 é nascido na capital francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-balzaquiana - os habitantes com menos de 20 anos são cada vez menos numerosos (18% da população), mas os da geração de 30 e poucos anos são os verdadeiros donos de Paris: 765 mil recenseados em 1999 e que representam 36% da população. Um retrato que impressiona em relação à média francesa que é de 28%. Em São Paulo os balzaquianos também são os donos da cidade, apesar de quase enfrentarem um empate técnico com os quarentões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-anciã - quase 20% dos parisienses têm mais de 60 anos, há 30 anos eles eram 25%. Na capital do Rio de Janeiro, onde a representividade dos idosos é a maior do Brasil, eles englobam 12,83%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-solitária - 27% dos parisienses vivem sozinhos, duas vezes mais que a média francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-matre - é a cidade em que as mulheres retardam mais o momento da maternidade: 31,6 anos é a idade média mais elevada na França onde a taxa de fecundidade é mínima: 1, 59 filhos por parisiense - apesar disso é a cidade em que nascem mais bebês. No Brasil a taxa de fecundidade oscila entre 2,21 filhos (a mais baixa) e 2,75 filhos (a mais alta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-coquete - as mulheres são mais numerosas em Paris que nas outras cidades francesas: 53,1% contra a média francesa de 51,5%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-sola - os parisienses vão à pé: andam 2 vezes mais que os habitantes das outras cidades francesas. Andar à pé é o primeiro lugar disparado em transitar pela cidade, 53%. Transportes públicos e veículos particulares vêm em seguida. E apenas 2% dos deslocamentos parisienses são feitos através dos 15 mil táxis da cidade, procurados diariamente por 25 mil pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-parente-serpente - os parisienses não são “muito família”. Em seus dias livres preferem sair com amigos do que fazer programas familiares. Ao escolherem um endereço levam em conta a proximidade do lugar de trabalho e não a dos membros da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-lazer - os parisienses são os franceses que mais saem à noite e mais vezes por semana, que mais visitam museus fora de Paris, que mais compram livros. Além disso são os que menos se importam com o preço do livro que pretendem adquirir, ao contrários dos outros franceses que sempre levam o preço em consideração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-de-estimação: os parisienses têm menos cães e gatos que o resto dos franceses. Apenas 8% dos cães e 12% de gatos da França vivem em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-turística – sempre há mais estrangeiros que nativos na cidade: 25 milhões de pessoas visitam Paris a cada ano, é um recorde mundial. Mas a duração média dos viajantes na capital é curta: 2,53 noites contra as 8 noites em média de Nova York ou 6,6 de Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-seca – a cidade conta apenas com uma piscina para cada 600 mil habitantes!!! Em se tratando de esportes aquáticos Paris é uma lástima francesa…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-gaiola - cada habitante da cidade dispõe em média de 31 metros quadrados de residência!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paris-aluguel -  é uma cidade de locatários, sendo que a França é um país de proprietários (a média francesa de proprietários de imóveis é de 56%). Além disso, os preços dos aluguéis são altíssimos e os imóveis oferecidos medíocres. Mais velhos que a média geral francesa, cada 2 residências entre 3 foram concluidas antes de 1949 e nao oferecem grandes comodidades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais da metade das residências parisienses têm menos de 3 peças;&lt;br /&gt;- 11% são ainda desprovidas de banheiro (vaso sanitário interno/banheira ou chuveiro);&lt;br /&gt;- 38 % dos prédios de 5 andares nao têm elevador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, era isso o que vocês pensavam sobre Paris?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30807714-115239394180550791?l=parisagogo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115239394180550791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30807714/posts/default/115239394180550791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parisagogo.blogspot.com/2006/07/un-portrait.html' title='Un Portrait'/><author><name>Lovely69</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
